Militares voltam a atacar católicos para beneficiar bispos evangélicos

No início do ano o general maçom, Augusto Heleno, atacou os católicos do Brasil e confessou que bispos estavam sendo espionados. Agora, o Ex-Comandante do Exército e atualmente membro do Gabinete de Segurança Institucional – GSI, o general Villas Boas, voltou a expressar os ataques das Forças Armadas contra a Igreja Católica. Provando mais uma vez, que tais ataques não se tratam de “excesso” de generais de extrema-direita, mas sim uma diretriz das Forças Armadas, que considera a Igreja Católica e sua politica social voltada aos mais pobres uma ameaça à Ditadura brasileira, implementada com o golpe de 2016.

O Sínodo da Amazônia, que será realizado entre os dias 6 e 27 de outubro, em Roma, está sendo alvo de constantes ataques dos militares desde quando foi convocado pelo Papa Francisco. O Sínodo reunirá os Bispos ecológicos da Igreja, que debaterão questões ambientais e sociais da Amazônia. O general Villas Boas disse que o debate possui “viés político”. A critica parte de um traidor golpista que usou a prerrogativa de Comandante das Forças Armadas para ameaçar e tutelar o STF e evitar a liberdade do presidente Lula, na véspera das eleições, ocasionando o assalto à Presidência pelo governo do GSI-Lava Jato.

Na entrevista ao Estadão, general Villas Boas emitiu “preocupação” com os temas do Sínodo, a ser realizado mês que vem. Referindo-se à uma carta escrita por Bispos brasileiros à Roma, que se queixam e denunciam a perseguição por parte dos militares, o general disse que não aceitará interferência da Igreja na política criminosa do governo lesa-pátria militar.

Afirmou o general: “Estamos preocupados, sim, com o que pode sair de lá, no relatório final. E depois, como tudo isso vai chegar à opinião publica internacional. Lá, as discussões, as coisas se misturam e o Sínobo escapou para questões ambientais e também tem o viés político.”

Villas Boas também disse que ao estabelecerem essas discussões os bispos “provocaram a reação do governo”, afirmando que a Agência Brasileira de Inteligência [Abin] acompanha tudo que os bispos fazem. Ele também deixou escapar a Abin espiona e conspira contra o governo da Venezuela, nesse momento.

As declarações absurdas continuaram: O Ex-Comandante do Exército chegou a afirmar que o relatório base para o Sínodo tinha “viés de esquerda”. Afinal, quem o general pretende enganar com esse discurso tentando pregar ao Reino do Vaticano um rótulo de esquerda? Logicamente é um discurso voltado para a bolha formada pela base acéfala de Extrema-Direita.

No dia 31 de agosto, o miliciano Jair Bolsonaro admitiu que a Abin monitora a preparação do Sínodo dos bispos, e afirmou de maneira pejorativa que “o encontro do Papa tem muita influência política!”. Nada mais sínico! O mesmo foi apoiado por igrejas evangélicas que converteram seus templos em comitês de campanha eleitoral desde 2016.

VATICANO REAGE AOS GOLPISTAS

O Cardeal Cláudio Hummes, relator do Sínodo para Amazônia, manifestou que a Igreja não irá ceder às pressões do governo militar e nem de alas de extrema-direita dentro da Igreja brasileira. Disse também que o Vaticano vai realizar o encontro e que espera manifestações contrárias do governo golpista, já que “existem grandes interesses econômicos e políticos em jogo”.

A Igreja denuncia o desrespeito aos povos originários e a devastação ambiental, colocando-se em defesa da demarcação de reservas e contra o avanço da mineração e do extrativismo, o que é adversa a politica do golpe

CATÓLICOS SÃO CONSIDERADOS INIMIGOS DOS MILITARES

Os militares querem usar o falso pretexto de “defender a soberania” para censurar católicos. O pretexto é falso porque os militares são a coluna vertebral do golpe que derrubou o governo nacionalista do Partido dos Trabalhadores e promove a entrega do patrimônio nacional. O GSI de Heleno, o “homem de nível” de Ciro Gomes, e de Villas Boas, está à frente da entrega da Embraer à Boieng – empresa que teve a operação de seus aviões suspensa em diversos países por causa de acidentes.

Os militares são a coluna vertebral do plano de transformar o Brasil em uma colônia exportadora de recursos minerais e de trabalho escravo para o império estadunidense. Por exemplo, na concepção de outro general maçom, o vice-presidente Mourão, “não existe civilização no hemisfério sul da América, e o Brasil necessita integrar-se ao plano de desenvolvimento dos EUA”.

Para sustentar tal plano é necessário apoio social. Diferentemente de 1964, hoje as Forças Armada não podem garantir um “milagre econômico”. Por conta da crise econômica internacional, o imperialismo é obrigado a ser cada vez mais predatório contra nações em desenvolvimento, o que impede qualquer “milagre econômico”.

