Hora de sepultar a Lava Jato.

Desde a consolidação do editorial Voz Operária RJ (VORJ), frequentemente batemos na tecla de que a operação Lava-Jato é um aparato imperialista de destruição e entrega do patrimônio nacional aos interesses estrangeiros. Logo em seus primórdios, a operação foi amplamente divulgada pela mídia de maneira folhetinesca como propaganda de combate à corrupção.

Desde então, surgiu uma trupe que logo foi aclamada pela parcela reacionária e fascista da população como uma espécie de liga de super-heróis do combate à corrupção e protetores do nacionalismo exacerbado. Dentro dessa corja figuravam membros do Ministério Público, juízes, promotores e outras personagens sedentas por holofotes e seus 15 minutos de fama. Mas nenhuma dessas figuras ficou mais famosa que o ex-juiz e atual ministro da justiça, Sérgio Moro.

Sérgio Moro foi consagrado pela direita golpista como um cavaleiro branco que lutava pela libertação do País das garras da corrupção e demais transgressões políticas. Com o uso de prisões ilegais e condenações somente baseadas em indícios e convicções, o ex-juiz atendeu a todos os pedidos da massa punitivista, e com o apoio da mídia, logo ascendeu seu status rapidamente.

Seu maior trunfo foi, com clareza, a prisão arbitraria e sem provas do ex-presidente Lula, em que já debatemos e expomos por diversas razões ser nula e ilegal, possuindo vícios fatais até para a própria existência do processo como um todo. Entretanto, mesmo com tamanhas discrepâncias e bizarrices jurídicas, a prisão se concretizou e atingiu seu maior objetivo: impedir que Lula participasse das eleições de 2018.

O ex-presidente, no término de seu mandato presidencial, ostentava um esmagador índice de 87% de aprovação da população e estampava a liderança latente das intenções de voto em 2018, com grandes possibilidades de vitória ainda no 1º turno. Todavia, para impedir que os verdadeiros anseios do povo fossem atendidos, a operação Lava-Jato, em conluio com a mídia, sequestrou Lula e o trancafiou em uma espécie de cárcere privado em Curitiba, sob a acusação de ser dono de um tríplex fruto de corrupção, e mais uma vez colocar a elite reacionária e inimiga do povo no poder.

Agora com esse troféu nas mãos, Moro foi logo nomeado de juiz para Ministro da Justiça pelo então presidente e rival de Fernando Haddad durante as eleições, Jair Bolsonaro. No entanto, toda essa ilustre reputação viria a ruir como toda e qualquer figura que pratica atos de traição e conluio com a direita reacionária. Pois eis que por volta do dia 9 de junho de 2019, foram jogadas à lume conversas que ocorreram desde Outubro de 2015 até Setembro de 2017 entre o cavaleiro cruzador Moro e o eterno escudeiro do Power Point, Deltan Dallagnol.

No aspecto jurídico, essas conversas possuem notórias injurias às leis do País e profundas repercussões nos processos da Lava-Jato, principalmente na prisão do ex-presidente Lula. A principal delas, dentre as inúmeras ilegalidades constantes na sentença de Lula, se concentra no artigo 254, inciso 1 do Código de Processo Penal (CPP), vejamos:

“Art. 254.  O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes:

I – se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles;”

Diante do teor das conversas vazadas (e que são muitas), fica claro que Moro se comporta como inimigo capital do ex-presidente, vide a escancarada perseguição e desdenho quanto aos profissionais atuantes na área de defesa do mesmo. A consequência disto é que o processo ganha mais um distintivo de nulo, de inexistente, de arbitrário, e fraudulento.

Como se não bastasse, nessas mesmas conversas vazadas mostram que o juizeco direcionava como os promotores deviam agir a fim de que se concretizasse a prisão de Lula, para que na fase interrogatória Moro tivesse seu terreno montado, e assim, se travestisse de juiz inquisidor combatente do crime, aviltando o disposto do artigo 212 CPP. Veja:

“Art. 212.  As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida.”

O material há ser publicado, segundo as fontes do vazamento, envolvem “diversos oligarcas, lideranças políticas, os últimos presidentes e até mesmo líderes internacionais acusados de corrupção.”, e que existem materiais que envolvem a Rede Globo de Televisão nesse esquema de (pasmem!) corrupção e escândalo generalizado.

Mais uma vez, podemos ver que esse tema de combate à corrupção nada mais é que na verdade um ardil para que, em complô com a mídia, seja instaurada uma verdadeira caça às bruxas aos representantes dos interesses legítimos do povo, e é para isso que a Vaza-Jato serve, a destruição do patrimônio nacional e nossas riquezas, a subserviência ao capital estrangeiro e ao punitivismo desenfreado.

Não obstante, devemos ter em mente que o apoio a esses bandidos e traidores da pátria ainda existe dentro da massa que, mesmo após o vazamento dessas preciosas informações, agora se revela mais do que nunca como um bando de zumbis acéfalos e patéticos. Dar suporte a um delinquente que lesou o sistema eleitoral, jurídico e democrático, mesmo depois desses acontecimentos é exibir seu próprio crachá de burro e mal caráter.

Para finalizar, devemos ter em mente que a privação de Lula não ter participado das eleições só mostra o quão certo seria a sua vitória e o verdadeiro medo que os golpistas sentem da vontade do povo. Basta ver o último chilique do general Heleno e a borração de botas por parte do presidente do STF, Dias Toffoli, em tirar a pauta do julgamento da prisão em segunda instancia da Suprema Corte. E não se enganem com o festival de comédia que a mídia global faz do caso, pois foram eles mesmos que patrocinaram toda essa rede corrupta e antidemocrática. Isso não passa de uma atitude cínica para angariar audiência e passar o cobertor sobre a própria cabeça.

Diante disso, direcionamos toda força e apoio ao ex-presidente Lula e a todos os outros presos políticos dessa fajuta e escangalhada operação Vaza-Jato.

A palavra de ordem agora é, mais do que nunca, Lula Livre!

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