Pela paz na América Latina, cortaremos as asas do condor!

A Operação Condor foi uma aliança entre as ditaduras militares no Brasil, Paraguai, Chile, Bolívia, Uruguai e Argentina, comandadas pelos EUA, nas décadas de 70 e 80. A operação pretendia desarticular e assassinar a oposição dos patriotas que lutavam contra as ditaduras dos militares entreguistas. Hoje o condor tenta novamente alçar seu voo.

Confira também: O CONDOR ESTÁ DE VOLTA: A REAÇÃO GOLPISTA TAMBÉM É CONTINENTAL

Ao raiar da manhã desta quarta (11), uma camarilha golpista invadiu a embaixada venezuelana em Brasília. A ação está recebendo respaldo dos golpistas que ocupam o Itamaraty, e há relatos de brutamontes brasileiros que teriam acompanhado o bando para intimidar os funcionários da embaixada.

Houve resistência e combate justo por parte dos patriotas venezuelanos contra essa ação de violação de sua soberania. O Partido dos Trabalhadores – última instância de defesa do Brasil, foi acionado. Alguns deputados, como os companheiros Afonso Magalhães e Paulo Pimenta, se dirigiram imediatamente para o local. Representantes e militantes do campo patriótico brasileiro também foram deslocados para as proximidades, mas foram impedidos de entrar pela polícia do DF que está dando cobertura para os golpistas que ainda não foram expulsos.

A ação contra a embaixada é coordenada, uma vez que acontece durante um decreto de GLO no Distrito Federal em função da cúpula do BRICS, com a presença dos presidentes dos países do grupo, como o camarada Xi Jinping, da República Popular da China, e Vladmir Putin, da Federação Russa.

Além da cúpula do BRICS, na tarde de hoje também se encerrará o prazo de 48 horas dado pelas forças lealistas de Evo Morales, na Bolívia, para que os usurpadores deixem a capital La Paz, caso contrário será inaugurada a “Polícia Sindical Civil”. Os parlamentares do partido de Evo, o MAS (Movimiento Al Socialismo), que possuem 2/3 das cadeiras da Assembleia Legislativa, também anunciaram que às 16h de hoje (horário local) irão declarar nula a autoproclamada presidente, a golpista Jeanine Anes, e desconhecerá a renúncia de Evo Morales do último domingo (11).

A GUERRA SE APROXIMA: LUTEMOS PELA PAZ

O circo para a guerra está armado pela CIA, Mossad e outros escritórios de inteligência do imperialismo. Devido a capacidade de reação de Maduro, os militares brasileiros, traidores e servis aos donos do mundo, são covardes que fugiram da crise que eles mesmos criaram na fronteira com a Venezuela no primeiro trimestre do ano em curso. Agora, com o golpe e a resistência justa na Bolívia, se abre precedente para mais uma frente nessa guerra imperialista.

Nas décadas de 70 e 80, a Operação Condor atuou com base na inteligência para perseguir inimigos do governo. Depois de décadas, o condor está mais sanguinário. Os militares de agora são adeptos da tese do extermínio massivo, já que o ímpeto pelo desenvolvimento nacional dos patriotas latino-americanos é inexorável. Para dar cabo do projeto de destruição dos Estados Nacionais, eles próprios admitem que ainda que se derrube Maduro ou Evo, o altíssimo grau de organização popular nesses países faz com que sejam “ingovernáveis”, o que demanda, então, uma política de extermínio.

O imperialismo respira guerra. Desde a crise de 1929 a economia estadunidense só consegue se reestruturar pelo complexo industrial militar, o único capaz de contornar, movimentar a economia e queimar a dívida trilionária interna e de ativos de Washington em posse de Pequim. Se engana quem pensa que essa é uma política isolada dos EUA. Com a economia financeirizada, existe uma relação de interdependência entre os países centrais. Em última instância, a incapacidade dos EUA em se recuperar da crise de 2008 é um dos elementos – e talvez o principal – que continua arrastando os europeus.

Não é atoa a campanha de difamação enfrentada pelo presidente Donald Trump após sucessivos boicotes de sua administração contra a OTAN em favor das negociações bilaterais com países capazes de mediar conflitos, como China e Rússia. Sua política nacionalista de retorno de multinacionais para os EUA – afim de apagar o pavio acesso pelo desemprego e outros problemas sociais – e de retirada gradual de tropas no Oriente Médio, se soma ao fato de que Trump é a primeira administração, em sete décadas, que não declarou guerra a país algum, apesar de sua política conspiratória de aplicação golpes e guerras por procuração (do inglês Proxy War) não ter cessado, muito pelo contrário. Eis que surgem as chantagens dos Democratas dos EUA e os liberais “de esquerda” na Europa que o condenam, supostamente, por sua política nociva aos direitos humanos – em solo norteamericano. A verdade é que os liberais estão sedentos pela guerra aos moldes clássicos, e a recusa de Trump não é feita por convicção ou humanismo, mas por ter inteligência suficiente para mensurar o tamanho do barril de pólvora o qual se tornou seu país, com movimentos armados de libertação nacional surgindo em várias regiões e a beira de uma guerra civil.

Nesse sentido, junto com o impeachment de Trump se aproxima a guerra tradicional. E os norteamericanos não deixam dúvidas de suas intenções: junto aos militares brasileiros, exercícios tem sido feito por todos os elementos das Forças Armadas junto aos EUA, desde treinando de invasão por terra com a instalação de bases na Amazonlog17, a viabilização de um bombardeio de saturação com a tomada da Base de Alcântara e o exercício de bloqueio naval ensaiado no Rio de Janeiro.

Os patriotas devem estar atentos e prontos para a contra-ofensiva. Frustrar a continuidade da perturbação no nosso continente deve ser uma prioridade para todos os povos latino-americanos: devemos cortar as asas do condor e impedir a guerra imperialista, ou enfrentaremos as condições absolutamente catastróficas por ela imposta.

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