Nova Ditadura Militar ameaça soberania brasileira na Amazônia

O crime ambiental dos golpistas contra a região amazônica expões o golpe de Estado diante de todo o mundo. A crise extrapolou as fronteiras territoriais brasileiras e políticas dos países afetados, gerando um estado de alerta no mundo e particularmente nos países imperialistas, que usam os incêndios ambientais como álibi para alcançar um objetivo antigo: expropriar a Amazônia dos brasileiros, reunidos na França no contexto da Cúpula do G7.

POLÍTICA NACIONALISTA DOS GOVERNOS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES FEZ DESPENCAR AS QUEIMADAS

Uma breve comparação com o governo do Presidente Lula oferece um olhar sobre a involução da política ambiental que o país teve: através de políticas institucionais como o programa Terra Legal, que regulamentou o uso da terra em benefício dos pequenos produtores, por exemplo. Em 2009, o governo brasileiro registrou desmatamento em cerca de 7 mil quilômetros quadrados na Amazônia, 45% a menos que no ano anterior. Foi durante o governo da Presidente Dilma, no ano de 2012, que se registrou a menor taxa de desmatamento da história recente.

Foi no governo Lula, através de investimentos na Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias], que a empresa vem desenvolvendo e pesquisando sistemas de produção sustentáveis, que não necessitam do fogo para limpeza de área. Entre essas tecnologias, destacam-se os sistemas agroflorestais, o sistema plantio direto, a trituração da capoeira e a Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e muitas outras formas. A queimada foi sendo substituida pelo agronegócio, pois elimina nutrientes, degrada o solo expondo aos efeitos da chuva, destrói compostos para formação de plantio, além de liberar gases que contribuem para o aquecimento global. Porém, há setores agropecuários mais atrasados que ainda utilizam essa técnica, porque representa uma ferramenta de baixo custo e a queima favorece a renovação de vegetação em curto prazo.

Com o investimento científico impulsionado pelo governo do Partido dos Trabalhadores e s políticas ambientais, verificou-se essa tendência de queda relatada pelo INPE (Instituto Nacional de Políticas Espaciais), que começou em 2004, quando a região amazônica atingiu um nível de desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados. Hoje, a mesma instituição indica que em julho deste ano houve um aumento histórico de 278% em relação a 2018.

COM O GOLPE DE ESTADO INICIA A POLÍTICA CRIMINOSA CONTRA A AMAZÔNIA

O lobby do agronegócio foi um dos grandes financiadores do golpe de Estado conta o governo Dilma e da farsa judicial que levou ao sequestro do Presidente Lula (consequentemente acarretando na fraude eleitoral de 2018), assim, foi estimulada essa política predatória e mudanças nas leis ambientais identificadas no governo do golpista Temer e continuadas pelo governo militar de Heleno/Bolsonaro.

No início da crise ambiental na Amazônia, a postura inicial da nova Ditadura Militar foi minimizar os dano de incêndios recentes, que é consistente com os projetos que o agronegócio planejou na área. O impulso das lavouras transgênicas e da mineração em áreas protegidas, por meio de projetos de lei que reduzem a proteção ambiental, tem sido uma política dos militares.

Na sexta-feira, 24 de agosto, quando houve muita pressão da mídia internacional, o governo golpista ordenou o envio de 2.500 soldados das Forças Armadas e dois navios-tanque Hércules C-130, que ajudaram a controlar os incêndios. O governo militar também aceitou a ajuda oferecida pelo Chile e pelo Equador, além de coordenar com o Estado Sionista de Israel o envio de 100 toneladas de material de combate a incêndio e de uma brigada de bombeiros.

A CHANTAGEM DA EUROPA PARA ROMPER A SOBERANIA BRASILEIRA NA AMAZÔNIA

Nesse sentido, a crise ambiental na Amazônia serviu para que a França e outras nações vizinhas ameaçassem bloquear o acordo comercial recentemente firmado entre a União Européia e o Mercosul, prova disso foram as tensões entre os governos da França e Brasil.

