Governo do GSI volta a ameaçar católicos

Ontem, quarta-feira, dia 6 de novembro, em audiência realizada na Câmara dos Deputados, o General Heleno, Chefe do Gabinete de Segurança Institucional [GSI], voltou a atacar os católicos. “O Sínodo não pode querer se manifestar em assuntos de Segurança Nacional. O Vaticano não pode dar palpite na Amazônia”, disse o general.

Por que Heleno tenta a todo momento insinuar que os padres e bispos católicos teriam interesses obscuros na Amazônia? Qual ameaça representa o Sínodo para Segurança Nacional? Por qual razão os católicos não podem debater as questões sociais, políticas e econômicas que vem acontecendo na Amazônia? Obviamente, o general Heleno tenta intimidar os católicos, deslegitimar e desmobilizar qualquer campanha que a Igreja Católica faça. Os católicos, assim como qualquer cidadão, tem o direito de debater o que quiserem e se organizarem politicamente da forma que desejarem. Da mesma forma, a Igreja tem o direito de promover suas campanhas de conscientização e sua agenda social.

O discurso de “defesa da soberania” por parte do General Heleno é uma farsa e ele está desaltorizado em falar em nome do nacionalismo. Isso porque todos sabem que o Exército, em conluio com a Lava-Jato [uma operação planejada pelo FBI], atacou empresas nacionais para posterior assimilar suas riquezas as EUA e derrubou o governo nacionalista do Brasil, encabeçado pela Presidente Dilma e o Partido dos Trabalhadores, em uma conspiração com potências estrangeiras. De 2016 para cá, o golpe militar entregou nosso Pré-Sal, desmontou nossa indústria naval, vendeu nosso complexo industrial científico de defesa, acabou com a nossa construção civil pesada, afundou o Rio de Janeiro e entre outros crimes de lesa-pátria. Além disso, a sabujice desse governo à toda política dos norte-americanos desmoraliza o Brasil perante o mundo. Logo, Heleno falar em atacar os católicos para “defender a soberania” é uma mentira descarada e uma contradição com tudo que ele faz.

Posteriormente, quando indagado sobre o monitoramento ao Sínodo da Amazônia, o general Heleno afirmou: “Em momento algum monitoramos o Sínodo, mas acompanhamos acirradamente o Sínodo”. O general não explicou o que significa isso de “acompanhar acirradamente” ou a diferenciação entre uma coisa e outra. Contudo, essa declaração não tem nenhuma validade, porque a todo momento o general se contradiz e desmente suas próprias declarações. No início de outubro, ele declarou: “O governo não espiona, mas monitora o Sínodo da Amazônia. Não existe isso de infiltrar agentes na Igreja católica…”. Como o GSI realmente tivesse condição de infiltrar alguém na Igreja.

Em outro momento da Audiência, Heleno, munido de toda sua arrogância costumeira, faz um deboche com o Sínodo da Amazônia. Ele insinua novamente que a Igreja teria “interesses obscuros”. Ele declara: “Com os incêndios que estão ocorrendo na Califórnia, as pessoas estavam brincando se haveria um Sínodo da Califórnia [não explicou que tipo de gente é essa que brinca com um acidente florestal e com a religião alheia]. Outra vez fica evidente que Heleno quer intimidar e deslegitimar a discussão dos católicos.

O objetivo do general Heleno é atacar a composição social da igreja, seus fiéis e sua base social. Afugentar da igreja os católicos pelo medo de ser espionado. Ele quer deslegitimar as ações sociais que ele e seu governo discordam. A todo momento eles atacam a Sínodo de ser “partidarizado”, mas na realidade, quem fala de ideologia é o próprio Heleno.

Estados e governos que monitoram e espionam sua população não o fazem publicamente. Heleno não tem capacidade de monitorar ninguém e obviamente quando diz que monitora a Igreja é para intimidar. Porque na realidade. A ABIN e o GSI não tem condição nenhuma de monitorar e espionar uma instituição como a Igreja Católica.

Além disso, por que o GSI não direciona suas energias para investigar, espionar ou acompanhar acirradamente [do jeito que eles quiserem manifestar sua verborragia ideológica] as relações conhecidas das Igrejas neopentecostais evangélicas com o crime organizado, bispos que lavam dinheiro do narcotráfico, as ligações entre essas igrejas com as milícias e na formação de milícias próprias?

Heleno busca levantar a suspeita contra o Sínodo disseminando essas mentiras e discórdias para fomentar a sua guerra religiosa. Sem capacidade de apresentar indicadores favoráveis à população ou fazer qualquer política social para promover uma força social, Heleno acredita que atacando a Igreja Católica irá ganhar base social base social junto aos neopentecostais e sionista no Brasil. Porém, é muito mais fácil os neopentecostais usarem o Exército para assaltarem o poder.

Em outubro, o General Villas Bôas, disse que: “não existe ataque contra a Igreja, porque a maioria dos militares são católicos”. Porém, isso não passa de um álibi para dissimular sua atuação. O que adianta dizer que “respeita a liberdade religiosa das pessoas” e afugentar os católicos com espionagens e campanhas de deslegitimação do Sínodo? Os generais também são brasileiros e nem por isso evitou que se corrompessem para darem inúmeros golpes em nome dos EUA. Os interesses da alta cúpula militar são inconciliáveis com o Vaticano, assim como são inconciliáveis com os interesses nacionais.

A estratégia dos golpistas é clara: querem destruir o Brasil para aprofundar a colonização norte-americana. Nesse sentido, Heleno quer desestabilizar o país atacando os católicos. Ele sabe que a principal religião do Brasil é o catolicismo e a Igreja é um dos pilares que sustentam o Estado Nacional Brasileiro. Para que Heleno quer mexer nesse pilar que fundou a nação agora? Esse general está aqui para destruir o país, assim como tudo que ele coloca suas mãos fedidas. Com sua autorização direta, Heleno destruiu o nosso complexo industrial de defesa e a Embraer, que agora se chama “Boeing Brasil”.

Não podemos deixar passar despercebido a atuação apática da esquerda parlamentar, que infelizmente não usou o espaço da tribuna para desmascarar Heleno e seus ataques contra a Soberania Nacional. Limitando-se à um discurso difuso em defesa de uma democracia que não existe mais no Brasil. Abaixando a cabeça para os militares a esquerda não vai conseguir nada, além do desprezo do povo.

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