Desmoralizados e acovardados: militares são incapazes de defender Amazônia

É comum vermos setores mais atrasados da esquerda nacional defenderem a tese dos “militares nacionalistas”. Essa afirmação, além de contrariar a história (onde está provado que as Forças Armadas são uma força de polícia interna à serviço do imperialismo norte-americano), é um instrumento de propaganda para sustentar a nova Ditadura Militar. Ser nacionalista implica necessariamente em uma ação e se essa ação não ocorre ou é contrária ao que apregoa, cai por terra a lenda urbana da existência de “militares nacionalistas”.

É um fato histórico que as Forças Armadas se aliaram ao Imperialismo para derrubar o governo nacionalista do Brasil e implantaram uma Ditadura contra o povo brasileiro. Golpearam o governo democraticamente eleito da Presidente Dilma, o governo Vargas, JK e Jango. Com esse histórico criminal podemos afirmar sem hesitação que os militares são os principais inimigos a serem derrotados.

Os nomes dos “nossos” militares constam na folha de pagamento do Departamento de Estado dos Estados Unidos, muitos deles sequer residem no Brasil e foram formados dentro da doutrina de Segurança Nacional da Ditadura de 1964. Uma doutrina que escolheu o povo brasileiro como inimigo e afirma que o Brasil deve se subordinar ao projeto colonialista do Império estadunidense (Golbery – Brasil: Geopolítica e Poder Mundial).

Nossos militares se vendem abertamente para o imperialismo e não fazem nenhum esforço para se esconderem, ao contrário, eles tem orgulho de serem capachos do Império. O governo golpista entregou a Base de Alcântara (com os votos do PDT) e a Embraer para a Boeing. Nem mesmo com uma economia de guerra o Brasil obterá lucro, já que os caças gripen produzidos pela Embraer terão seus lucros convertidos para a Boeing.

A crise institucional, política e econômica gerada pelo golpe de Estado criou o cenário propício para o imperialismo atuar contra o Brasil. A política externa dos militares, que alinha automaticamente a nação aos EUA, isolou e desmoralizou o Brasil pelo mundo. Assim, a crise aberta pelos militares na Amazônia evidenciou para todo mundo o que era óbvio: a Ditadura Militar não tem condições logísticas, militares e políticas para defender o território nacional.

Nesse momento, está em marcha três campanhas do Imperialismo que ameaçam diretamente a nossa soberania na Amazônia. A primeira, é a explosão de uma guerra na Venezuela, que transbordaria para o Brasil e criaria bases militares norte-americanas; a segunda é o suposto “combate ao narcotráfico”, a Colômbia (maior produtor de drogas do mundo) e o Peru, impulsionados pelos EUA, podem invadir o país por Tabatinga (onde há uma base desses países e foi realizado o treinamento da Amazonlong17); E por último, o falso discurso ecológico dos países Europeus que podem invadir direta ou indiretamente pela Guiana e Suriname.

Em todos os casos, o momento é propício para que os abutres imperialistas ataquem o país. Eles sabem que os militares não podem defender a Amazônia. Os generais não podem apelar para o clamor patriótico do povo brasileiro, porque são traidores da pátria. Além disso, o Exército brasileiro é falso. Ele é voltado para ser uma polícia política interna e não está a altura de sustentar qualquer tipo de conflito bélico. Assim, se houver uma intervenção européia conta a Amazônia, vai restar para os militares pedirem auxílio dos Estados Unidos.

Com a mudança de posição do governo golpista do Brasil em relação ao TIAR (adotando a política de guerra contra a Venezuela), percebesse que o Brasil foi obrigado a ceder na questão da Venezuela em troca do apoio norte-americano na Amazônia. Na verdade, os EUA não podem cumprir esse acordo, pois daria exposição para as relações de Washington e os militares e levaria a crise para os EUA. Porém, claramente o Imperialismo está aproveitando da crise na Amazônia para invadir a Venezuela. É possível afirmar que o petróleo da Venezuela não seja o objetivo final do Imperialismo, mas sim a Amazônia brasileira.

Não foi meramente por retaliação ao governo miliciano que a Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, condenou a violência policial e a falta de democracia no país. Conforme o GSI, comandado pelo general Heleno, amplia os ataques contra Igreja Católica, forçará o Vaticano a pressionar os seus países aliados na ONU para adotarem sanções contra o Brasil. Lembrando que o Sínodo da Amazônia se inicia no próximo mês e as tenções só irão crescer.

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