Sem respostas econômicas, Heleno e seus aliados neopentecostais promovem a propaganda ideológica, diminuem o nível cultural e da educação. Entretanto, mesmo com a disseminação dessa ideologia venal, os militares não conseguem impor um “consenso público”, pois a realidade e os ataques brutais contra a população põem naturalmente o povo em um polo oposto aos golpistas do Regime Militar.

IMPERIALISMO PRECISA DA GUERRA RELIGIOSA PARA DESTRUIR O ESTADO NACIONAL

Mesmo com toda mídia burguesa promovendo uma operação de manipulação, esse “apoio” não é obtido e sua pequena base reduz diariamente. Por essa razão, aos militares sabem que é mais efetivo atacar a religiosidade do povo. Assim, tentam converter gradualmente o Brasil de nação majoritariamente católica para evangélica neopentecostal.

Porém, ao contrario do que apregoam a burguesia, afirmando que os “evangélicos substituirão os católicos”, a chegada dos bispos evangélicos no poder levam ao enfrentamento da população contra as igrejas evangélicas. Esse fenômeno já é identificado em alguns países Africanos, tais como a Republica do Congo ou Angola, onde os evangélicos penetraram no tecido social. O Brasil, por ser um país com forte influência católica esse enfrentamento será de grande envergadura, colocando em chegue a tese de conversão evangélica.

Para somar o Brasil às riquezas do império norte-americano é preciso destruir o Estado nacional. Portanto, não há outra maneira de destruir um Estado nação sem antes destruir as bases constitutivas de um povo e, no Brasil a religião é um importante fator da nação.

Estamos vendo o estímulo por parte do imperialismo o fortalecimento de alguns alguns movimentos independentistas no Brasil, como os separatistas do sul, São Paulo, uma faixa de fronteira com o Paraguai e no norte do país. Por isso, a balcanização tem um dos fatores o estabelecimento de uma guerra religiosa.

A destruição do emprego, da renda e da cultura nacional que os militares promovem também favorece a proliferação dos evangélicos neopentecostais. Não são poucos os estudos que relacionam diretamente o crescimento da pobreza e da desigualdade social com o avanço das dessas igrejas neopentecostais. O neoliberalismo destrói o emprego, a renda e a esperança.O principal fator de destruição das famílias está relacionado ao fator econômico. Com a destruição da família, entram as igrejas neopentecostais na conversão de novos “fieis”.

MILICIAS E NARCOTRÁFICO SÃO BRAÇOS DOS MILITARES NA GUERRA RELIGIOSA

Parte da crise atual do Rio de Janeiro se explica pelo avanço dos evangélicos neopentecostais no estado. O Rio de Janeiro foi onde essas igrejas mais penetraram contra o catolicismo, contribuindo com a “alienação” e desorganização do povo fluminense.

Nesse contexto do Rio de Janeiro, é notório que uma das diretrizes de impulsionamento da guerra religiosa são as milícias e organizações criminosas aliadas dos golpistas. Em diversas áreas do Rio de Janeiro, as milicias perseguem católicos e religiões de matriz africana com ataques criminosos.

A MAÇONARIA SE EXPRESSA NAS FORÇAS ARMADAS COMO INIMIGO DOS CATÓLICOS

Nesse projeto de poder dos sionistas evangélicos, o General Heleno, com seu aparelho policial repressivo do GSI, cumpre papel fundamental, promovendo tanto a perseguição e espionagem contra os católicos, como também fomentando a divisão e a guerra religiosa entre evangélicos e católicos. Esse trabalho sujo de atacar os católicos é realizado por Heleno com grande dedicação, já que por ser maçom, ele é ideologicamente convencido que a Igreja Católica deve ser destruída.

A maçonaria tem uma longa história de perseguição contra os católicos em todo o mundo. Por exemplo, em 1872, durante o Brasil Império, o maçom Visconde de Rio Branco, que presidia o gabinete de Governo, inflou a multidão a atacar o Colégio S. Francisco Xavier dos jesuítas, incendiar o jornal católico “União” e expulsar juízes e ministros católicos. Na história mais recente, os maçons foram colabores ativos da Ditadura Militar, contribuindo com a perseguição de inimigos do regime, tais como militantes comunistas, padres e jesuítas envolvidos em atividades contra a ditadura.

Os golpistas precisam dividir e controlar a guerra religiosa no país com objetivo de controlar uma futura oposição, oriundas das bases da teologia da libertação, porque a Igreja Católica passa por um momento de mudanças e as reformas progressistas se fazem necessárias para uma Igreja mais próxima dos pobres.

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