Aniversário de 77 anos de Muammar Kadafi, Herói e Líder da África.

Hoje, dia 07 de Junho, o ex-líder líbio completaria 77 anos, porém foi brutalmente assassinado na invasão militar organizada pelo governo do ex-presidente Barack Obama.

Líbia no pós-guerra e antes de Kadafi.

Antes da Revolução Verde, liderada por Kadafi, a Líbia era um país atolado em atraso na educação, saúde, habitação, segurança social e entre outros. Ex-colônia da Itália mussoliniana, após a Segunda Guerra Mundial, a Líbia foi cedida à França e ao Reino Unido. Em 1949, a Assembléia Geral da ONU aprovou uma resolução que promoveu a independência da Líbia.

Em um acordo, Estados Unidos, Reino Unido e França favoreceram o surgimento de uma monarquia controlada pela Arábia Saudita, dinastia Senussis, assumiu o governo do país, em 1951. O Rei Idris I, fantoche dos norte-americanos, formou um regime ditatorial que promoveu interesses econômicos estrangeiros, entregou as ricas reservas de petróleo e permitiu a instalação de bases militares estadunidenses e britânicas no território. Convertendo a líbia em uma espécie de “Israel”, uma arma contra a Revolução Egípcia de 1952, comandada pelo presidente nacionalista Gamal Abdel Nasser.

Apesar das grandes riquezas, no entanto, os benefícios do petróleo não chegaram ao povo. A mortalidade infantil era de 40%, 90% da população era analfabeta, apenas 1% das terras eram cultiváveis, desemprego e a fome reinava no país, enquanto a nação estava à beira de desintegração territorial com as constantes guerras entre os tribos e clãs. Na nação africana não haviam escolas e universidades. A única fonte de formação de técnicos, médico, engenheiro, topógrafo, farmacêutico líbios eram as universidades no Reino Unido, que por sua vez, formava a elite do país de acordo com seus interesses.

As conquistas do povo líbio sobre a liderança de Kaddafi

Muammar Kadafi liderou a verdadeira independência da Líbia em 1969, quando derrubou a monarquia do Rei fantoche Idris I. Estabeleceu-se um Conselho da Revolução que declarava o país muçulmano e socialista. Ao assumir o poder, Kadafi encontrou o país dividido e à beira de uma guerra civil entre os diversos tribos e as três principais províncias que exigiam autonomia. Com habilidade e diplomacia, o líder conseguiu unificar a Líbia e promover o desenvolvimento social e econômico de toda a nação. Em poucos anos, o país se tornou um exemplo para as nações africanas e árabes

A Revolução Verde, nome dado ao movimento nacionalista que derrubou a monarquia, começou a promover profundas mudanças na vida política do país. Uma das primeiras medidas foi declarar a nacionalização da indústria petroleira, que estava dominada pelas multinacionais britânicas e norte-americanas; promoveu a reforma agrária, construiu um sistema sólido de seguridade social, garantiu educação e saúde 100% pública, gratuita e de qualidade, aumentou o salário e a divisão nos lucros das empresas estatais aos trabalhadores.

Com essas medidas a Líbia atingiu logo o maior IDH da África, quase 100% da população possuía acesso à água potável, 95% das terras se tornaram cultiváveis, o índice de mortalidade infantil era baixíssimo para os níveis africanos, antes de Kadafi, eletricidade só atingia 5% da população, o líder saltou essa número para para 83%, entre outras medidas.

A democracia direta na Líbia

Quando a monarquia absolutista do Rei fantoche Idris I foi derrubada, a figura de “chefe estado” foi abolida e o poder passou para as mãos do Congresso Geral do Povo. O modelo de governo líbio era através do estabelecimento de Assembleias Populares, que eram eleitas por Comitês de Base em cada aldeia, bairro, cidade e local de trabalho. Nesse sentido, o poder na Líbia era exercido pelo Congresso Geral do povo e Kadafi deixa de ocupar cargos executivos no governo do país e torna-se uma espécie de “guia espiritual” da revolução líbia.

Portanto, acusar a Líbia de “ditadura” é mostrar um profundo desconhecimento da realidade líbia e da manipulação dos meios de comunicação. Como foi provado pela próprias história, a propaganda difamatória e de demonização do regime socialista na Líbia serviu para justificar a guerra e a mudança de regime. George W. Bush, por exemplo, que matou 1 milhão de pessoas sob o falso argumento de que pretendia conter a proliferação de armas de destruição em massa no Iraque, é parte dessa guerra suja de contra-informação.

A política externa ati-imperialista e em defesa da autodeterminação

Desde o seu primeiro dia de governo, Kadafi estabeleceu uma política externa de enfrentamento ao imperialismo estadunidense. Ao engrossar o grupo dos países não-alinhados, a Líbia começa a sofrer pesadas sanções e embargos por parte dos Estados Unidos. Em 1986, os EUA seu primeiro ataque direto contra a Líbia, bombardeando a capital Trípoli e Benghazi, deixando centenas de mortos, entre os quais a esposa e a filha [com apensas 15 meses de idade] de Kadafi. 

A Líbia era um ator importante na economia africana, sendo um dos grandes investidores no continente. Kadafi pediu cooperação entre todos os países africanos, ousando fundar a União Africana em Maio 2001. Planejando inclusive criar uma moeda única, referendada no ouro, libertando a África da escravidão do dólar.

Como crítico do modelo de preservação do poder das grandes potências imperialistas pela ONU, Kadafi proporcionava a multipolaridade e a integração entre os países da África, Ásia e América Latina. O Líder líbio foi fundamental nas negociações com Chávez e Lula que expandiram a presença dos investimentos brasileiros e da UNASUL na África. Kadafi foi mais ousado, garantindo a inclusão do continente na Nova Rota da Seda. Por tudo isso, era fundamental para imperialismo derrotar Kadafi para controlar as riquezas da África.

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