O Império fez falsas promessas e em troca militares entregaram o Brasil

Pelo Twitter o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o restabelecimento do “tarifaço” sobre o aço e alumínio do Brasil.

Segundo a CNI [Confederação Nacional da Indústria], o impacto da medida causará a perda de R$ 3,7 bilhões na cadeia produtiva e de 300 mil empregos diretos no Brasil.

Até a imprensa burguesa teve que confessar que a política de subserviência do governo militar tem causado prejuízos para o Brasil. Porém, a questão vai mais além:

. Primeiro, a perda de bilhões 3,7 bilhões é insignificante se compararmos com outras medidas criminosas do governo. Por exemplo, a isenção fiscal de R$ 1 trilhão dada as petroleiras norte-americanas e europeias;

. Segundo, não se trata apenas de “bajulação”, mas o tema é o entreguismo e a traição à pátria;

. Terceiro, não há paralelismo entre o Trump e o miliciano. Erroneamente, por causa das “questões morais”, a esquerda faz uma associação entre o miliciano e Trump, mas se analisarmos o projeto econômico e internacional do miliciano vamos ver que ele está mais próximo da Hillary Clinton. Embora faça discurso contrário, ele é parte do establishment e queria associar o Brasil na TPP – Acordo de Associação Transpacífico, por exemplo.

A mídia, cujo seu papel é desinformar, conduziu a discussão para esta linha irrelevante. Ela joga a seguinte confusão: “teria o governo brasileiro desvalorizado propositalmente a moeda [Real] como disse Trump?”. Se foi conscientemente ou não isso não interessa, dada as razões listadas à cima.

A Embraer, que graças aos militares [traficantes de cocaína], em especial o general Heleno, agora se chama Boeing Brasil. A Empresa foi entregue pela bagatela de R$ 14,9 bilhões. Mesmo que ela tivesse sido vendida pelo seu valor patrimonial e científico, que está em uma cifra aproximada de R$ 138,93 bilhões, em nenhuma hipótese a empresa poderia ter sido entregue.

A classe dominante e os militares realmente acreditam nas baboseiras orientadas sob as doutrinas Monroe e Golbery. Por exemplo, Fernando Henrique Cardoso elaborou a “Teoria da dependência”, ou seja, um guia de como entregar um país continental [que exala poder geopolítico] para o imperialismo.

Os golpistas acreditaram que tinham apoio dos Estados Unidos e obedeceram suas ordens sem questionar, mas não existe essa política de “apoio dos Estados Unidos”. O Império não tem “aliados”, ele tem apenas capachos. Até os supostos “aliados” norte-americanos na OTAN [os europeus] travam disputas e conflitos. No caso de países com status coloniais, onde o Brasil se encaixa, seu posicionamento é de subalternidade.

Além disso, caso seja necessário, os EUA não só vão continuar “traindo” os golpistas, mas vão se desfazer deles. Não é a primeira e nem será a última vez que o imperialismo atua dessa forma. Por exemplo, na década de 1980, para derrotar o movimento nacionalista na América Central, os Estados Unidos armaram e financiaram o Manuel Noriega, o narcotraficante amigo do Bush Pai. Apoiando Los Contras na Nicarágua, Noriega foi elevado aos posto de “Rei do Panamá”, gozando de privilégios e pleno poder. Porém, quando foi necessário, mesmo após ter trabalhado por décadas massacrando seu povo e traindo seu país, foi invadido, derrubado e preso pelos seus sócios na CIA. Ser funcional para o Império não significa carta branca. O imperialismo não tem nenhuma gratidão, muito menos por golpistas e traidores.

Os Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, trabalharam com nazistas alemães, formaram as máfias e financiaram toda espécie de escória no planeta para fomentar suas guerras sujas. Exemplo: a Operação Gládio, onde a OTAN operou atentados terroristas para intensificar as ditaduras na Europa pós-guerra.

Já em 1948, documento da CIA afirmava a improbabilidade de que a URSS desencadeasse uma invasão à Europa. Mesmo assim, com o álibi de combater o comunismo, os EUA promoveram sequestros, fuzilamentos em locais públicos e explosões associados à organizações neonazistas e maçonaria.

