PSOL: O braço amarelo dos EUA que se estende até a Ásia

Em 2013, o Brasil foi vitima de uma “Revolução Colorida”. Esse tipo de guerra suja é aplicada pelos Estados Unidos em todo o mundo e consiste no financiamento e organização de protestos artificiais com o objetivo de forçar a mudança de Regime. De lá para cá, os Estados Unidos, por meio de seu “exército interno” composto pela grande imprensa, Forças Armadas e Lava-Jato declarou guerra híbrida ao Brasil. O resultado foi a derrubada do governo brasileiro, o desmantelamento da economia nacional e o sepultamento dos direitos democráticos e sociais da população.

Mesmo depois de termos sofrido na pele os resultados terríveis da “Revolução Colorida”, o PSOL ressurge para manifestar “total apoio” a Revolução Colorida em Hong Kong, cidade da China. Ignoram o fato que a vitória do imperialismo na China significa uma vitória do Imperialismo aqui. Essa evidência, somada a outras posições direitistas do Partido, tal como os ataques ao governo Nicolas Maduro, mostra que a oposição desse partido à Ditadura Brasileira é uma farsa. Para entender a questão, reunimos aqui alguns elementos sobre o que está em jogo de verdade na cidade chinesa.

A questão da extradição e os coxinhas dos EUA em Hong Kong

As manifestações em Hong Kong começaram quando um homem acusado de assassinato na ilha de Taiwan fugiu para Hong Kong. Em resposta, as autoridades da Província propuseram um projeto de lei que permitia extradição para o continente. Essa notícia foi o álibi criado pela direita golpista na cidade para iniciar uma onda de protestos violentos.

Contra essa emenda, no último dia 9 de junho, estouraram vários protestos dos coxinhas de Hong Kong. O governo local suspendeu a controversa lei em 15 de junho, mas como a ementa não foi completamente revogada, os protestos continuaram com episódios violentos. O último evento mais marcante foi quando um jornalista foi publicamente torturado pelos “manifestantes” em um aeroporto na cidade.

O principal fator que sustenta a narrativa do PSOL para apoiar os mercenários de Hong Kong é o engodo do suposto “totalitarismo chinês”, como se um possível regime surgido dos “separatistas” de Hong Kong fosse gerar uma democracia. A via de regra, é o contrário do que apregoa o PSOL. Por exemplo, o suposto “movimento democrático” na Líbia gerou o retorno da escravidão e a maior crise humanitária da história, movimento que na época o PSOL apoiou. A história conhece muitos desses exemplos de manifestações forjadas pelo imperialismo.

As evidência da interferência dos EUA nas manifestações recentes são explicitas. Foram reveladas reuniões de várias autoridades dos EUA (o vice-presidente do país, Mike Pence, o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton e Pompeo) com figuras da oposição de Hong Kong durante protestos. Nos vídeos das marchas é possível ver rostos, bandeiras dos EUA e Reino Unido e hinos norte-americanos cantados pelos coxinhas.

A China já advertiu novamente que o governo nunca permitirá que forças estrangeiras interfiram nos assuntos de Hong Kong e muito menos que tentem provocar o caos. A China tem todo direito de defender seu país conta as agressões do Imperialismo e desbaratar essa “revolução colorida”.

Há muito tempo Pequim atribui os distúrbios em Hong Kong às forças estrangeiras como os EUA e o Reino Unido. A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, acusou os manifestantes de colocar a cidade em uma “situação muito perigosa”. A governante denunciou que o principal objetivo do grupo é gerar o caos e destruir o tecido social da cidade e sua economia.

A “Guerra Econômica” contra a China

Nas posições da esquerda amarela, a guerra econômica dos EUA contra a China some das coordenadas políticas. A revista Global Times alertou contra o uso de Hong Kong como uma “moeda de troca” para forçar compromissos nas negociações comerciais com a China. “Os tumultos em Hong Kong só consolidarão a postura dura de Pequim contra Washington”, disse.

A guerra comercial das economias gigantescas do mundo teve um tremendo impacto na economia mundial. Em março de 2018, o governo dos EUA lançou o primeiro golpe ao elevar as tarifas do aço chinês para 25% e do alumínio para 10%, dois dos principais produtos de exportação do gigante asiático.

Desde então, os magnatas de Nova York anunciaram a imposição de várias medidas tarifárias contra a China, a saber: em junho do mesmo ano, tarifas sobre 1300 produtos chineses do setor aeroespacial e de alta tecnologia, no valor de US$50.000 bilhões. Antes, esse valor somava outros 100 bilhões de dólares a produtos relacionados à propriedade intelectual chinesa.

A Ameaça Militar norte-americana contra a China

O executivo chinês condenou e rotulou a crítica “difamatória” das autoridades dos EUA ao papel de Pequim no Mar do Sul da China, incluindo aquelas pronunciadas pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo. Pompeo acusou a China de “bloquear o desenvolvimento no Mar do Sul da China por meios coercitivos”.

O Mar do Sul da China é uma extensão muito disputada do Oceano Pacífico, o qual a China reivindica quase 90%. Parte desse mar, que contém vastas reservas de petróleo e gás, é reivindicada por Taiwan, Brunei, Vietnã, Malásia e República das Filipinas.

Esta região tem sido palco de tensões incessantes entre o gigante asiático e os EUA. nos últimos anos, Washington enviou aviões e navios de guerra várias vezes nas proximidades das ilhas controladas por Pequim, sob o pretexto de defender a “liberdade de navegação”.

Manifestações em apelo à unidade nacional tomam as ruas de Hong Kong e de todo o mundo, mas a mídia e a esquerda amarela ignoram

Como sempre, a mídia internacional manipula e oculta a informação que a maioria dos cidadãos de Hong Kong são contra as manifestações violentas promovidas pela direita golpista. Milhares de chineses ocupam as ruas diariamente para alertar que os Estados Unidos devem estar cientes de que Hong Kong pertence à China. Gigantescos cartazes que ocupam a cidade pode se ler “EUA tirem suas mãos negras de Hong Kong ”. Veja como foi a manifestação no último domingo (18):

As ações provocativas do Reino Unido e dos EUA em Taiwan e Hong Kong

Recentemente, os EUA provocaram a China ao autorizar a venda de armas para Taiwan no valor de US$ 2,2 bilhões, fato que, segundo o governo taiwanês, demonstra o apoio de Washington à ilha, cuja soberania é reivindicada pela China.

Em uma entrevista à BBC britânica, Liu Xiaoming, diplomata chinês, disse que a China rejeita fortemente a intervenção britânica em assuntos internos de Hong Kong, criticando o secretário de relações exteriores do país europeu, Jeremy Hunt, que apoiou os protestos na ex-colônia britânica e ameaçou a China com sanções para essa questão. Em outros comentários feitos há uma semana, Liu disse que o Reino Unido “colonial” deveria manter suas “mãos fora de Hong Kong”.

O líder do Partido Conservador Britânico, Jeremy Hunt, também candidato ao cargo de Primeiro-Ministro, enfatizou sua “solidariedade” aos manifestantes e prometeu o apoio “inabalável” do Reino Unido a “Hong Kong e suas liberdades”. De fato, sua postura moralista é hipócrita, dado que sua bravata tem uma intenção maliciosa, provoca sentimentos contra o governo em Hong Kong e incita a anarquia.

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