Lava Jato: instrumento do golpe imperialista continental

Quase um ano antes do inicio das conversas reveladas pelo The Intercept, o vice-procurador-geral dos EUA, Keneth Blanco, já reconhecia a colaboração dos Estados Unidos para condenar o presidente Lula.

O resto das conversas, vazadas pelo The Intercept, revelam como Sergio Moro dirigiu a operação e os promotores golpistas ao ponto de ordenar até a mudança de funcionários ativos, inclusão de “provas indiciárias” para acusação e sugerir testemunhas de acusação — ainda que fossem usados métodos ilícitos para coagir testemunhas.

Em 12 países da América Latina, a Odebrecht tornou-se o bode expiatório na trama desenvolvida pela CIA através do seu braço operativo chamado Lava Jato. O objetivo é destruir as transnacionais latino-americanas e impor mudanças de regime. Os Estados Unidos criaram e usam o sistema de cooperação jurídica internacional como arma econômica para eliminar concorrentes de corporações norte-americanas.

Nesse sentido, o criminoso Sérgio Moro ordenou que os procuradores da Lava Jato divulgassem informações sigilosas que vinculavam o governo venezuelano à Odebrecht. Também enviou para membros da oposição venezuelana documentos que corriam em segredo de justiça.

“Talvez devêssemos revelar as confissões da Odebrecht sobre subornos na Venezuela?”, disse Moro à Deltan Dallagnol, em 5 de agosto de 2017.

Dallagnol respondeu Moro: “Haverá críticas e um preço [a ser pago], mas vale a pena se expor para ajudar os venezuelanos”.

Dessa vez, o Sergio Moro foi ao Twitter para reconhecer o diálogo, largando o velho jargão de “Os diálogos foram adulterados, mas não tem nada demais”. Assumiu o crime e que trabalhou para vazar informações sigilosas de outro país, mesmo sendo uma flagrante violação a legislação brasileira.

Nessa época, estava se realizando as eleições para Assembleia Nacional Constituinte que visava superar a violência instalada pela oposição. Dezenas de pessoas foram queimadas vivas nas manifestações da oposição por parecerem chavistas. Lideres populares foram assassinados e prédios públicos incendiados. Os EUA utilizava todos os meios para impedir a realização da Constituinte, incluindo a colaboração da Lava Jato, como indicam os documentos revelados.

A Lava Jato iniciou seus ataques contra a estatal Petrobras, depois que o analista Edward Snowden, da NSA, revelou em 2013 que as agências de segurança dos Estados Unidos tinham espionado a estatal petrolífera e a presidente Dilma Rousseff. Apoiado por grandes meios de comunicação corporativos no Brasil e no mundo, a Lava Jato prendeu executivos da empresa e criou um “mercado de delações” para estender a investigação contra o sistema político brasileiro, principalmente contra o Partido Trabalhadores (PT) e o presidente Lula.

Em 5 anos, Lava Jato ajudou a destruir a cadeia produtiva de petróleo e gás natural no Brasil, levou à venda (abaixo das taxas de mercado) das reservas de petróleo do pré-sal, minou a indústria da construção civil, projetos nacionais e internacionais estratégicos competitivos e comprometidos com infraestrutura, logística, inteligência e defesa nacional, tais como a construção de submarinos nucleares e dos caças Gripen.

A renda de empresas brasileiras investigadas na Jato Lava como Odebrecht, JBS, Embraer, Petrobras e da OEA, pilares do projeto Brasil Potência, foram prejudicadas e, as empresas norte-americanas que se beneficiaram disso, Boeing, Chevron, ExxonMobil, Monsanto e Microsoft, incorporaram a renda das nossas empresas após a ação da Lava Jato.

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