Mourão dá as caras: Além de golpista é defensor do fuzilamento de crianças

O general golpista, Hamilton Mourão, defendeu os policiais militares que fuzilaram a menina Ágatha, de 8 anos, no Complexo do Alemão. “É a palavra de um contra o outro”, disse o “moderado” Mourão.

Ainda tentou justificar o atentado terrorista da PM dizendo que essas “áreas são comandadas pelo narcotráfico”, quando todos sabem que quem controla o narcotráfico no Rio de Janeiro são as milicias e as Forças Armadas. Até agora, os militares não responderam como o avião Presidencial transportava 39 kg de cocaína e querem justificar o assassinato de uma criança com o discurso do “combate” ao tráfico.

Ao contrário do que o golpista Mourão disse, o assassinato de crianças pelas mãos da PM não é um caso isolado. Segundo o relatório do Instituto de Segurança Pública, em 2019, 6 crianças foram assassinadas em operações da PM e 12 foram baleadas. Um aumento de 80% de crianças feridas durante o governo do genocida Witzel, aliado da Ditadura Militar e da Lava-Jato do Rio.

Na última quarta-feira, dia 18, uma escola na Favela da Maré foi metralhada por um helicóptero da polícia. A Polícia Militar do Rio de Janeiro é a mais corrupta e a mais assassina de todo Brasil, segundo relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Essa polícia que controla o Rio de Janeiro através das milicias ainda quer carta branca para matar.

Ainda há setores da esquerda amarela e políticos de direita, como Ciro Gomes, que defendem uma “Frente Ampla” com Mourão. Na propaganda deles, para substituir o Bolsonaro vale a pena colocar o Mourão no poder. Escondem (ou simplesmente desconhecem) o fato que o miliciano foi colocado na presidência através de um golpe e que ele serve como um holograma que projeta a falsa ideia de que houveram eleições democráticas no Brasil. Enquanto fazem o jogo cínico em “Defesa de uma Democracia” que não existe, o GSI de Heleno, Etchegoyen, Pujol e Villas Boas implantam uma ditadura que sangra o país para o capital norte-americano.

Quando esse psicopata Mourão vem à publico defender o atentado dos Policiais no Rio de Janeiro, o que ele está tentando fazer é criar uma rede de proteção para os crimes do Regime. É preciso ter claro que o fuzilamento de crianças no Rio de Janeiro é parte da guerra dos militares contra o povo brasileiro. Para evitar novas crianças fuziladas pela Ditadura é preciso um movimento de luta conta o golpe, pois as investigações pela polícia não darão nenhuma resposta (além de mais mortes e punitivismo).

Agora que os militares vem à público defender o fuzilamento de crianças no Rio de Janeiro, é o ponto final para o jogo cínico (de setores de esquerda e da direita) que apresentam Mourão como um aliado na “defesa dos pilares da civilização”.

A DITADURA QUE MOURÃO DEFENDE ASSASSINOU E TORTUROU CRIANÇAS

O golpe de 2016 foi dado a partir da aliança dos militares com os herdeiros da Ditadura Militar de 1964. Constantemente os militares tentam promover um revisionismo histórico, negando que houve golpe e os crimes da Ditadura. No passado como hoje, essa política de fuzilar crianças não é nova. A ditadura que Mourão defende torturou, assassinou e estuprou crianças por todo o país. Os casos estão documentados em uma gigantesca base de dados, livros e arquivos que são públicos.

A Ditadura para atingir militantes de esquerda constantemente atacavam parentes (inclusive prendendo e torturando crianças). Em outros casos, apenas pela estrutura de impunidade formada pela Ditadura, militares assassinavam crianças que não possuíam nenhum envolvimento com familiares políticos. Cabe lembrar, que essa estrutura de impunidade está sendo formada agora pelos golpistas de 2016.

Um dos casos mais conhecidos foi o de Zuleide Aparecida (2 anos) e Ernesto Carlos (9 anos). Os dois irmãos foram presos no DOI-CODI e obrigados a presenciar a tortura do pai.

Outro caso foi da menina Ana Lídia, de 7 anos, ela foi sequestrada, torturada e morta por militares, em 1973. O suspeito do crime é o filho do então ministro da Justiça da Ditadura, Alfredo Buzaid (ex- membro do partido Integralista e depois ministro do STF). Para quem revindica a polícia para investigações fica a lição: mais de 40 anos depois o caso foi arquivado e permanece sem resposta.

Outro crime foi contra a menina Araceli Grespo, de 8 anos, ela foi torturada e desfigurada com ácido antes de ser morta. As investigações apontaram que ela foi mantida sequestrada e estuprada por 8 dias por Paulo Constanteen Helal e Dante de Barros Micheline, filhos de latifundiários e apoiadores da Ditadura.

A ditadura também aplicava uma politica massiva de violência contra as crianças brasileiras. Em 1974, a Ditadura deflagrou uma operação para “limpar” a cidade de São Paulo de meninos de rua. Na ocasião, 93 crianças pobres foram presas e colocadas dentro de um ônibus, onde iniciaram as seções de tortura e espancamento coletivo. Após serem barbaramente espancadas, as crianças foram obrigadas a andarem nuas pela rodovia.

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