Jornalista é torturado publicamente por terroristas “pró-democracia” em Hong Kong

Nessa última terça (13), no segundo dia de ocupação do aeroporto de Hong Kong, no oitavo terminal de vôos domésticos mais agitado do mundo, um jornalista do chinês Global Times foi torturado publicamente por terroristas chamados pela mídia ocidental de “manifestantes pró-democracia”.

Vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=m5xXUsU9oEI (imagens fortes)

Os terroristas, que agitavam bandeiras e cantavam hinos americanos, amarraram o jornalista, identificado como Fu Guohao, em um carrinho de transporte do aeroporto, o espancando e lançando lasers e lanternas contra seus olhos. A cena foi transmitida nas redes sociais ao vivo pelos terroristas. Hoje, um post dos terroristas pede, em inglês, “desculpas pelo comportamento” nas cenas por eles mesmos transmitidas.

Os terroristas “pró-democracia” não escondem seus objetivos espúrios.

A questão em Hong Kong vem sendo distorcida pelo ocidente desde a independência da ilha do domínio Britânico, em julho de 1997. A ilha, de maioria étnica chinesa (95%), é uma das duas Regiões Administrativas Especiais (RAE) parte da República Popular da China, seguindo o modelo de “Um País, Dois Sistemas”, sendo respeitado por Pequim suas decisões. Os “manifestantes”, no entanto, são contra a soberania da Ilha e querem voltar para o domínio ocidental. Bandeiras dos EUA e do período colonial da ilha são constantemente avistadas nos atos de rua. Portanto, tratam-se de manifestações infladas pelo imperialismo, cuja organicidade é questionável. A pauta dos “manifestantes” não é a abstrata “democracia” como insistem os veículos de imprensa ocidental, mas a campanha internacional de difamação e a tentativa de desestabilização do governo central de Pequim.

Segundo a narrativa ocidental, o que teria engatilhado as manifestações seria uma ementa sobre extradição entre China continental, Taiwan e Hong Kong. A ementa surge em função da ausência de métodos legais que impeçam que criminosos de outras partes da China fujam para Hong Kong e escapem, assim, das acusações. A medida foi proposta por Hong Kong com base em um caso no qual um morador local, acusado de assassinar a namorada em Taiwan, não poderia ser entregue às autoridades para ser julgado. A ementa diz que, dependendo do caso, Hong Kong poderia “entregar fugitivos a jurisdições que não contam com acordos de extradição a longo prazo com a cidade“, como Taiwan e a China continental. Portanto, não faz sentido algum que os protestos sejam direcionados à Pequim.

Cerca de 70 ONGs estrangeiras (como a Anistia Internacional e Human Rights Watch) acusam que isso estaria “acabando com a autonomia de Hong Kong” e exigem a retirada da proposta. Essas ONGs, e o próprio governo dos EUA, via fundações ligadas à CIA (como o National Endowment for Democracy – NED), já injetaram milhões de dólares em apoio aos manifestantes. O fundo NED está sendo, ou já foi, utilizado em diversas operações de Mudança de Regime (do inglês “Regime Chance”) contra países do Oriente Médio (Afeganistão, Iraque, Marrocos, Tunísia, Turquia, Líbia, Síria, Iêmen, Egito e Irã), Eurásia (Rússia, Quirguistão, Tajiquistão, Geórgia, Azerbaijão, Turcomenistão, Armênia e Uzbequistão), África (Etiópia, Sudão, Zimbábue, Angola, Gâmbia, Congo, dentre outros), Ásia (China, Paquistão, Tailândia, Filipinas, Sri Lanka, Indonésia, Malásia, Vietnã e Nepal) e América Latina (Venezuela, Honduras, Chile, Cuba, Nicarágua, Peru, México, Bolívia, Equador). No Brasil, o fundo NED é um dos financiadores da operação golpista Lava Jato. Duas das quatro principais filiais do NED estão em Hong Kong.

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