Vitória esmagadora de Putin: Rússia denuncia ingerência dos EUA em Eleições

No domingo, dia 8 de setembro, milhões de russos foram às urnas eleger governadores e deputados. A BBC internacional, vigorosamente russofóbica, divulga Partido de Putin, Partido Rússia Unida, perdeu um terço de seus votos nas eleições locais da Prefeitura de Moscou. A oposição obteve vinte lugares no Parlamento de Moscou, Duma. Porém, o partido do governo, ganhou em 45 dos 19 distritos da capital russsa, mantendo a maioria da Duma.

Entretanto, o governo de Putin está satisfeito, isso porque no conjunto do país o governo recuperou terreno, se compararmos com as eleições realizadas no ano passado. Os governadores governistas e outros candidatos apoiado por Putin foram eleitos ainda no primeiro turno. Portanto, foi uma esmagadora vitória fora de Moscou.

PARA SABOTAR AS ELEIÇÕES EUA PROMOVERAM MANIFESTAÇÕES

O que está acontecendo agora mesmo em Hong Hong não é exclusividade. No mês passado, a Rússia foi vítima de uma espécie de “Revolução Colorida”. Nesse sentido, o Conselho da Federação, ou seja, o Senado da Rússia, confirmou a presença da ingerência estadunidense no processo de eleições regionais, realizado no último dia 8 de setembro.

Diferentemente do que fizeram os congressistas norte-americanos, que acusaram Putin de ingerir na eleição de Trump, o Senado russo apresentou indícios da interferência norte-americana.

Um dos pontos centrais da ingerência gringa estava nas eleições para a Duma da Capital. Em relação a protestos organizados pela chamada oposição não sistêmica, onde os organizadores são veiculados a potências imperialistas. Inclusive com reuniões públicas entre líderes do movimento e agentes governamentais da União Européia.

O Senado Russo detectou que ONGs estrangeiras que atuam na Russia, contrataram ONGs russas para promover esses protestos. Tudo deveria parecer que eram “protestos espontâneos” e “sem partido”. Essas entidades tentaram influenciar membros da Comissão Russa de Direitos Humanos e professores e técnicos de universidades.

O seguinte ponto foi uma campanha orquestrada pela imprensa internacional, onde apresentaram os protestos, com o objetivo de dar destaque a reação das autoridades russas na contenção de manifestações que ocorrem violando as leis do país. Foi feita uma relação direta entre a pauta das manifestações com a plataforma eleitoral de partidos da oposição.

Outra via de atuação do Imperialismo, na sua sanha golpista, foi a realização de milhares de ataques cibernéticos contra a segurança do Estados. O rastro dos ataques apontam para bases nos EUA.

PROPAGANDA POLÍTICA DO GOOGLE E FACEBOOK PARA OPOSIÇÃO GOLPISTA

As empresas Google e Facebook atuaram no domingo para impulsionar a pauta política da oposição. As duas empresas faziam referência ao “Dia do Silêncio” em seus mecanismos de busca. Segundo a lei russa é proibido fazer propaganda política no dia das eleições, um método comum em diversos países do mundo.

BACHELET SE COMPORTA COMO FUNCIONÁRIA DOS EUA

Nesta segunda-feira, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu uma investigação sobre o “uso excessivo” da força pela polícia russa na repressão das manifestações durante as semanas que antecederam essas eleições. A dupla moral da Comissária fica evidente quando não foi proferida nenhuma palavra sobre a violência policial contra os jalecos amarelos na França ou das flagrantes violações dos Direitos do Presidente Lula.

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