Crivella criminaliza os camelôs por trabalharem

Na última Quinta-feira (25/07) a Secretaria Municipal de Fazenda deixou um ofício no Camelódromo de Campo Grande, bairro do município do Rio de Janeiro localizado na Zona Oeste, informando de que os comerciantes do local deveriam DESOCUPAR a área pública devido ao fato de que o trabalho do mesmos “Prejudicava o direito de IR e VIR dos cidadãos” dando um prazo de 48h para a ordem de despejo.

Como esperado os camelôs sobre a questão de necessidade se organizaram e fizeram um protesto contra esse ato descabido, valendo lembrar que o Camelódromo de Campo Grande (Oficialmente Mercado Popular de Campo Grande) foi criado sobre a pretensão da organização e fiscalização do trabalho dos camelôs que ocupavam as vias públicas do bairro, para dar mais segurança ao trabalho dessa população.

Atualmente ocorre um crescimento descontrolado do número de camelôs, comércio ambulante e feirinhas pelas ruas de Campo Grande na ZO, obviamente devido ao crescimento descontrolado do desemprego e diminuição da renda do trabalhador devido ao processo de golpe contra a presidenta Dilma e a farsa do operação Lava-Jato que só teve por finalidade a destruição da indústria nacional e do emprego no país, principalmente no Rio de Janeiro onde boa parte da renda pública e comerciária se baseava na capacidade produtiva petroleira e construção civil que decaiu com os ataques sistemáticos a Petrobras e Odebrecht, deixando totalmente livre os operadores acusados de corrupção e focando somente na destruição da capacidade produtiva das empresas, ou seja, somente o emprego e o trabalhador foram atacados pela Lava-Jato.

Fica claro que o crescimento do mercado popular nessas áreas é uma grande forma de desafogar a economia local, como se afirma na reportagem feita pelo jornal Diário do Rio.com

“Dono de uma loja de roupas no calçadão de Bangu há 5 anos, o comerciante Luis Figueiredo, relata que enquanto muitas pessoas reclamam da crise, os lojistas dos calçadões enxergam oportunidades de faturamento.

Aqui a gente faz dinheiro! O movimento nessa área é muito intenso. Nós não podemos nos queixar. É claro que, às vezes, o movimento fica menor em algumas épocas do ano. Mas no geral e sobretudo no Natal, Dia das Mães e Dia das Crianças, o movimento fica absurdo. E cabe a nós atrairmos os clientes. Nós colocamos uma caixa de som com microfone e vamos anunciando as ofertas. Não adianta reclamar, nós trabalhamos muito e é por isso que os clientes sempre voltam“.

Não a toa a mostra desta correlação de força se representa pelo ataque contínuo da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande aos camelôs, desde o início de 2017 mostrando que são os camelôs os responsáveis pelo controle econômico da região pós golpe, enquanto que as perdas diretas dos grandes comerciários, que além de terem sido apoio foi diretamente financiador do golpe, estão sofrendo são reais.

Não igualmente a toa o ataque imoral do governo Crivella é diretamente sobre o trabalho dos camelôs e não a resolver a situação do emprego e da indústria que foram destruídos pela Lava-Jato, já que o projeto anti civilizatório do golpe tem por proposta menos emprego, menos direito trabalhista, menor salário e mais anos trabalhando para receber um miséria de aposentadoria, isso caso consiga se aposentar.

Não haverá uma resposta para a situação econômica da região se o golpe e a Lava-Jato não forem o centro do debate e a defesa aos direitos trabalhista e principalmente o direito de trabalhar for a proposta política dos governos.

Todo apoio a categorias dos camelôs, sejam de rua ou sejam de áreas reservadas, que o direito de trabalhar para seu sustento não seja visto como algo que “Prejudique o direito de IR e VIR”, que hajam ataques também aos grandes comerciantes (financiadores do ataque aos camelôs).

Não aceitaremos o descaso nem os desmandos do governo Crivella quanto do capital aos camelôs.

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