Avaliação sobre o Ato em solidariedade à Venezuela, em Campo Grande – RJ

Na última quinta (16), foi realizado um evento que contou com a participação do Consul da República Bolivariana de Venezuela no Rio de Janeiro, sr. Edgar Gonzaléz (@edgarchgonzalez), organizado e divulgado pelos partidos e movimentos sociais que tem atuação em Campo Grande (PT, PRC, PCdoB, PCB, PDT-Campo Grande), com destaque para o Partido dos Trabalhadores e Partido da Refundação Comunista.

Na primeira parte do evento foi exibido o documentário “A Revolução Não Será Televisionada” de 2003, que mostra os antecedentes do golpe de 2002 contra o presidente Chávez e alguns de seus desdobramentos. Na sequência teve início uma rodada de falas dos presentes. O consul Edgar nos deu informções importantes sobre a real situação do país latinoamericano, bem diferente daquilo mostrado na TV todos os dias.

Também foi abordada a importância do Brasil para o cenário geopolítico, sobretudo seu papel de destaque na América Latina. Infelizmente, por seu papel diplomático, o Consul não pôde entrar em avaliações pessoais sobre os governos golpistas de Temer e Bolsonaro, mas ressaltou a importância das administrações Lula e Dilma para a integração continental. Na nossa avaliação, esse foi o ponto principal a ser destacado na noite: por ranços do esquerdismo pequeno-burguês, não é admitido pelo conjunto da esquerda pretensamente comunista o caráter antiimperialista dos governos petistas, carater esse que resultou no golpe imperialista sofrido pelo Brasil.

Esses setores esquerdistas são um atraso para a luta contra o golpismo, uma vez que não conseguem associar o Brasil à estratégia geopolítica do imperialismo para a América Latina e se perdem em provocações primárias feitas contra os presidentes Lula e Dilma e o Partido dos Trabalhadores. A arrogância desses setores de antipetistas “de esquerda” esconde a incapacidade de organizar o povo uma vez que, desde o rompimento com os governos do campo democrático-popular em 2004, não conseguiram sair do seu isolamento político, utilizando de desculpas estaparfúdias (como sua suposta integridade moral) para justificar sua inabilidade política.

Como já afirmamos algumas vezes, a luta contra a ingerência imperialista na Venezuela é a mesma que a luta contra o golpe no Brasil. A campanha pela libertação do presidente Lula não é apenas uma luta contra uma prisão injusta, mas o centro da polarização política brasileira. Defender e lutar por Lula é se posicionar contra os entreguistas, imperialistas e sabotadores da pátria. Ao se colocarem acima das “discussões mundanas”, que “não perdem tempo com Lula Livre”, os esquerdistas infantis se colocam no campo inimigo, no lado de lá da polarização. Esses setores são um atraso e devem ser tratados enquanto tal. Por essas e outras voltamos a afirmar: a tarefa imediata dos marxistas leninistas é a de construir o Partido dos Trabalhadores e os comitês de bairro Lula Livre para, uma vez que a campanha esteja massificada, viabilizar a correlação de forças para alterar o quadro geral, impedindo a guerra imperialista e colocando o Brasil de volta no caminho do desenvolvimento e da integração continental

Notas:
Disponibilizamos o boletim nº006, da 2ª quinzena de maio de 2019, distribuído no evento. O formato do boletim foi pensado na fase de contenção de gastos pela qual estamos passando, afim de agrariar fundos para montarmos a nossa gráfica. Ajude na vakinha!

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