A Reforma da Previdência irá aprofundar o endividamento familiar.

Não é estranho de se ver o constante crescimento do endividamento familiar e o aumento da inadimplência, assim como parcela considerável dos problemas econômicos serem oriundos de uma política de destruição da indústria nacional proposta pelo capital estrangeiro por meio da Lava-Jato. Parte considerável da estagnação da capacidade de compra também provém do problema atual sobre o endividamento familiar.

Atualmente temos cerca de 64 milhões de pessoas endividadas no país, tendo representativamente uma dívida média de R$ 2,6 mil, considerando que um quarto (25%) das famílias do país possuem renda de até 2 salários mínimo, ou seja, 1/4 das famílias do país possuem renda menor do que o valor médio de endividamento familiar.

Os dados do SPC mostram ainda que 30% possuem idade entre 24 e 34 anos e 25% entre 35 e 44 anos, 26% dos endividados estão desempregados e cerca de 35% dos mesmo afirmam não possuir renda suficiente para quitação de dívidas.

30% da dívidas está alocada em cartão de crédito, mostrando que mesmo com quedas acentuadas na Taxa Selic Média Anual (23,44% de 96-2002 para 16,13% de 2002-2008 e 10,30% de 2008-2014) a situação bancária ainda é um problema nacional muito relevante.

Outro dado relevante é que, entre as famílias que vivem com até 2 salários mínimo, somente 41% do rendimento é oriundo direto do trabalho, sendo cerca de 29% da Seguridade Social e 28% de políticas de transferência de renda.

A partir desses dados se faz lembrar a importância da manutenção da política de seguridade social que tem sido o ataque da direita antipovo de César Maia e DEM (Antigo PFL, Antigo PDS e Antigo ARENA – Partido dos Militares) iniciaram com a criação da DRU (Política que desvincula atualmente cerca de 30% das receitas da Seguridade Social), que o governo golpista de Temer tentou atacar e atualmente seu continuador, Bolsonaro, atacou com a reforma previdenciária que propõe ao povo que recebe até um salário mínimo (R$ 998,00) arcar com no mínimo R$ 68 mil a mais, como mostrado em nosso artigo “Bolsonaro fará os mais pobres pagarem R$ 68.000,00 a mais para se aposentar.”.

A única resposta para o problema do endividamento da dívida das famílias é retomar uma política nacionalista de defesa da indústria nacional, o veto total a reforma da previdência que irá retirar cerca de pelo menos 57% da arrecadação das 25% das famílias mais pobres do país, atacando a política abusiva de taxas sobre os bancos privados e usar os bancos públicos para criar uma política de segurança econômica capaz de diminuir o endividamento familiar e retomar o poder de compra da população.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s