Sem o jornalismo de esgoto o golpe não teria sido possível

Desmascarar o golpe e seus agentes é fundamental para que o movimento avance na luta conta o golpe de Estado. Um desses agentes é Reinaldo Azevedo. Ele fez sua carreira jornalística criminalizando o Partido dos Trabalhadores e movimentos sociais. Sem nenhum escrúpulo, ele perseguiu colegas de profissão. Uma de suas vítimas foi o jornalista Paulo Henrique Amorim [1943- 2019], que recebeu vários processos. Contudo, agora quando lhe convém, ele se diz contra a “radicalização” política.

Além de ter perseguido jornalistas, Reinaldo é uma “tiete” dos militares traidores. Ele confessou publicamente que se reúne com generais da cúpula, que lhe dão a pauta jornalística. Nas palestras do Clube Militar ele é figura carimbada e chegou à dizer que: “os militares dão aula de democracia”. A única aula que os militares brasileiros podem dar é de traição, de golpe e de tráfico de cocaína.

Reinaldo Azevedo é vendido pela mídia como um “democrata” e “defensor da Constituição”, a mesma Constituição que ele ajudou a rasgar com o golpe de Estado.

O golpista se diz “crítico” da Lava-Jato, mas basta voltar aos seus textos de 2014, que podemos constatar o apoio à operação. Chegou ao ponto de afirmar que: “Lula se diz perseguido pela Lava-Jato, mas o Brasil que é vítima da quadrilha do PT”. Sua colaboração com a perseguição judicial é antiga. Em 2005, defendeu a prisão sem provas de líderes do Partido dos Trabalhadores no episódio do “Mensalão”. Em 2016, escreveu um texto intitulado “Dilma Rousseff quer prender Sergio Moro e eu quero prender Dilma Rousseff”.

Autoproclamado “crítico do governo” [como ser crítico de um miliciano fosse algum mérito], sua “critica” se reduz à pauta moral. No que se refere as questões relevantes, como é o caso da economia, ele sempre faz de tudo para ajudar a agenda neoliberal do governo. Apoiou a PEC do Congelamento, a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência e as privatizações, por exemplo.

De maneira cínica, ele tenta se afastar do PSDB, ocultando suas ligações ideológicas e físicas com o partido. PSDB, DEM, Novo, PDT e outros fizeram campanha para eleger o miliciano, deram sustentabilidade e aconselharam o governo.

A mentira do impeachment e as eleições fraudadas de 2018 provam que a farsa democrática é essencial para manter o golpe de Estado. Nesse sentido, a função do Reinaldo Azevedo é cooptar o sentimento de revolta da população e diluir o senso critico em um jogo lúdico “da defesa de uma Constituição”, que foi rasgada pelos seus amigos militares.

Olavo de Carvalho, Ciro Gomes, Reinaldo Azevedo e outros são as sucursais do mesmo projeto político. Essas “filiais” projetam falsamente a sensação de “antagonismo” e “pluralidade”, mas na verdade convergem para um objetivo comum: sustentar o golpe de Estado e o projeto colonialista dos Estados Unidos.

Reinaldo tenta “pacificar” e desviar a atenção para aspectos secundários do golpe. Por exemplo: dar destaques para falas idiota de membros do governo e inflar pessoas que não tem poder. Dessa forma, ele usa a mesma técnica do Olavo, outro agente dos militares: criar uma situação fantasiosa e dar soluções para problemas que não existem. Como por exemplo: “combater o comunismo imaginário” no caso de Olavo ou afirmar a existência do “centro democrático neoliberal que luta contra o governo” no caso de Reinaldo.

Falar em “centro democrático neoliberal” é uma fraude. Os neoliberais não ganham eleição faz muito tempo, foi exatamente por isso que eles recorreram ao golpe e o fascismo institucional. Lembrando que Sérgio Moro é um tucano emprestado ao projeto dos militares.

O objetivo desse jornalista neoliberal é confundir o cenário político. Outra de suas mentiras é afirmar a existência do “bolsonarismo”. Em primeiro lugar, o projeto político do governo é a continuidade do “Ponte Para o Futuro, do governo Temer/PSDB/DEM. Além disso, o capital político do governo é ínfimo e em queda. Logo, o “bolsonarismo” é meramente uma peça publicitária, que se refere à parcela idiotizada da população [cerca de 10%], que em diversos momentos históricos se expressou pelo anti-petismo, anti-brizolismo, anti-varguismo e qualquer outro projeto nacional-desenvolvimentista. As igrejas evangélicas neopentecostais tem projeto de poder próprio e a estrutura de repressão policial-militar é comanda pelos generais.

Com esses termos e diversos manejos, Reinaldo tenta complicar a percepção política da realidade. Cria conflitos, divisões e disputas artificiais dentro do campo golpista. A adesão das oligarquias ao golpe imperialista deve levar em conta as contradições existentes entre os interesses do Imperialismo e das oligarquias locais [que no processo de golpe está tendo a renda das suas empresas assimiladas pelos Estados Unidos e seu poder político dinamitado nos estados e municípios] e integração da mesma ao rentismo internacional.

A situação política nacional é demasiadamente clara para cair na campanha confusionista dos militares. O Brasil possui um Estado autocrático e o povo está submetido à cinco décadas de políticas colonialista dos Estados Unidos. Com esse projeto, o povo brasileiro nunca terá renda, emprego digno e futuro para seus filhos, já que o neoliberalismo não cria indústria.

As manifestações populares que percorrem a América Latina [Chile, Equador, Colombia, Haiti, Peru, Honduras e outros] desmoralizaram a defesa do neoliberalismo no Brasil. Justamente no momento que povo começar a questionar o projeto colonialista e neoliberal, Reinaldo Azevedo ressurge como “porta-voz do combate à radicalização”.

A classe dominante pôs fim ao período da conciliação quando optaram pelo golpe. Agora é inevitável que ocorram conflitos entre o golpe e o povo brasileiro, assim como a radicalização, que tanto os jornalões tentam evitar.

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