Com Dema, Wadih e Gleisi: Por um PT nacionalista, popular e pela base

O Núcleo de Autodefesa do Partido dos Trabalhadores, Ninguém Fica Para trás (NNFPT), lança manifesto político para contribuir no debate do 7° Congresso do PT. Leia também as 13 ementas e as propostas políticas do núcleo.

Manifesto do NNFPT ao PED 2019 e ao 7º Congresso do
Partido dos Trabalhadores.

I – Defender o Partido dos Trabalhadores e a partir dele reorganizar a luta contra o golpe e seus efeitos: Dema, Wadih e Gleisi presidentes!

O Brasil vive um golpe de Estado imperialista. O golpe retirou o direito do Partido dos Trabalhadores e dos presidentes Lula e Dilma governarem. Mas mesmo atacado por mídias, milícias, Exército, Judiciário, direita tradicional e extrema esquerda, nosso Partido sobreviveu aos ataques e constitui ainda a principal força de oposição.

Vivemos uma ditadura, alcançada através de golpe e de eleições fraudadas. A incipiente democracia brasileira esgotou-se, e a Constituição de 1988 foi desmembrada. Mesmo assim, nosso Partido saiu das eleições de 2018 como a principal força do Congresso Nacional e canalizou a votação da oposição ao golpe.

Para além deste aterrorizante cenário a nível nacional, no estado do Rio de Janeiro, com o passar dos anos, nosso partido vem diminuindo sua importância política e sua presença no movimento social. Uma das vertentes para tal resultado foi a política de alianças adotada pelas direções estaduais e municipais do partido, que privilegiaram o protagonismo do PMDB e, agora, do PSOL.

Os movimentos sociais e a população são sufocados pelo desmonte do estado e o fortalecimento das milícias, da política neoliberal e do aumento do desemprego. Por isso, temos o papel histórico de defender e contribuir com a retomada da organização do Partido dos Trabalhadores.

As pesadas derrotas que vêm ocorrendo no movimento sindical carioca, como, por exemplo, a derrota no Sindipetro-RJ e no Sindicato dos Metroviários, entre outros, em combinação com a reforma trabalhista e o alto índice de demissão dos trabalhadores praticamente acabou com as mesas nacionais de negociação. O número de demitidos, desempregados e precarizados continua roubando força dos sindicatos e dos trabalhadores.

A política genocida, neoliberal e fascista do governador golpista Wilson Witzell colocou o Partido dos Trabalhadores como principal inimigo a ser derrotado. Nos últimos anos, o PT do RJ vem sofrendo derrotas fundamentais que retiraram o poder de mobilização do nosso Partido. Na última eleição, a votação do nosso candidato a Presidente, Fernando Haddad, refletiu a desmobilização do Partido no estado: obtivemos 32% contra 67% dos votos totais.

A votação pífia não deve ser atribuída apenas às condições adversas impostas pela conjuntura. As ações irresponsáveis das direções, correntes e mandatos levaram ao abandono da nossa candidata Márcia Tiburi. Não tivemos articulação estadual prévia contra as candidaturas da milícia. Mesmo dentro do Partido, não ocorreu unidade das candidaturas, com programa de governo claro, que sinalizasse a divergência contra o pacote de recuperação fiscal e a crise econômica do Rio de Janeiro. O que tivemos foram candidaturas individuais, com pouca ou nenhuma articulação com a militância. As instâncias partidárias sequer convocaram uma plenária para realizar um balanço pós-eleitoral.

A fragmentação da candidatura Márcia é reflexo da divisão interna do Partido e da decisão há muito tomada internamente de o PT não disputar para valer o poder político no estado do Rio. Eleição após eleição, as candidaturas próprias do partido têm sido esvaziadas, usadas para fechar acordos nos segundos turnos e vampirizadas internamente. Neste cenário, a militância, insatisfeita, acaba sendo tragada pelas disputas internas, eivada de acusações a correntes ou indivíduos pela fragmentação, desmobilização e burocratização do Partido. Se há responsabilidades que precisam ser apontadas, a solução para os problemas não é a luta fratricida, ilações e acusações morais, mas sim propostas concretas de organização da militância e ruptura com a submissão política aos governos locais.

Sabemos que, com o decorrer do tempo, o Partido foi abandonando a política de formação de núcleos, a formação política dos militantes e esvaziando os fóruns deliberativos. O resultado dessa opção política foi o enfraquecimento do movimento social e a redução da formação de quadros vinculados às lutas do povo. Em vez de cumprir sua função histórica e estatutária de ser o instrumento organizativo das lutas do povo brasileiro para transformação democrática, popular e nacionalista, a direção política se resume a, via gabinetes e aparelhos, fazer uma oposição performática e institucional ao novo regime golpista.

