Governador fascista do RJ é denunciado à ONU

Após a repercussão de um vídeo divulgado no último domingo (5), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), denunciou o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, à Organização das Nações Unidas (ONU).

No vídeo em questão, gravado em Angra dos Reis, no sul do Estado do RJ, o governador fascista aparece com o prefeito do município, Fernando Jordão (MDB), o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, e o vereador sargento Thimóteo (PR). Fazendo pose de valentão, Witzel alega que vai acabar com a “bandidagem” e dispara bravatas como “vamos colocar ordem na casa”.

Em um segundo vídeo, já sobrevoando a área de helicóptero, mostra-se um policial fuzilando uma barraca de orações que é visitada pelos moradores da região e peregrinos evangélicos. A tenda fica situada no alto do Monte de Campo Belo, e foi alvejada 5 vezes pelo atirador.

Entretanto, o que de fato não aparece no vídeo, é a “bandidagem” a qual o sósia de Mussolini pretende exterminar, mostrado que as bravatas não têm qualquer tipo de cunho de combate ao crime, mas são apenas tendências de psicopatia do governador, que tem como principal plano de governo a repressão das classes mais pobres.

Segundo o Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), houve um aumento nas mortes por intervenção de agentes públicos de 42% em Fevereiro e de 18% em Março, em relação ao mesmo período no ano passado, contabilizando um total de 434 mortes só no primeiro trimestre de 2019 sob o governo Witzel.

O curioso é que o governador, como ex-juíz federal, deveria ter o mínimo de conhecimento e estudo sobre os Direitos Humanos, já que a atual Constituição Federal prevê a proteção dos indivíduos. O ex-juíz vai de encontro nos Princípios Constitucionais de defesa dos Direitos Humanos, previstos no art. 5º da Constituição.

Ao agir de forma totalmente imprudente, o governador atenta contra a vida dos moradores daquela comunidade, agindo como se a vida destes não tivesse importância — que para ele, provavelmente não tem. Os tiros poderiam atingir um inocente, como vem acontecendo, na maior parte das incursões policiais e militares feita no Rio de Janeiro, antes mesmo do atual mandato.

Os atentados vão contra diversos Tratados Internacionais de Direitos Humanos dos quais o Brasil é signatário, como por exemplo, a própria Declaração Universal dos Direitos Humanos, que em seu artigo I garante a vida e a dignidade aos indivíduos, e no artigo III garante o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal a estes mesmos indivíduos.

Em resposta às denúncias, o fascista alegou que não houveram violações de Direitos Humanos porque o voo era de reconhecimento, e os tiros disparados não acertaram ninguém.

-Ora, govenador, sua brincadeira de tiro ao alvo poderia ter ceifado vidas de graça!

Não é possível saber se o lado fuzileiro naval fala mais alto que o lado juiz na pessoa de Wilson Witzel. Não é possível saber se ele desconhece ou apenas ignora a imparcialidade, e a proteção ao povo que um governante deveria exercer. Mas se serve de consolo, com o pedido de exoneração para a candidatura ao governo, o Rio de Janeiro se livrou de um péssimo juiz de direito.

Infelizmente ainda tem o Brêtas…

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