O antipetismo e ataques à educação para destruir soberania nacional

Em 518 anos de história nacional, nenhum governo da direita investiu tanto na educação pública quanto os governos do Partido dos Trabalhadores. No curto período de 12 anos com Lula e Dilma governando a nação de 2003 até o início do golpismo em 2015, a vida dos mais pobres melhorou como nunca antes.

Segundo o DIEESE, até 2014 — ano marcado pelo início da operação golpista Lava-Jato — houve um ganho real no salário mínimo de 72,31%. O salário mínimo saltou de U$ 100 (no período FHC) para US$ 326,35 no período Dilma, e agora, com o golpe, voltamos à ganhar U$ 252.

Sem dúvida, um dos maiores destaques ficou para verdadeira revolução impulsionada pelo PT na educação. O PROUNI, criado pelo presidente Lula, distribuiu 1,2 milhões de bolsas. Pelo FIES, 1,3 milhões de pessoas foram financiadas. Creches foram 6.427 sendo criadas. O programa Ciência Sem Fronteiras beneficiou 100 mil jovens. Os governos Lula e Dilma criaram 18 novas universidades, enquanto o governo FCH não criou nenhuma. Os governos Lula e Dilma criaram 214 escolas técnicas, enquanto que entre 1500 até 2002, existiam apenas 151. Podemos citar muitos outros exemplos o tema, mas nos tomariam muitas linhas.

Cinicamente, agora que os golpistas anunciam cortes na educação, tanto a direita fascista e a “esquerda” oportunista diz que o PT também cortou investimento na educação. A educação foi prioridade nos governos Lula e Dilma, em especial porque eles sabiam que não existe soberania nacional sem o desenvolvimento de ciência, tecnologia e educação nacional. A verba para investir em educação, em 2003, era de R$ 18,1 bilhões, pulando para R$ 54,2 bi, em 2010. Se considerarmos até 2016, ano em que Dilma sofreu o golpe, o montante atinge 100 bilhões. Em 2002, governo FHC, era de apenas R$ 17 bilhões.

É logico que a educação publica sempre teve problemas graves, porém, parte da sociedade brasileira se esquece das suas responsabilidades, da herança maldita herdada pela Ditadura Militar e os governos neoliberais que desmontaram a educação e culpam o curto período de governo PT por todos os problemas. Fazem isso ou por ignorância ou por oportunismo.
Em 12 anos, o PT fez avanços importantes na proteção social, na criação de políticas públicas, na defesa da soberania nacional, afim de superar a estrutura escravagista e neocolonial.

Ao contrário do que propagam os economistas neoliberais, o crescimento econômico do nordeste, por exemplo, não está associado aos programas sociais desenvolvidos pelo PT, mas sim à política de expansão (do PT) das universidades falada anteriormente. Isso levou à industrialização da região, criação de estaleiros, usinas, fábricas etc.

Projetos científicos desenvolvidos tais como o programa nuclear, aeroespacial, de submarinos, petroquímico, naval, siderúrgico, biomédico, de exploração de petróleo em águas profundas todos esses estão sendo desmontados através dos ataques do golpe à ciência e tecnologia nacionais. O principal objetivo é criar um atraso tecnológico do Brasil, destruir nossa soberania e reprimarizar nossa economia. Por exemplo, o presidente do INCA, João Viola, afirma que os ataques do governo militar contra a saúde está causando uma “fuga de cérebros”. Cerca de 26 pesquisadores e e 150 estudantes do instituto estão com seus projetos de pesquisa paralisados. Isso em um país com alta taxa de câncer.

Portanto, é no minimo ingênio, mas na realidade uma desinformação, reduzir a crise atual na educação apenas à pauta do corte nas verbas. É claro que o corte é a gota d’água, mas é fundamental defender a ciência, tecnologia e educação afim de resguardar nossa soberania. Pois sabemos que os ataques contra a educação não vão se limitar aos cortes.

Não estamos diante de uma simples política de ajuste fiscal ou um corte. Mas sim, diante de um ataque brutal do golpe que visa abrir margem para a privatização da educação. Desde sempre os golpistas sonham em privatizar as universidades, ensino médio e desmontar a educação básica. Essa tem sido uma meta buscada pelos governos golpistas desde o golpe de 2016.

Saímos mais experientes das chamadas “jornadas de junho” de 2013, quando a direita direcionou o movimento contra o PT e para derrubar o governo Dilma. Não temos a mesma conjuntura daquela época, porém, outra vez, a direita se infiltra no movimento da educação, com o apoio de “setores de esquerda”, que nutrem um sentimento antipetistas.

O objetivo dos golpistas é claro: querem neutralizar o Partido dos Trabalhadores, que é a unica força nacionalista e que polariza com os golpistas conforme os ataques contra a população ficam mais intensos. Querem que o Partido dos Trabalhadores abra mão do seu legado, da sua história e da sua identidade, levando o movimento para uma mobilização falida contra os cortes e pelo Fora Bolsonaro, que pode aumentar a tutela dos militares e por fim, impedir que ocorra uma unificação entre o movimento estudantil e sindical contra o programa do golpe de destruição nacional.

Dizer que essa luta da educação é apenas do segmento de estudantes e profissionais da educação pretende reduzir a capacidade das mobilizações. A educação é um tema político que atinge toda a nação. Essa luta está diretamente ligada ao projeto que levou à prisão do presidente Lula, reforma da previdência, privatização das estatais, entrega da Embraer, violência policial e entre outros. Todas essas lutas devem ser expressadas na luta conta o golpe de Estado e a Ditadura Militar.

Estamos atentos à maneira oportunista que os “ciristas” e setores do PSOL atacam o PT tentando fazer um paralelo descabido entre a politica de ajuste fiscal do governo Dilma em 2015 e o corte promovido pelo governo Bolsonaro. Vamos defender o legado do projeto do PT e não nos deixaremos intimidar pela direita.

Estamos vigilantes e não devemos manter uma coexistência pacífica entre nós e os coxinhas que gritam “sem partido”. Esse setores infiltrados e de classe média tentam atrofiar o desenvolvimento do movimento e levar ao ressurgimento de organizações fascistas. tal como foi o resultado das jornadas de junho de 2013. É fundamental organizar a autodefesa da esquerda e neutralizar qualquer intimidação às nossas bandeiras, identidade, base social e nossa política.

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