A Revolução Chinesa em pauta no Rio de Janeiro

Revolução, modernidade e soberania. Esses foram os eixos que mais foram evocados pelos convidados do Voz Operária para o colóquio que lotou o auditório da CUT-Rio em uma noite de terça feira (1º de outubro) e saudou os 70 anos de fundação da República Popular da China.

Estiveram presentes na noite Edson Santos (ex-ministro para a promoção da igualdade racial entre 2008 e 2010), André Ortega (articulista da Revista Opera), Luiz Eduardo Motta (professor de ciência política do IFCS) e Li Pu (chefe administrativo do consulado da RPC no Rio de Janeiro).

Auditório da CUT-Rio durante exposição de Edson

Tendo no horizonte a importância e a magnitude desse evento para a história da humanidade, o colóquio foi convocado para que pessoas de perfis e trajetórias diferentes rendessem suas homenagens e comentassem sobre seus estudos e experiências envolvendo a RPC.

Nosso camarada Medeiros apresentou o evento e trouxe alguns dados sobre as conquistas da revolução durante a Era Mao (1949-1976) que serviram como base e possibilitaram a ascensão econômica do final da década de 70 aos dias de hoje. Na sequência foi a vez dos convidados começarem suas exposições.

Cartaz de convocação do evento

O Sr. Li Pu, representante do corpo diplomático da RPC no Rio, contou um pouco sobre sua vida na China e os frutos da modernização do país que ele presenciou ao longo do tempo.

Depois foi a vez do cientista político e militante do Partido Comunista do Brasil, Luiz Eduardo Motta, trazer sua contribuição. O companheiro ressaltou o legado do pensamento Mao Zedong para a China e para todo o resto do mundo.

André Ortega, da Revista Ópera, desmistificou algumas mentiras que são apresentadas pelo ocidente contra a RPC, fazendo uma brilhante defesa do jornalismo contrahegemonico.

O companheiro Edson Santos, histórico militante do Partido dos Trabalhadores, relatou um pouco das suas três viagens ao país asiático e fez alguns paralelos com o Brasil.

Ao final da fala do companheiro Edson, a plateia fez algumas perguntas a serem respondidas pelos convidados em suas considerações finais. Mas antes das últimas falas, foi exibido um minidocumentário, produzido pela CGTN, e legendado pelo Voz Operária. O curta de oito minutos se propunha a responder “Quem está por trás dos protestos em Hong Kong?”. Assista ao vídeo na íntegra abaixo.

Elogiado pelo grau de organização, o encontro foi encerrado pouco antes das 20:50, segundo o que havia sido estabelecido no cronograma.

O encontrou cumpriu sua função. Exposições de oradores com perfis diferentes trouxeram análises que se complementaram, tornando uma experiência rica e agregadora.

Transmitido online pelo Coletivo de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, a gravação está disponível na íntegra. Assista:

O evento, organizado pelo Voz Operária, faz parte da política de formação do Núcleo de Autodefesa do PT-RJ, o Ninguém Fica Para Trás. Apesar do baixo orçamento e falta de estrutura, só nesse ano de 2019, outras cinco mesas propostas pelo núcleo foram organizadas: Seminário sobre os três anos de golpe, que contou com (1) Wadih Damous, (2) Lenin Pires e Márcia Tiburi; (3) mesa contra o golpe na Venezuela, com o sr. Consul Edgar González e o camarada Arthur; (4) militarização da sociedade com Jaqueline Muniz e André Constantine; (5) privatização da Segurança Pública no contexto do golpe de estado, com José Cláudio Alves e o camarada Fionda. Fiquem ligados para os próximos e não deixem de contribuir.

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