A verdadeira fraude vem dos golpistas que querem surrupiar os votos de Evo

As eleições do Estado Plurinacional da Bolívia, realizadas no último domingo, 20 de outubro, consagraram com 2.642.413 milhões de votos (46,40%) o Movimento ao Socialismo (MAS), garantindo o quarto mandato presidencial consecutivo para o companheiro Evo Morales. Essa vitória consolida politicamente o MAS em um contexto econômico favorável, em favor do projeto de desenvolvimento nacional e de combate as desigualdades sociais e étnicas. Porém, esse projeto enfrenta uma oposição das oligarquias, que em conluio com o Imperialismo norte-americano, tenta impor o neoliberalismo e a Doutrina Monroe na Bolívia.

Com o crescimento médio do PIB em 5%, a Bolívia é o país que mais se desenvolve na região. Justamente para conter esse desenvolvimento e por mero colonialismo, os EUA tentam promover um golpe de Estado.

ESTADOS UNIDOS PREPARARAM DESDE ABRIL A RETÓRICA GOLPISTA

A direita neoliberal é incapaz de ganhar eleições no voto, seja aqui no Brasil, na Bolívia ou em qualquer lugar na América do Sul. Após derrotas sucessivas, a única maneira que o neoliberalismo encontrou para retornar ao poder é através do fascismo e de golpes de Estado.

Em abril de 2019, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que de antemão caracterizava como ilegitima e fraudadas as eleições bolivianas. Desde então, Estados Unidos vem construindo uma narrativa para preparar o golpe de Estado. Assim como ocorreu no Brasil em 2014 ou na Venezuela em 2019, a oposição não reconheceu as eleições como legitimas, estabeleceu um ambiente “tóxico” de caos e confrontação interna, onde gerou o ambiente perfeito para, através dos órgãos internacionais e de imprensa, os Estados Unidos lançasse uma campanha golpista, reconhecendo um governo paralelo fantoche ou até mesmo fragmentando o território nacional boliviano.

No dia 22 de abril, a direita boliviana, articulada em torno da candidatura derrotada de Carlos De Mesa, enviou uma carta ao presidente norte-americano, Donald Trump, onde solicitava a invasão militar do Exército dos Estados Unidos para impedir a reeleição do Presidente Evo Morales

Em agosto, a oposição golpista usou os incêndios na Amazônia boliviana como recurso eleitoral, transferindo a culpa dos incêndios para o governo do MAS, com uma mobilização semelhante à dos últimos dias, seus apoiadores e grupos financiados pelos EUA promoveram atentados contra Instituições públicas, prédios, sedes do MAS e militantes em várias partes do país.

HISTÉRICA E CRIMINOSA: DIREITA TENTA ANULAR ELEIÇÕES E FORÇAR O RETORNO DO NEOLIBERALISMO E NEOCOLONIALISMO

Há uma semana, o presidente democraticamente reeleito Evo Morales condenou a postura da direita boliviana de ignorar os resultados eleitorais deste 20 de outubro.

De fato, houve uma campanha de desinformação nas redes sociais e mídias bolivianas que consolida a instrumentalização da história da “fraude eleitoral” sustentada pela direita e imperialismo.

Enquanto os governos do Chile, Haiti, Honduras, Colômbia e Equador massacram o povo nas ruas, da maneira mais cínica e cretina, a imprensa golpista anuncia a “fraude” (como sempre sem apresentar provas) como um recurso para acusar Morales de ser um “ditador” e, além disso, apoiado pelo chavismo e por Cuba.

Os governos golpistas reunidos no “Quartel de Lima” acusam sem provas o governo de Nicolas Maduro de financiar e estimular as manifestações em seus países. Ignoram que as medidas neoliberais aplicadas pelos governos de direita que promovem o caos social. Esses governos já falam em acionar o TIAR contra a Venezuela, não importando o quanto seja ridícula a desculpa para agredir a Venezuela.

230 OBSERVADORES INTERNACIONAIS AFIRMAM QUE NÃO HOUVE FRAUDE

Na Bolívia, 230 observadores internacionais fiscalizaram as eleições, mas as alegações de suposta “fraude” não vieram daqueles, mas da oposição golpista. Entre as delegações, a Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que teve 92 observadores de 24 nacionalidades nas eleições bolivianas.

O disparo para iniciar a campanha de calúnias para deslegitimar os votos do povo boliviano partiu do Departamento de Estado dos EUA, que antes mesmo de terminar as apurações já levantava o clima de supostas “fraudes” no processo. Essa posição foi de imediato acompanhada por outras personalidades opositoras ao MAS e Evo.

Os golpistas não levaram em conta por exemplo, que as condições geográficas e climáticas (em Potosí e Oruro, por exemplo, onde Morales geralmente vence) que geralmente atrasam a transmissão de minutos devido a uma deficiência estrutural no sistema eleitoral boliviano, que ainda não é totalmente digital.

Logo o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA também sugeriu que há um “comprometimento das instituições democráticas” e que os Estados Unidos trabalhariam em conjunto com a “comunidade internacional” para responsabilizar as autoridades (se referindo à Evo Morales).

