ONU alerta sobre possível guerra total e fim da Líbia

Desde 2014, por causa da aprovação na ONU da “Intervenção Humanitária” contra a Líbia, que o país encontrasse dividido em duas regiões e com o Estado Nacional falido. Hoje, a ONU alerta sobre o risco de uma “guerra total” na Líbia por causa da ofensiva do “autoproclamado” marechal Khalifa Haftar e da divisão definitiva da nação africana.

Sem ações imediatas para interromper o fluxo de armamentos, “a Líbia cairá em uma guerra civil que poderá levar à divisão permanente do país”, alertou na terça-feira [22] o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Líbia, Ghasán Salamé, em uma audiência perante o Conselho de Segurança da ONU para relatar a situação na Líbia.

Salamé advertiu que a ofensiva do “marechal” Khalifa Haftar contra a capital, Trípoli, colocou em risco a segurança dos países vizinhos da Líbia e da região do Mediterrâneo como um todo.

“Eu não sou uma cartomante, mas a violência nos arredores de Trípoli é apenas o começo de uma longa e sangrenta guerra nas costas do sul do Mediterrâneo”, alertou.

Em 4 de abril, tropas leais ao “marechal” Haftar lançaram uma intensa ofensiva militar para tomar a cidade de Trípoli, que está sob o controle do Governo do Acordo Nacional (GAN), apoiado pela ONU.

Salamé lamentou que os ataques contra Trípoli tenham deixado “muita morte de civis e destruição”, afirmando que, embora a guerra termine, “levará anos para reparar os danos causados ​​até agora”.

Em relação às vítimas dos combates, ele falou de 460 mortes – incluindo 29 civis – e de 2.400 feridos, e informou que “mais de 75 mil pessoas foram deslocadas de suas casas”.

Em outro ponto de suas declarações, Salamé indicou que o conflito na Líbia “está sendo explorado” por grupos terroristas como o ISIS (Daesh, em árabe) e a Al-Qaeda. Após a derrota do Daesh e Al-Qaeda no Iraque e Síria, a Líbia tornou-se no reduto para tais grupo.

“No sul da Líbia, as bandeiras negras do Daesh estão aparecendo e lamento informar que, desde o dia 4 de abril, houve quatro ataques de Daesh no sul da Líbia […] com 17 mortos, mais de dez feridos e oito sequestrados “, disse ele.

Hipocritamente, Mike Pompeo, que tem agredido constantemente o Irã e Venezuela, afirmou que o governo de Trípoli [reconhecido pela ONU e apoiado pela Itália] negocie e dialogue com o governo “marechal” Haftar [apoiado pelos EUA e França]. Ambos os regimes não tem Constituição e estão subordinados aos interesses do Imperialismo norte-americanos e europeu.

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