Incapazes de vencer no voto, EUA promovem golpe de Estado contra Evo Morales

Desde o início do ano, os EUA estão tentando promover um golpe contra a Bolívia. Esse processo se intensificou nas últimas semanas. Desde 12 de setembro, repete-se na Bolívia o receituário de “Revoluções Coloridas” dos EUA: jovem pagos promovem o caos em grandes cidades, em sincronia com a histérica campanha da mídia internacional e sanções econômicas. Como sempre, os manifestantes são apresentados como lutadores pela democraCIA.

A retórica para o golpe de Estado na Bolívia está sendo construída desde o início do ano, quando o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que condenava a reeleição do Presidente Evo. O receituário é o mesmo aplicado contra a Presidente Dilma: contaminar o ambiente eleitoral com uma campanha de desinformação e violência, logo dizer que as eleições foram ilegítimas e justificar um golpe de Estado ou uma invasão ao país.

No meio da campanha eleitoral presidencial, os golpistas sempre encontram uma desculpa para promoverem seus crimes. Dessa vez, utilizam o pseudo discurso ambientalista. Impulsionada por agencias de inteligência foi lançada uma campanha de desinformação nas redes sociais. O objetivo é apontar o Presidente Evo Morales como responsável pelos incêndios.

O eixo da campanha é manipular e cooptar os jovens bolivianos, um segmento que será decisivo nas eleições presidenciais de outubro próximo. O nível de violência das manifestações apenas pode ser comparada às mobilizações convocadas durante o golpe de 2008, quando golpistas de Santa Cruz lincharam pessoas com “cara de socialistas”.

Na ocasião, foi determinado que havia financiamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e de partidos e organizações não-governamentais que lideraram a tentativa de golpe,

O Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales, declarou: “Como as Forças Armadas não podem aderir ao golpe de Estado, os golpistas usam jovens pagos para atacar as campanhas do MAS (Movimento Ao Socialismo, partido do governo). Quem são os anti-democratas na Bolívia?”

Essa tentativa é a mais pura tentativa de forçar o colonialismo imperial dos EUA através da Doutrina Monroe. Apesar de ser o país mais pobre da América do Sul, na última década teve avanços consideráveis na qualidade de vida da população e é o único país da região com crescimento econômico positivo.

INCÊNDIOS COMO ARMA DE PROPAGANDA DO GOLPE

A espécie de Revolução Colorida que estoura na Bolívia remonta outra operação realizada mais recentemente contra o sandinismo na Nicarágua. Há várias coincidências com a estratégia insurrecional da oposição nicaraguense e as aplicadas contra a Bolívia.

Em 2018, um incêndio na reserva de Indio Maíz (Nicarágua) foi o álibi para que um setor estudantil, acompanhado por ONGs ambientais e pela mídia da oposição, propagasse uma campanha contra o governo do camarada Daniel Ortega.

Na ocasião, o Presidente Ortega enfatizou que os técnicos norte-americanos que avaliaram a situação determinaram que o incêndio “duraria meses”, mas duram apenas dez dias, até que fossem sufocados.

Mesmo com o incêndio apagado, nenhuma ação do governo pode conter a organização de protestos violentos que duraram até outubro de 2018. Logo a pauta ambiental foi esquecida e ressurgiu o velho jargão da defesa da “democracia” e a luta conta o “comunismo”.

Dado o contexto, levanta-se a suspeita que os incêndios tenham sido provocados por agencias de inteligência dos países imperialistas para justificar a intervenção.

EUA FINANCIAM ONGs EM TODO CONTINENTE PARA DAR GOLPES DE ESTADO

A empresa estatal alemã DW (Deutsche Welle), apresentou evidências que apontam o financiamento do governo dos Estados Unidos para protestos violentos.

Um dos projetos impulsionados pela USAID era destinado para estudantes de Manágua, movimentou 4,2 milhões de dólares para grupos e afiliados da oposição entre 2014 e 2017.

As organizações ecológicas também estavam na folha de pagamento dos EUA. Mais de 52 milhões de dólares foram concedidos para organizar cursos de treinamento de líderes da oposição.

Instituições similares dos Estados Unidos que promoveram os líderes da revolução colorida contra o sandinismo, agora também financiam ONGs na Bolívia. É o caso da Human Rights Foundation (HRF), uma fundação financiada pela oligarquia estadunidense Koch, especialista na estratégia de “luta não violenta”.

AS ELEIÇÕES BOLIVIANAS DE OUTUBRO

Numa recente avaliação feita pelo governo, reconhece que a campanha midiática sobre os incêndios afetou o crescimento da intenção de voto em Evo Morales, mas ainda há uma tendência ascendente.

Inquestionavelmente, um dos objetivos da campanha agressiva contra Morales é impedir sua reeleição. O objetivo é um golpe de Estado, que leve a desestabilização institucional e a imposição de um Estado de exceção geral para enfraquecer o projeto nacional boliviano.

CANDIDATOS DO GOLPE PROPÕEM O ROUBO DO PATRIMÔNIO DO POVO BOLIVIANO

Em poucos dias das eleições presidenciais na Bolívia, o povo boliviano enfrenta a maior ameaça desde o início da revolução naquele país. Os dois “cavalos de corrida” das EUA nas eleições propõem a entrega do patrimônio do povo as corporações estrangeiras: Carlos Mesa, do Partido Comunidad Ciudadana, e Óscar Ortiz, do Partido Bolivia Dice No..

Ambos anunciaram que, se vencerem a corrida presidencial, privatizarão as empresas estatais. Mesa o faz de maneira mais velada, enquanto Ortiz é mais claro ao respeito.

Desde sempre contrário ao programa neoliberal, o partido Movimento ao Socialismo de Evo Morales propõe o seguinte em seu programa para essas eleições: “É necessário acelerar o processo de industrialização de nossas matérias-primas, promovendo projetos de mudança na matriz energética, industrialização de nossos recursos. Evaporitics e hidrocarbonetos, para formar uma indústria básica no país: química, aço, petroquímica, além disso, é necessária uma política de substituição de importação, diversificação e aumento do volume exportado, com o objetivo de fortalecer a geração de divisas ” .

Nem mesmo organismos neoliberais internacionais podem esconder a boa administração da economia boliviana (de acordo com CEPAL, FMI e BID). A Bolívia é o único país da América do Sul em crescimento positivo, por conta de um planejamento econômico baseado na nacionalização. A volta do neoliberalismo através da fraude eleitoral, levaria a destruição desse projeto nacional e jogaria a Bolívia no caos que estão mergulhados o Brasil, Argentina, Peru, Paraguai e Colômbia.

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