ONU condena violência policial no Brasil e mundo critica homenagem da Ditadura à Pinochet

A alta Comissária de Direitos Humanos, a senhora Michelle Bachellete, em novo relatório da Alta Comissariada de Direitos da ONU aponta a sua “preocupação” com a situação no Brasil, denunciando o “aumento significativo da violência policial”, que “afeta desproporcionalmente os afrodescendentes e as pessoas que vivem em favelas”. O relatório expressou:

“Nos últimos meses, observamos [no Brasil] uma redução no espaço cívico e democrático, caracterizado por ataques contra defensores dos direitos humanos, restrições impostas ao trabalho da sociedade civil”, disse o alto comissário da Organização na quarta-feira. das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, em entrevista coletiva em Genebra (Suíça).

Entre janeiro e junho, apenas no Rio de Janeiro e São Paulo, 1291 pessoas foram mortas pela polícia ”, criticou Bachelet, acrescentando que há um aumento entre 12% e 17% em relação ao mesmo período de 2018.

A ex-presidente chilena também lamentou o “discurso público que legitima execuções sumárias” e a falta de punição pela persistência de alguma impunidade.

Enquanto isso, ela alertou a situação dos defensores dos direitos humanos, que estão ameaçados neste país. Segundo Bachelet, entre janeiro e junho, houve pelo menos oito assassinatos de ativistas, principalmente por conflitos de terra.

MILITARES AGRIDEM O POVO CHILENO E A MEMÓRIA DOS ASSASSINADOS PELA DITADURA

A Comissão de Direitos Humanos da ONU, que está a frente a senhora fantoche dos EUA, tirou o relatório que desagradou o governo militar entreguista instalado no Brasil. Como sempre, o governo golpista respondeu o Relatório da ONU tentando promover revisionismo histórico e agressões gratuitas ao povo Chileno. Bolsonaro declarou: “Si não fosse por Pinochet, que derrotó a esquerda, entre eles seu pai, Chile seria uma Cuba”.

Pinochet não derrotou, deu um golpe de Estado em um presidente legítimo e eleito democraticamente pelo povo chileno, e isso não tem nada a ver com a conduta da senhora Bachellet. A senhora Bachellet não honra em nada o trabalho do seu pai no Chile de Allende. Ao contrário, a senhora Bachellet parece que trabalha para os Estados Unidos, os mesmos que perseguiram seu pai.

ONU QUER INTERFERIR NA SOBERANIA BRASILEIRA NA AMAZÔNIA.

Da mesma forma, a Alto Comissariada dos Direitos Humanos atacou as políticas de desmatamento e exploração da região amazônica que estão avançando sob o governo Bolsonaro, considerado pelos especialistas internacionais amplamente responsáveis pelos incêndios na Amazônia.

“Exploração ilegal de recursos naturais, principalmente agricultura e mineração”, listou Bachelet, para quem essa “violência ligada à proteção ambiental” foi observada em todo o país e afeta “especialmente as comunidades indígenas”. A chilena apontou a “dura” realidade vivida por ambientalistas e povos indígenas, alguns que “estão sendo mortos para proteger a terra”.

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