GSI e Lava-Jato: os braços do golpe imperialista que mantêm Lula sequestrado.

Na quarta-feira, dia 07 de agosto, o povo brasileiro acompanhou mais uma perseguição praticada pelo ex-juiz Sergio Moro ao Presidente Lula. O golpista Moro tentou transferir o Presidente Lula utilizando o pedido da Policia Federal como manobra política para unificar a base social fascista, avançar com o Estado policial e conter a divulgação dos documentos pelo site The Intercept.

O complô extemporâneo e aberrante manipulava a pauta da direita fascista, que não reconhece os direitos políticos do Partido dos Trabalhadores e do presidente Lula, visava elimina-los. Com os meios de comunicação articulados, montaram um show de pirotecnia para humilhar Lula, garantindo a tão sonhada foto do Presidente algemado para a capa dos jornais da semana. Antes mesmo do juiz decidir qual instituição policial aceitaria a transferência, o golpista Dória veio à publico noticiar que receberia Lula como “qualquer outro preso”, revelando a articulação da Lava-Jato com o governo do Estado de São Paulo. O terceiro agente da barbárie é o PCC, que opera a administração dos presídios no Estado.

Com os elementos expostos a cima, estava montado uma emboscada contra o Presidente Lula. Moro construiu a narrativa com dois cenários: caso a transferência desse errado, ele usaria o argumento de que o Lula é parte da “elite”, e a mesma se locupleta. Nessa história, o autoproclamado “bastião da moralidade” Moro passaria a ser o “único” capaz de enfrentar “os interesses obscuros da elite”. Essa retórica foi comprovada posteriormente. Caso desse certo, Lula seria assassinado na cadeia, o PCC assumiria a autoria do crime, e Moro usaria o discurso demagogo de que a esquerda defende os direitos humanos e agora sofre com as consequências por “defender bandido”, justificando o recrudescimento do Estado Penal.

Somada ao desgaste da Lava-Jato, tal manobra espúria comprometeu o apoio de membros do conclave golpista na imprensa, no parlamento e no judiciário.

(…) enquanto Lula permanecer sequestrado pelo Estado brasileiro sua vida corre risco

Quase por unanimidade, os golpistas do Supremo Tribunal Federal tiveram que intervir e negar a decisão arbitrária da organização criminosa instalada em Curitiba. No atual cenário, os golpistas profissionais do STF e do Parlamento sabem da dimensão da crise política que significaria a morte de Lula nas mãos do Estado. Porém, enquanto Lula permanecer sequestrado pelo Estado brasileiro sua vida corre risco, pois os golpistas neste momento estão construindo os elementos para tornar possível o assassinato de Lula: criminalização política dos movimentos sociais, perseguição e morte das lideranças dos movimentos sociais, dos sindicalistas, dos camponesas, dos indígenas, invasão e infiltração de policiais nos sindicatos, todos elementos que poderão neutralizar a resposta da esquerda diante da morte da maior liderança do país.

A recusa da transferência de Lula não significou um “despertar de sensatez no STF e no Centrão”, como alguns veículos da imprensa de esquerda apregoam. Os ministros do STF e parlamentares golpistas não discordam das corriqueiras perseguições da máfia de Curitiba contra o PT, pelo contrário. O STF foi fundamental para o golpe de 2016 e o Parlamento referendou todos os crimes da Lava-Jato.

A atitude de barrar a transferência de Lula foi a única forma possível para os Ministros do STF reafirmarem a legitimidade, já que é perceptível (e os documentos divulgados recentemente comprovam) que o STF estava sendo ameaçado pela Lava-Jato.

Mas quem são os operadores da Nova Ditadura?

Com o golpe de 2016, o Regime de transição ditatorial imposto ao país tem como pilares de poder o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Lava-Jato. O GSI foi formado aos moldes do Conselho de Segurança dos EUA, garantindo poder de fato ao verdadeiro Presidente, General Augusto Heleno, onde Bolsonaro é apenas um holograma dos militares que projeta a falsa ideia que existiu uma eleição no Brasil. O GSI tem a Lava-Jato para conformar o elemento jurídico da Ditadura.

