Esquema em Itaipu atinge governos golpistas do Brasil e Paraguai

Faz um pouco mais de uma década desde o primeiro golpe de Estado na América do Sul, ocorrido no Paraguai (contra o Presidente Fernando Lugo em 2012), para que a região fosse mergulhada na mais profunda crise econômica, social e política. Nesse momento, abre-se um cenário em que o presidente golpista do Paraguai, o fascista Mario Abdo Benítez, cupincha do miliciano Bolsonaro, deixe o cargo através do impeachment.

Na última segunda, dia 05 de agosto, a oposição decidiu apresentar pedido de impeachment contra o vice-presidente do país, Hugo Velazquez, sob a acusação de influenciar e se beneficiar das negociações secretas em Itaipu com o governo golpista do Brasil. Apesar do documento não mencionar o nome do presidente golpista Abdo, ele pode ter o mesmo destino do seu vice.

No dia 01 de agosto, o governo golpista paraguaio assinou um decreto cancelando o acordo ilegal com o Brasil, mas isso não evitou que fosse formada uma CPI para investigar o acordo. A CPI vai investigar um esquema suspeito montado na Ande [Administración Nacional de Eletricidad] e o governo golpista de Bolsonaro.

Na semana passada, a imprensa do país vizinho mostrou mensagens de celular trocada entre o presidente da empresa Ande com o Vice-Presidente paraguaio. Nas menagens o chefe da estatal comunica que ele teve uma reunião com o empresário Alexandre Giordano, suplente do Senador Major Olímpio do PSL. Segundo as mensagens, a reunião teria ocorrida em nome do próprio Bolsonaro e do senador Olímpio. Alexandre Giordano é empresário da área de energia que produz cabos e estruturas para torres de transmissão.

Nessa reunião, o presidente da Ande diz ter debatido com o suplente de Olímpio a possibilidade de mudar uma clausula do acordo de Itaipu, permitindo a venda do patrimônio da Estatal para empresas privadas sem autorização da Eletrobras.

Ontem, dia 06, novas mensagens reveladas provam que o Presidente golpista Abdo tinha conhecimento de tudo, reforçando a argumentação para o impeachment.

Inicialmente, o acordo assinado entre Bolsonaro e Abdo negociaria um anexo ao Tratado, onde estabelece que o excedente de energia que não seja utilizado por um dos dois países será vendida com direito preferencial ao outro.

1 – O Paraguai usa apenas 15% dos 50% de sua energia produzida em Itaipu, e o excedente vende para o Brasil pelo preço de geração;
2- Em 2016, a usina hidrelétrica fechou com uma produção histórica de 103 milhões e 98 mil 366 megawatts por hora (MWh) de energia, uma marca mundial em produção;
3- Desse montante, o Brasil consumiu cerca de 92 milhões de MWh, dos quais mais de 40 milhões de MWh correspondem à energia paraguaia que foi cedida a apenas nove dólares por MWh;

Daí o interesse estratégico dos paraguaios que esperam recuperar nas negociações marcadas para 2023 o excedente de energia que agora vende a um preço de custo para o Brasil.

O acordo, assinado há alguns meses, também foi denunciado pela esquerda como uma violação à soberania do Paraguai. Todos na oposição estariam dispostos a fazer o julgamento político de “Marito” com essa narrativa.

A verdade é que o presidente Benítez está no cargo em menos de um ano e já tem a possibilidade de ser derrubado. Possivelmente estamos diante de um esquema montado entre os governos golpistas do Paraguai e Brasil para vampirizar o patrimônio das duas Estatais, Ande e Eletrobras.

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