Polícia de Witzel é a mais corrupta e assassina do Brasil.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro foi criada em 1809, por Dom João VI (Divisão Militar da Polícia Real da Guarda da Corte), em substituição aos quadrilheiros, então responsáveis pelo policiamento desta região do Brasil Colonial.

Traz em seu histórico, além da perseguição aos negros libertos e abandonados, o combate às revoltas populares, como a Guerra de Canudos, a Revolta da Chibata; a Guerra do Paraguai, onde participou da Tríplice Aliança; a greve de 1917 e a condecoração pelo apoio ao golpe de 1964.

Essa Polícia Militar que preserva sua história de repressão e extermínio do povo brasileiro desde à monarquia, é incapaz de promover a política de segurança pública no Brasil. Ao contrário, ela um braço que opera o crime e a violência do Estado brasileiro.

A esquerda trouxe à tona, a pauta política da desmilitarização, no intuito de “humanizar” e “civilizar” a polícia militar. Num momento em que eclodiram manifestações pelo “Fim da Polícia Militar”, quando em agosto de 2013, após o assassinato do pedreiro Amarildo desencadeou uma revolta popular. Diante do seu passado e presente criminoso, é impossível reforma-la.

É recorrente associar a pauta da segurança pública à “humanização da polícia”, “aumento de receita”, “investimento em inteligência”, “recrudescer o direito penal” tipificando novos crimes… É enganoso essa associação, porque o crime é organizado pelo Estado brasileiro e a violência está vinculada a questão social dado o agravamento da resultante do neoliberalismo no país.

A direita utiliza 3 vertentes de propaganda para justificar a repressão do Estado que se adaptam conforme a conjuntura política.

1) na ofensiva direitista defendem e estimulam a violência contra a população negra.

2) Quando tentam conter a ofensiva do povo fazem o discurso técnico, por exemplo, diante da morte da menina Ágatha, o Estado exige paciência da população porque “a polícia vai periciar e investigar, de maneira isenta, o crime cometido pela própria polícia”.

3) Quando estão na defensiva fazem o “discurso pacifista” porque o povo não pode se revoltar pois o Estado tem o monopólio da violência.

Para citar um exemplo, Moreira Franco elegeu-se com o discurso da ‘segurança’ voltada a população privilegiada e preocupada com as políticas sociais e de direitos humanos do Governo Leonel Brizola. A promessa do ‘Gato Angorá’ era resolver os problemas da segurança pública do estado no período de 6 meses. Nos 100 primeiros dias de seu governo tínhamos mais mortos nas ações repressivas do que na Guerra do Golfo, no mesmo período.

Têm sido amplos os mecanismos usados pelo Estado para promover o extermínio do povo: licença faroeste, delegacia legal, UPPs, intervenção militar, a institucionalização das milícias, e a carterização do crime através dos militares e da lava jato.

Nada reduz os índices de mortes do povo negro, que atingem a proporção de genocídio, com 60 mil mortos por ano e menos de 8% dos assassinatos solucionados.

Inegavelmente, somos um país que institucionaliza a milícia e o tráfico como instrumentos do Estado. Investigações como a da Juíza Patrícia Acioli, por exemplo, acabam no ‘esquecimento’, mesmo que caia uma delegacia inteira, como a de São Gonçalo. Estamos assistindo diariamente, no Rio de Janeiro, ao acirramento de ações de terrorismo de Estado, enquanto o golpista Witzel oferece carta branca para a polícia reconhecidamente mais assassina e de maior nível de corrupção do país. Maria Eduarda, Amarildo, Gleunice, Cláudia, e agora Ágatha, entre tantos outros mortos dessa polícia, que usa uma hipotética ‘guerra às drogas’ para legitimar seu genocídio negro. Nunca é demais ressaltar que se trata de uma questão de classe e de etnia: como não houve um tiro sequer para prender um integrante da milícia do Bolsonaro preso traficando 117 fuzis ?

Como Malcom X diria,

“A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer a vítima e a vítima parecer o criminoso. Esta é a imprensa que temos, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais terão você odiando as pessoas que estão sendo oprimidas e amando as pessoas que estão fazendo a opressão”

A mídia comercial, sobretudo a Rede Globo, leva o público médio a vincular as áreas habitadas pela população mais pobre, os trabalhadores mais precarizados, a regiões perigosas, pretendendo justificar a liberação das atrocidades praticadas pela polícia racista.

Não devemos exigir uma postura republicana e institucional da polícia. Não vivemos mais uma democracia, mas um estado de exceção com as mais bárbaras expressões do genocídio do povo negro. Isto exige as medidas mais combativas e organizadas; exige que disseminemos a urgência de nossa autodefesa.

Pela memória, verdade e justiça da menina Ágatha

Fim da Polícia Militar

Fim do genocídio negro

Abaixo o golpe

Abaixo a ditadura militar

Pela condenação por crimes contra a humanidade do miliciano Witzel

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s