Outra opção feita pelo partido foi negligenciar-se do seu papel com a parcela de trabalhadores tradicionalmente organizada, contribuindo com o crescimento e manutenção do quadro de sindicalização restrito à classe média, usualmente com maior estabilidade no emprego. Isso sem mencionar os trabalhadores precarizados e informais. Nosso partido não nasceu para estar restrito a uma sinopse política do Centro e Zona Sul. Temos o dever histórico de massificar nossa política para os trabalhadores da Zona Oeste, Zona Norte, Baixada e interior do estado.

II – GLEISI PRESIDENTA NACIONAL DO PT

Por tudo isso, defendemos como central a recondução unânime da companheira Gleisi Hoffman à Presidência do Partido. Não há um único motivo para que o Partido não reverbere na sociedade seu apoio incondicional ao mandato que Gleisi tem cumprido na presidência do PT. Há muita coisa que precisa melhorar no PT, mas Gleisi na presidência não é uma delas. Gleisi tem inspirado a militância que luta contra o golpe, destacando-se por sua defesa aguerrida do mandato popular da Presidenta Dilma. É uma mulher combativa, que não se curvou à direita tradicional e aos golpistas, defendeu a integração latino-americana, a Paz na Venezuela, e nunca se calou diante da prisão política do Presidente Lula. Não aceitaremos que Gleisi fique para trás!

III – Não permitiremos que o PT se torne coadjuvante na luta política e nem sua desmobilização no Rio de Janeiro: Wadih presidente estadual do PTRJ!

Desde a AP 470 (mensalão), em todos os momentos em que militantes e lideranças do partido foram atacados pelas instituições, Wadih teve um papel de destaque publicamente. Coautor do mandado de segurança impetrado por Dilma para anular o Impeachment fraudado e uma das principais lideranças políticas que tem se empenhado em desmontar a farsa da Lava-Jato, Wadih tem combatido o golpista Moro, denunciado o papel nefasto da Lava-Jato na destruição econômica do estado RJ, lutando contra a criminalização da pobreza. Inegavelmente, Wadih no Rio de Janeiro é símbolo da defesa da liberdade do Presidente Lula e seu lugar na presidência do PT sinaliza para a militância do PTRJ e do Brasil inteiro, que acompanhou sua atuação contra o Golpe, que o PTRJ quer reagir e se defender para não repetir mais o pífio resultado que puxou os votos em Haddad para baixo nacionalmente.

IV – A luta para a volta do PT ao poder passa por organizar os milhares de novos filiados que entraram no PT para defendê-lo contra o golpe e para defender Lula: Dema presidente municipal do PT-Rio!

É localmente que os militantes podem se organizar para disputar politicamente os territórios em que moram, trabalham ou estudam, dialogando com o povo. No munícipio do Rio de Janeiro, estamos apoiando o nome do companheiro Dema da Zona Oeste, um militante que está nas ações concretas, ajudando a organizar a militância em núcleos. Não podemos deixar que oportunistas que estiveram com Paes, MDB e Crivella continuem no comando de nosso partido no município. Da mesma forma, não cairemos na falsa oposição desenhada pelas correntes “da esquerda” do PT, que simulam oposição, mas de dentro das instâncias burocráticas do partido agem como “mais do mesmo”.

O núcleo Ninguém Fica para Trás é formado por militantes que enfrentam a falta de estrutura partidária tanto para construir o Partido e os comitês Lula Livre na base, quanto para dar suporte político e jurídico aos milhares de militantes petistas perseguidos politicamente por sua militância. Precisamos de mudanças, mas não estamos contemplados pela falsa polarização que tem configurado a luta interna no PT. Temos certeza que nossa voz corresponde às de milhares que querem se organizar para defender Lula e o PT. Por esta razão, decidimos intervir no Congresso do PT e ocupar todos os espaços possíveis para abrir o diálogo sobre as mudanças necessárias e o resgate da herança histórica do Partido. Defendemos um Partido que dê voz e força a seus militantes, que não aceitam mais os desmandos e silenciamento no Rio de Janeiro.

Gleisi para Presidenta Nacional do PT!
Wadih para Presidente Estadual do PTRJ!
Dema para Presidente Municipal do PT-Rio!

Pela volta do PT à Presidência do Brasil: Abaixo o Golpe e seus efeitos!
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