No caso brasileiro, em 2014, sob ordens do Departamento de Estado dos Estados Unidos, os militares e o judiciário sabotaram a economia e derrubaram o governo nacionalista do Partido dos Trabalhadores. Os Estados Unidos cometeram um ato de guerra contra o Brasil. Não foi preciso enviar os seus Marines, foi o “nosso” próprio Exército brasileiro que cumpriu o papel de polícia política, de ocupação e de repressão contra a população.

Os militares deram para os norte-americanos as indústrias, o complexo industrial de defesa, o pré-sal, a Base de Alcântara, a Embraer e entre outras empresas. Acabaram com a nossa empresa de submarinos, com nosso programa nuclear, engenharia civil e indústria da carne. Em troca, eles ganharam algumas medalhas da maçonaria e “alguns segundos” na Fox News [também contam com a proteção da Interpol nas suas operações de tráfico e em paraísos fiscais].

Os EUA deixaram os militares serem os “reis da colônia”, assim como fizeram com Noriega no Panamá. Eles acabaram com a República e montaram o governo do Gabinete de Segurança Institucional [GSI], colocaram um general interventor no Supremo Tribunal Federal [STF] e ocupam toda a máquina de Estado. Até mesmo escolas primárias estão sedo ocupadas militarmente por esses vagabundos, que não investem um centavo na educação pública.

Se é certo que nossos militares não tem nenhum compromisso com o Brasil e seu negócio é traficar drogas e formar milicias para matar a população, também é correto afirmar que eles não contavam que cada vez mais seriam odiados pela população e “traídos” pelos Estados Unidos.

Era inevitável que o país “afunde” em crise econômica, desemprego e explosão da desigualdade com o projeto neoliberal. Como também era absolutamente óbvio que o governo miliciano seria uma tragédia para a nação.

É importante destacar que o miliciano só chegou onde está porque os Estados Unidos colocaram ele lá. O miliciano é um fantoche dos militares, que serve para projetar a ilusão que existe democracia no país e para escudar as criticas aos generais, os verdadeiros “reis da colônia”.

O governo do miliciano não deu errado. Ele foi colocado pelos EUA justamente para o Brasil “afundasse”. Quanto mais há crise, melhor ainda a situação para o imperialismo. Isso porque a crise é o desejo dos EUA e assim fica mais fácil de manejar os conflitos e extrair as sínteses que eles querem, essa é a política do Council on Foreign Relations [conceito pode ser estudado no livro Wall Street’s Think Tank], desde o fim da Segunda Guerra. É dialeticamente que se maneja conflitos.

Os militares são apenas um joguete dentro desse manejo imperial. Os militares foram educados para traírem se servirem sua verdadeira pátria, os Estados Unidos. Formaram uma Dinastia militar golpista e fizeram do fascismo neoliberal sua ideologia. Essa dinastia não age como militares. Eles são decrépitos, autofágicos de uma “glória” que nunca tiveram, narcisistas e facilmente manipuláveis por conta da sua vaidade.

As agências de inteligencia dos EUA são extremamente manipulativas. Elas trabalham sob o conceito de “Compatibilization”, ou seja, são várias agencias de inteligência que operam sem ter contato umas com as outras. Muitas das vezes nem o presidente sabe de suas ações, elas se locupletam e a ação de todas servem para alcançar um mesmo objetivo politico.

As operações psicológicas dos militares não funcionam mais, seus agentes estão desmoralizados, ninguém mais aquenta escutar os ministros, juízes, jornalistas e generais. Para complicar ainda mais, em toda a América Latina, o povo latino começa a se revoltar contra o neoliberalismo e neocolonialismo.

Os EUA levaram os militares para um caldeirão sem saída e podemos usar isso para intensificar e esclarecer as contradições entre o povo e todos esses golpistas. Agora é hora de organizar e fomentar a revolta do povo contra esse projeto neoliberal, para que por fim conquistemos definitivamente nossa verdadeira independência e possamos construir uma República soberana, nacionalista, democrática e popular.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s