A Lava-Jato utilizou a transferência de Lula para emparedar e ameaçar os representantes das oligarquias, o STF. Por outro lado, isso gerou um ponto de neutralização do braço policial da Ditadura. A Lava-Jato está parcialmente impossibilitada de avançar seu projeto político de poder, uma vez que o STF (que até então vinha referendando os arbítrios da máfia de Curitiba) foi forçado neutralizar a ação da Lava-Jato.

Dessa forma, o Estado judicial e autocrático está impossibilitado de avançar na implementação do novo Regime, apesar de seguir a destruição nacional e o recrudescimento penal. O ponto de equilibro do caos e de reversão do golpe só será alcançado com a derrota das Forças Armadas traidoras da pátria.

Os ministros do STF, acovardados, não estão dispostos a travar este enfrentamento com o braço militar. A covardia e a tutela militar do presidente Dias Toffoli foi explicitada no recente diálogo onde ele argumenta o medo de Villas Boas, ex-comandante das Forças Armadas, e de seus “300 mil soldados”.

Não temos que temer os militares, devemos derrotá-los. Os generais são traidores da pátria, que tramaram com os Estados Unidos para derrubar o governo brasileiro e somente o povo pode travar esse enfrentamento e reverter as ações do golpe.

É importante ressaltar que todas as decisões do criminoso Sergio Moro, Polícia Federal, Lava-Jato e dos Militares são ilegítimas e ilegais. São ilegais porque se tratam de decisões tomadas por um governo militar ilegítimo em meio ao Estado de Exceção, e ilegítimo porque dentro da aparente “legalidade” do Estado de exceção eles violam o regimento jurídico estabelecido.

Como agir daqui pra frente?

A discussão cívica e democrática do momento não é sobre as violentas aberrações Constitucionais dos golpistas, mas como iremos nos livrar da Lava-Jato e das Forças Armadas para derrotar o golpe. Em qualquer lugar do mundo, Sergio Moro já estaria afastado do cargo e preso. Mas na ditadura brasileira, Moro está livre para instrumentalizar a polícia federal e os aparatos de Estado para perseguir os seus inimigos políticos.

Os documentos interceptados de Moro, Dallagnol e a máfia da Lava-Jato revelaram o que era óbvio desde 2014: a Lava-Jato é arma dos Estados Unidos, que atua como organização criminosa, forjando sentenças para perseguir os adversários políticos do golpe e destruir a economia nacional. Apenas por este motivo toda as sentenças da Lava-Jato e a operação devem ser anuladas. Agora, com o fracasso total da história forjada pela máfia da Lava-Jato sobre os supostos “hackers” bolsonaristas, o bandido Moro tenta conter a divulgação do The Intercept e comprometer o julgamento do habeas corpus do Presidente Lula, marcado para ocorrer ainda esse mês.

Mesmo neste cenário catastrófico, no qual a esquerda é incapaz de responder a altura, ainda há setores “de esquerda” que são contra a liberdade do Lula. Para escamotear essa ideia e dispersar a luta, utilizam o argumento baseado na tese da “sociedade da informação”, uma vez que, segundo esses infiltrados, “a vida de Lula não corre risco já que sua morte repercutiria mundialmente dado a relevância dessa figura política”. Uma retórica abstrata para negar a pauta Lula Livre. Mas não levam em conta que o projeto do golpe só avança quando for destruído a única força nacionalista do país – o Partido dos Trabalhadores.

Apesar da falta de atitude da esquerda em geral, dessa vez, diferentemente de outros momentos, percebemos que houve uma resposta imediata à pretensão dos golpistas. Mais de cem cidades rapidamente convocaram algum tipo de mobilização e um grande ato foi convocado para São Paulo. Atribuímos a este fato dois elementos: Primeiro o papel crucial desempenhado pela companheira e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que de maneira imediata convocou a militância e segundo, pelo grau atual de elevação de consciência da população, com a organização de comitês Lula Livre, locais e regionais, em diversas cidades do país.

Percebemos que, por conta da atuação de enfrentamento da companheira Gleisi ao golpismo, ela vem sofrendo duros ataques da imprensa e também internos, já há uma pressão para que ela seja afastada da presidência nacional do Partido. Por essa razão, defenderemos que a companheira Gleisi seja reconduzida à presidência nacional neste VII Congresso que se aproxima.

Lula Livre Já!
Anulação de todos processos!
Liberdade para todos os presos políticos do golpe!
Abaixo a Ditadura!
Fim da Lava-Jato e do GSI!
Gleisi presidente!

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