Fracassam manifestações em apoio ao golpe de Estado e dos EUA

Nesse último domingo, dia 26 de maio, a direita fascista, em especial a base de apoio ao governo militar, convocaram mobilização nacional em defesa da Lava-Jato, do golpe de Estado, da política neoliberal e do fechamento do congresso e STF. Menos de 70 mil pessoas em todo o país se reuniram em pequenas manifestações no interior e as maiores ficaram concentradas nas capitais. No Rio de Janeiro [estado do Bolsonaro] e em São Paulo [estado mais populoso] foram onde os atos foram maiores.

As manifestações devem ser analisar levando em conta a crise do governo militar, o golpe de Estado e a crise econômica, politica e social. É importante avaliar as manifestações para entender a real capacidade de mobilização da direita, sem supervalorizar os números [indicados pela imprensa golpista e PM] e nem reduzir os números para ridicularizar as manifestações. É importante ter um quadro real para saber a força do inimigo e as tendências do golpe de Estado. De imediato, podemos indicar que o capital político do Bolsonaro está cada vez menor.

Considerando que as manifestações pró-golpe de Estado e norte-americana não são manifestações “normais”, pois tiveram apoio direto da máquina do governo federal, estado e prefeituras [alinhadas com o governo federal], apoio financeiro de empresários, igrejas neopentecostais, dos militares e de agências de publicidade veiculadas com o departamento de inteligência dos Estados Unidos, as manifestações foram muito fracas.

Em Brasília, onde estão concentrados os 4 poderes [legislativo, executivo, judiciário e militar], a manifestação, segundo a PM bolsonarista do DF, chegou à 5 mil pessoas, com direito ao “Super Moro” e bandeiras dos Estados Unidos.

Em São Paulo, na Avenida Paulista, onde concentrou os maiores protestos pelo golpe de Estado contra a Presidente Dilma, a imprensa burguesa divulgou a informação calculando o tamanho da manifestação conforme quadras e até o momento a PM de São Paulo não havia noticiado o tamanho da manifestação. Porém, analisando que a Avenida Paulista é um lugar de recreação da população e o tamanho da manifestação, que estava dispersa e apenas mais densa em frente as carros de som, podemos constatar que não passou de 15 mil pessoas. No restante do estado de São Paulo, ocorreram manifestações onde os números variam entre 200, 500 ou 1 mil pessoas dependendo da cidade.

Em Belo Horizonte, a direita fascista que organizou a manifestação falou em 35 mil, mas visivelmente a passeata não passava de 7 mil pessoas. A direita também se mobilizou em pequeno número em Uberaba, Ipatinga, Governador Valadares, Varginha, Juiz de Fora e Montes claros.

Sobrou espaço vazio na manifestação em BH

No Rio de Janeiro, estado governado por witzel e base do fascista Bolsonaro, controlado pelas milícias e com forte presença evangélica, foi onde as manifestações da direita tiveram maior força. Na capital fluminense, o ato ocorreu em Copacabana, ocupando cerca de 7 quarteirões e reunindo 10 mil pessoas. Em Niterói a manifestação contou com a presença de 2 mil pessoas. No sul fluminense ocorreram insignificantes manifestações em Resende, Volta Redonda e Três Rios. No norte, 400 pessoas se manifestaram em Campos e outras mil pessoas em Macaé. Na região serrana, apenas 500 pessoas em Petrópolis. Vale ressaltar que em bairros comandados pelas milícias, foram disponibilizadas vans e carros para transportar pessoas à manifestação.

No nordeste as manifestações foram um colossal fiasco. Na Bahia, o grupo de mil pessoas se concentrou em frente ao Farol da Barra a partir das 10h e quando eram 11:30 já estavam encerrando a passeata. No Pará, a PM bolsonarista estima que o ato reuniu 3 mil pessoas. No Maranhão, foram mil pessoas segundo a direita fascistas, porém não passavam de 200. No Recife, Alagoas e Fortaleza a mobilização também foi baixa.

Direita não tem espaço na Bahia.

Na República de Curitiba, a manifestação foi uma vergonha, não só porque o número de manifestantes não passou de 2 mil pessoas, mas porque o ato foi marcado pela remoção da faixa fixada na Universidade do Paraná, que afirmava a defesa da educação pública. No restante da região sul, a manifestação mais expressiva foi em Porto Alegre, onde cerca de 2 mil pessoas se manifestaram.

O fiasco da mobilização da extrema-direita não pode ser encarado como brincadeira de forma alguma. Sabemos que o próximo passo da lava-Jato é focar seu ataque contra a Presidente Dilma, golpeada em 2016. É preciso que a esquerda se organize para uma ofensiva contra os golpistas e apresente um programa político em defesa da soberania. É preciso multiplicar a nossa capacidade de mobilização e a organização de comitês Lula Livre para vencer a extrema-direita. O foco central nesse momento deve ser a mobilização para o próximo dia 30 de maio e a Greve geral do dia 14 de junho.

Todos ao dia 30 de maio! Todos a greve geral! Abaixo o golpe! Lula livre!

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