Não importa o que o miliciano diz. Todas as medidas dos golpistas são ilegais e ilegítimas

Desde 2016, após quatro derrotas eleitorais consecutivas e 12 anos do governo do Partido dos Trabalhadores, os golpistas impuseram o projeto neoliberal e fascista expresso no programa “Ponte Para o Futuro”. Em resposta aos ataques diários do golpe, a imprensa de esquerda entrou em um espiral da indignação catastrófica e escandalização moralista.

Para não defender o direito do Partido dos Trabalhadores de governar o Brasil e acovardada com a intimidação dos militares, a esquerda prefere ser uma oposição performática, que apela denuncismo de pontos específicos da política do golpe. Por exemplo, em 2016, quando era óbvio a necessidade de defender o mandato da Presidente Dilma (Fica Dilma) e a liberdade do Presidente Lula, a esquerda, quase que por unanimidade, aderiu à pauta falida das “Diretas Já” e contra a PEC 55. Desviaram as forças do movimento para combater pautas parciais que levou o país a sofrer derrotas consecutivas.

De 2016 para cá, entramos em um circulo vicioso de escandalização da pauta política. Quando os golpistas aplicam uma determinada medida ou pronunciam suas asneiras, por subsequente isto mobiliza toda a esquerda para responder aspectos isolados. Na maioria das vezes, a resposta não é acompanhada por nenhuma ação concreta e fica limitada à peças publicitárias, ou pior, aderem ao punitivismo e recorrem a justiça do golpe para solicitar um novo crime na legislação.

Até o momento, todas as crises geradas no golpe foram provocadas pelas próprias contradições internas e não pela ação das forças de esquerda. A política da esquerda de aplicar lento e gradual desgaste do regime político de olho nas eleições se provou um total fracasso. Conformando falsas e ineficientes “Frentes de Esquerda” que se adaptam as disputas do aparelho de Estado e se subordinam a política do Imperialismo. Essa tática falida serve para perpetuar a confusão política e esconder as ilegalidades dos golpistas atrás da fachada “democrática”.

Não interessa ao povo brasileiro o que os golpistas tem a dizer ou quantas leis autoritárias são aprovadas. Todas suas ações são ilegais e ilegitimas. O peso do voto popular no regime político é reduzido a cada dia: Dilma teve seus 54 milhões de votos caçados, Lula ( líder nas eleições) foi impedido de concorrer através de uma farsa judicial, as eleições praticamente não existem e o STF legisla no lugar do Parlamento.

O fato é que temos um governo ilegal, eleito em um fraude e que tem o projeto de destruição nacional. Mesmo que tivesse sido eleito em eleições normais, ser um governo que coloca em risco a soberania e desmonta o patrimônio nacional é o suficiente para o povo exercer o direito de se insurgir contra os inimigos da nação. O caso brasileiro é agravado porque os golpistas são duplamente ilegais. São duplamente ilegais: É um Estado de exceção e dentro da ilegalidade da Ditadura, cometem violações das leis da justiça do golpe.

O regime criminoso é tão explicito que Sérgio Moro, que está sendo investigado pelo STF, coordena a polícia e utiliza as instituições para perseguir e intimidar quem faz as denúncias contra ele.

Chegamos a um ponto onde é provado que Moro é um criminoso, se não estava claro antes, agora está mais evidente do que nunca. Negar esse fato depõem conta a inteligência ou contra o caráter de quem ainda defende a Lava-Jato. Na realidade, não interessa o que a extrema direita pro-estadunidense (os 11 % da população) pensa, não importa porque a defesa da Lava-Jato é antiética e ilegal.

A discussão cívica do momento é como preparamos a expulsão dos golpistas da Lava-Jato e militares do Brasil. Devemos comprar a briga contra os donos do golpe, os Estados Unidos, expondo seus principais braços no Brasil: Forças Armadas e Lava-Jato.

Como é práxis na história nacional, antevendo o colapso do projeto golpista, as alas mais profissionais do golpe estão tentando derrubar a lava-jato e danificar o governo das milícias para manter o controle da situação política. O maior problema para eles é a necessidade de neutralizar a única força nacionalista do país: o Partido dos Trabalhadores.

As condições externas (crise internacional do capitalismo e disputas geopolíticas) e internas com as crise do golpe possibilitam as condições para reverter todas as ações dos golpistas, porém não foram gestadas as condições que contribuiriam para explosão de um movimento de massas. A sociedade brasileira é oprimida diante do legado dos 500 anos de escravidão e 21 anos de Ditadura Militar, mesmo sendo altiva nas lutas sociais durante a história do Brasil. A luta contra o golpe gerara as condições para amadurecer a consciência nacional.

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