De imediato, o “Ministério das Colônias”, como se referia o comandante Fidel à OEA, convocou na quarta-feira (23) uma sessão extraordinária de seu Conselho Permanente, a pedido dos governos do Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos e da administração fictícia de Juan Guaidó em nome da Venezuela, ilegalmente e contra o direito internacional, para resolver a situação na Bolívia.

EMBAIXADOR DA BOLÍVIA RESPONDE AS MENTIRAS DO “MINISTÉRIO DAS COLÔNIAS” (OEA)

O embaixador da Bolívia na OEA, José Alberto Gonzales, esclareceu que na Bolívia foram habilitados dois tipos de mecanismos de contagem de votos, fato que leva mais tempo para realizar a contagem físicas dos votos. Especialmente em lugares mais afastados e no campo. Também esclareceu e desmentiu o candidato opositor derrotado, dizendo que nunca o sistema eleitoral se comprometeu em divulgar 100% dos votos, mas sim repassar a prévia eleitoral quando chegasse em 80%.

“O atraso está no cidadão, encarregado de transmitir a ata, de ter que ir para outra cidade onde há internet e viajar distâncias de três, quatro, cinco e até seis horas, que é a razão porque você não consegue realizar 100% “, acrescentou.

Por outro lado, denunciou os crimes cometidos por membros da oposição, que rejeitam os resultados e queimaram instituições, urnas e escritórios públicos onde os tribunais departamentais de Tarija, Santa Cruz, Chuquisaca, Cobija, Potosí e Santa Cruz.

DIREITA GOLPISTA ESPALHA O CAOS PELO PAÍS

Convocada pelo candidato derrotado por mais de 500 mil votos, a direita golpista foi chamada para promover atos violentos contra sedes eleitorais e institucionais relacionadas ao MAS em todo o país, incluindo a violência contra os apoiadores do governo boliviano.

Ao mesmo tempo, o presidente eleito Evo Morales se reuniu com organizações sindicais para convocar manifestações de apoio ao governo e a democracia. Declarou Estado de Emergência, o que implica mobilizações pacíficas em rejeição para fações violentas e a exigência do respeito ao voto popular.

O diretor nacional da Força Especial de Combate ao Crime (Felcc), William Cordero, informou na quarta-feira (23) que 19 policiais ficaram feridos no vandalismo que ocorreu nos últimos dias. Até o momento, 27 pessoas envolvidas em atos de vandalismo também foram presas, nada comparada com as 2800 pessoas presas no Chile durante as repressões às manifestações.

MOVIMENTO NA BOLÍVIA É GOLPISTA E NÃO GUARDA NENHUMA SEMELHANÇA COM CHILE OU EQUADOR

Para tentar dar legitimidade aos protestos realizados atualmente na Bolívia, a mídia internacional tenta relacionar os episódios com as Manifestações ocorridas no Equador e Chile.

A natureza das mobilizações são distintas. As revoltas populares que ocorrem no Chile, Equador, Haiti, Porto Rico, Colômbia e Honduras são desdobramentos das políticas neoliberais e neocoloniais. Caso muito diferente das manifestações na Bolívia, que são “revoluções coloridas”. Podemos fazer um paralelo entre as mobilizações opositoras na Venezuela e as ocorridas na Bolívia, pois em ambos os casos a direita está dissonante das demandas populares e querem assaltar o poder político pela força.

GOVERNO MILICIANO QUE FRAUDOU AS ELEIÇÕES ACUSA EVO DE FRAUDE

A hipocrisia não tem limites para os militares golpistas que assaltaram o poder no Palácio do Planalto. Na terça-feira, dia 22, o miliciano defendeu a realização da recontagem dos votos e levantou a suspeita de “fraude’ nas eleições bolivianas.

É bom lembrar que o miliciano só ocupa a cadeira presidencial porque seu Ministro da Justiça, Sergio Moro, prendeu Lula em um processo farsa. Dessa forma, fraudaram as eleições através do golpe de 2016 e da prisão de Lula. Além disso, são inúmeras as denúncias de caixa dois e campanhas de desinformação através das redes sociais, que enganaram e confundiram parcela dos votos dos brasileiros em 2018.

Sendo assim, os golpistas acusam Evo Morales de cometer um crime que na realidade eles mesmo cometeram. Essa posição cínica apenas serve para provar que a verdadeira fraude está sendo realizada por aqueles que querem anular o processo democrático na Bolívia.

A posição cínica dos militares em “defesa da democracia” é insustentável, pois todos eles tem uma vocação patológica pelo autoritarismo. Sem nenhuma necessidade, do Japão, o miliciano ameaçou o povo brasileiro de golpe militar. Obviamente, os militares já estão no poder e isso serve para comover a opinião pública em “defesa de uma democracia” que não existe mais.

POVO BOLIVIANO EXIGE RESPEITO AO VOTO POPULAR E DA SOBERANIA NACIONAL

Milhares de pessoas se mobilizaram de diferentes partes do departamento de La Paz para exigir respeito ao seu voto e democracia. Eles garantem que a estabilidade econômica do país deve continuar com o Processo de Mudança guiado pelo MAS.

Camponeses, indígenas, jovens, estudantes, operários e trabalhadores em geral se reuniram na cidade de La Paz para mostrar seu apoio ao presidente Evo Morales que, segundo os resultados do cálculo oficial de 96,63%, venceu com 46,07% dos votos do país .

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