Witzel aposta em massacre, enquanto desemprego bate recorde no RJ

Segundo dados publicados pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], no primeiro semestre 2019, a taxa de desemprego no estado do Rio de Janeiro bateu o recorde histórico e atingiu 15,3%, ou seja, 1,4 milhão de fluminenses.

Após a operação golpista Lava-Jato, a economia do estado foi destruída. As principais bases econômicas do estado, alicerçadas na construção civil, petroquímica e construção naval foram duramente atingidas pelas operações golpistas promovidas pela Lava-Jato. Especialmente voltada para destruir as empresas nacionais e transferir sua renda para fora do Brasil.

No governo Dilma, em 2014, antes da Lava-Jato, o estado do Rio de Janeiro vivia pleno emprego, com a taxa de 3,6% de desempregados, menor número já registrado. Em 5 anos, a Lava-Jato e a política econômica neoliberal fez crescer o desemprego em 194%.

O IBGE também indica que o desemprego atinge em sua maioria o povo negro, cerca de 61% dos desempregados no estado são negros ou pardos.

Em 4 meses de governo, Witzel aparenta nenhuma preocupação em apresentar um plano de recuperação do emprego no Rio de Janeiro. Visto que o seu programa neoliberal é adverso a geração de emprego, sua estratégia para tentar manter o poder político é reforçar a aliança com o líder da máfia lavajateira no Rio, o justiceiro Bretas, e as milícias. O desdobramento dessa política de controle político através do crime organizado, resulta na política genocida que gerou o assassinato de 434 pessoas nas mãos da política, maior número em 21 anos.

Em 2017, enquanto a mídia e grande parte da esquerda carioca comemorava a intervenção na ALERJ, a Operação Cadeira Velha e a prisão ilegal de Picciani e outros caciques do MDB, nos do Voz Operária denunciávamos que aquilo era na realidade um projeto para levar ao poder um novo campo político, agora muito mais poderoso que as velhas oligarquias do MDB, pois agora teriam o apoio do judiciário, petroleiras e das Forças Armadas.

Bretas, aliado do atual governador Witzel, foi o principal artífice para destruição do PMDB no estado através da Operação Cadeia Velha, cujo o principal beneficiário foi o próprio Witzel, as milícias e o crime organizado [em especial o PCC].

É um consenso entre os economistas brasileiros em indicar que vivemos a década perdida. Nem o governo golpista, através da equipe neoliberal de Paulo Guedes, acredita numa reversão do estado de estagnação da atividade econômica.

O desemprego e a desigualdade social continuarão crescendo, pois o desemprego e a miséria é parte da cartilha neoliberal adotada desde o golpe contra a Presidente Dilma. É fundamental que os trabalhadores do Rio de Janeiro entendam que a situação econômica só terá melhora se defendermos um projeto de soberania nacional, popular e desenvolvimentista, indicado pelo programa do governo do Partido dos Trabalhadores.

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