Nesse contexto, rejeitou 20 milhões de dólares oferecidos pelo G7 para enfrentar a crise na Amazônia. Por outra parte, com os Estados Unidos, o Brasil anunciou no início de agosto que as negociações para assinar um acordo de livre comércio. A Europa poderia estar tentando coibir alianças unilaterais com os Estados Unidos, o que afeta seus interesses na região, através de chantagens com a crise ambiental.

NÃO HÁ NADA PIOR QUE O IMPERIALISMO PARA O MEIO AMBIENTE

Vendo a crise institucional no Brasil, a decadência do governo militar os golpistas abriram a porta para que o Imperialismo intervisse na questão da Amazônia.

O presidente da França, Emmanuel Macron, que enfrenta uma grave crise política desde os Coletes Amarelo, antes da Cúpula do G7, publicou cinicamente que “nossa casa está pegando fogo”, extrapolando o assunto para uma crise internacional e acrescentou que a questão fosse abordada na agenda do G7 que estava prestes a ocorrer em Biarritz, França. Na pauta, a construção de uma norma de “boa governança na Amazônia”, que o Brasil seria forçado à assinar. Um primeiro passo para a perda total da nossa soberania na Amazônia. No início, Macron não descartou nem mesmo a construção de uma coalizão internacional para “combater os incêndios” na floresta.

Horas depois, o primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, mostrou seu apoio à iniciativa de Macron em atuar na Amazônia. Sendo acompanhado pela Alemanha e Reino Unido.

Ambos os atores políticos mostram um descarado cinismo. Em seus países a questão ambiental é desprezada, mostrando o interesse político na Amazônia. Desde março, Trudeau fortaleceu a importância da mineração para a economia canadense e ampliou sua participação em outras regiões, mesmo com protesto dos ambientalistas. Sem mencionar os criminosos planos de mineração na Guiana Francesa, pelo governo Macron, do qual participam empresas francesas e Columbus Gold do Canadá.

Então o presidente Donald Trump falou sobre esse fato, oferecendo ajuda para o incêndio. Isso continua a corresponder às linhas do Consenso de Washington, não apenas articulando mega negócios de mineração, mas também aqueles que fazem parte do agronegócio, como a Monsanto.

A Amazônia possui a maior biodiversidade do mundo, o maior reservatório de água doce e, é claro, minerais. Com tantos recursos, pressão internacional, ONGs, lobbies transnacionais e financeiros, andam de mãos dadas com a inegável intenção de internacionalizar o que aconteceu nessa área e criar a matriz da redução da capacidade de ação do Estado brasilero.

Começa uma nova etapa na crise amazônica, na qual diferentes segmentos do Imperialismo (Europeu e Norte-Americano] desempenharão seu lugar nessa ampla área cheia de recursos. Assim, o governo militar, sem dissimulação, mostra sua abordagem com a elite americana, triangulando, por sua vez, com o presidente da Colômbia, Iván Duque, para criar um plano conjunto de Exploração da Amazônia.

GUERRA NA VENEZUELA E O FATOR PARA MILITARIZAR E ROUBAR A AMAZÔNIA

Nesse momento, o governo fantoche dos Estados Unidos na Colômbia está tentando criar um episódio de bandeira falsa para atacar a Venezuela e levar a região à guerra. A narrativa da Colômbia contra a Venezuela é dizer que o governo Maduro está dando refugio aos guerrilheiros das FARC, uma mentira que já foi repetida pelo general Mourão aqui no Brasil, mostrando que tudo isso é uma máquina de propaganda.

O governo da Venezuela denunciou que a Colômbia esta treinando terroristas para praticar crimes em seu país, corromper funcionários do governo para promover atos de sabotagem contra o sistema antiaéreo, de mísseis e aéreo venezuelano e forjar documentos que vinculam o governo de Maduro com a guerrilha colombiana.

É receptível que essa não é mais uma manobra de propaganda do governo colombiano para tentar tampar sua crise interna. Aparentemente a oligarquia colombiana está decidida em ir à guerra contra a Venezuela. A guerra contra a Venezuela criaria um caldeirão caótico na Região Amazônica, o que justificaria a militarização internacional da região [que já começou com a Amazonlong17 e a entrega da base de alcântara] e a posterior perda da nossa soberania na Amazônia.



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