Desmontar o SUS é o objetivo dos militares

O decreto da Lei Orgânica 8.080, que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS), completou 29 anos. De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto as políticas de austeridade, implementadas pelo governo federal nos últimos anos, contribuíram para a precarização da Lei 8.080.

Segundo Pigatto a Emenda Constitucional 95, de 2016, durante governo Temer , foi extremamente prejudicial para o SUS. A medida congela os gastos na área da saúde por 20 anos, e já tem deixado marcas. Apenas nos dois primeiros anos de vigência da emenda (2018/2019), cerca de 10 bilhões de reais foram retirados da saúde pública.

De acordo com um artigo publicado na Revista de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) em 2017, Os mais atingidos são as mulheres, os negros e as pessoas com ensino médio incompleto, que são os principais usuários dos serviços de atenção primária à saúde do SUS.

A importância do SUS se reflete também nos números. Entre 1988 e 2016, por exemplo, a expectativa de vida no país passou de 69,7 para 75,8 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já o alcance da Estratégia de Saúde da Família, um dos principais programas do SUS, passou de 4% da população em 1998 para 62% em 2019, segundo artigo da revista científica The Lancet. SUS e o “MUNDO NOVO”

De acordo com o Jornalista Elio Gaspari , o projeto “MUNDO NOVO” são 89 artigos que é “a peça do sonho das operadoras”, a proposta em elaboração deve facilitar o reajuste por faixa etária, derruba os prazos máximos de espera por consulta, exames e cirurgias, desidrata ainda mais o Sistema Público de Saúde Elio Exemplifica, o projeto “Mundo Novo” diz que, se uma pessoa quebrar a perna hoje e não for atendida, a operadora é multada.

Porém, com a “Projeto Novo Mundo”, só serão punidas “infrações de natureza coletiva”, ou seja, só se a operadora deixar de atender a cem clientes com pernas quebradas e ainda estipulando um teto para a cobrança de multas.

De acordo com a reportagem da Rede Brasil Atual Mario Scheffer, professor do Departamento de Medicina Preventiva da USP, cita “O que está em discussão, há 20 anos, é uma pressão deste mercado na desregulação do reajuste, permitindo o aumento dos preços a todo momento, e também liberar a oferta de planos segmentados, com cobertura reduzida.

São os planos pobres para pobres, totalmente enganosos”, afirma Scheffer. O professor da USP diz que as mudanças sufocarão ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS), que terá de prestar aos clientes das operadoras os serviços negados pelos planos. “O SUS será prejudicado.

Quando o mercado oferece planos de menor cobertura, joga para o sistema público os tratamentos mais complexos que já sofrem com o sucateamento dos cuidados de doenças complexas como AIDS , Câncer , Tuberculose ou Transplante de órgãos.

No fim, o SUS funcionaria como um resseguro desse sistema privado, assumindo o atendimento negado no novo modelo”, alertou. O que está sendo proposto é um transtorno. Os empresários tentam empurrar isso como se fosse uma solução, mas que, na verdade, é um golpe.

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