Militarização de Igrejas Evangélicas e os ataques contra soberania na Amazônia

A rica região da Amazônia e a fronteira norte do nossa grande nação seque sendo notícia em todo mundo. Com riquezas que despertam a cobiça de todos os países imperialistas, a Amazônia está sendo agredida pela política de destruição nacional do governo militar.

Nesse contexto, a militarização das igrejas evangélicas joga papel fundamental na destruição do tecido social da região. A Igreja Universal do Reino de Deus, criou um braço militar chamado gladiadores, que existem no Brasil, Peru, Colômbia, México, Guatemala e outros países. Coincidentemente, todos esses países passaram por experiências de golpe de Estado.

na Amazônia, que temos grandes penetrações desse grupo, com objetivo de praticar o culto que vem com suas missões. Mas, porque todas essas missões estão interessadas em se instalar ai se é a maior parte da população está concentrada nos centros urbanos? Justamente pelas riquezas que lá se encontram.

A presença militar das Igrejas Neopentecostais também se faz presente em áreas periféricas e nas favelas do Rio de Janeiro. Avançam com sua guerra religiosa, criando e firmando acordos com as narcomilicias vinculadas ao Regime Militar. É uma orientação conhecida que proíbe cultos de religiões não-evangélicas, que destrói centros religiosos de matriz africana e símbolos católicos dessas localidades. A denúncia das populações dessas regiões contra a criação de milícias neopentecostais é recorrente.

Já no norte do país, esse grupo se forma militarmente em seitas autoproclamadas evangélicas, tanto fazendo trabalhos de exploração — como de extração de minerais estratégicos como o ouro —, como também a conversão (“transculturação”) de membros de comunidades indígenas. O objetivo desses grupos é, através da aplicação de distorções da fé, obter o controle populacional dos povos da região e com isso, vantagens políticas e econômicas em favor da direita em vários países da América Latina e do Imperialismo.

Segundo a Associação de Missões Transculturais Brasileiras [AMTB], na região da Amazônia Brasileira, existem mais de 78 organizações evangélicas em atividade, realizando missões contra a cultura indígena. Dessa organizações, 39 tem sede no exterior.

Com as missões de evangelização dos povos indígenas, essas igrejas estrangeiras destroem as sociedades milenares dos povos indígenas. Se aproveitando do abandono do Estado brasileiro, que deixa aqueles povos à própria sorte, essas missões evangélicas oferecem empregos, dinheiro, bens e outros benefícios para os jovens, desacreditando a família, os pajés e outras lideranças da comunidade com valores de consumismo e de doutrinação espiritual.

De acordo com o Portal da Transparência, muitas dessas entidades recebem financiamento da União em função de suas atuações filantrópicas. Somente em 2017, a ONG Missão Evangélica Caiuá recebeu cerca de 2 bilhões em verba pública para administrar Centros de Saúde indígenas.

A expulsão dos médicos cubanos que atendiam as comunidades indígenas não teve apenas o objetivo de cortar investimentos na saúde pública. Além de fornecer ajuda humanista para essas comunidades, historicamente abandonadas, o programa Mais Médicos foi uma fonte de testemunhos do que está em curso na Amazônia.

Uma das táticas de controle da região é promover o turismo em massa em regiões indígenas, mesmo que em muitas das vezes esses turistas não tenham autorização para adentrar em reservas indígenas. Agora, com o decreto que isenta de visto norte-americanos e ingleses, estrangeiros estão liberados para entrar e sair do país sem autorização.

O projeto da Nova Ditadura Militar acompanha a expansão do movimento evangélico mais reacionário por toda a Amazônia. Para os generais é mais fácil terceirizar a ocupação do território pelos seus sócios para garantir abertura para essas missões — que atuam da maneira cruel, denunciada pelas comunidades indígenas do Brasil.

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