Guaidó brasileiro: Ciro diz que foi eleito virtualmente presidente

A moda dos presidentes autoproclamados, que percorre a América Latina, chegou ao Brasil. Dessa vez, em entrevista ao Congresso Em Foco, Ciro Gomes declarou: “Eu tive 14 milhões de votos e recebi uma especie de mandato”. Ou seja, sem ter sido eleito por ninguém, Ciro se outorga um mandato que não existe. Na última eleição, Ciro perdeu no primeiro turno. Estagnado em 12%, votação que ele repete em todas as eleições que participou.

CIRO GOMES É REPRESENTANTE DOS EMPRESÁRIOS PAULISTAS E QUER DAR CARTEIRADA NO POVO

Ciro Gomes recebe R$ 30 mil por palestra na Confederação Nacional da Indústria e pela vice-presidência do PDT recebe R$ 21,1 mil por mês. Também recebia R$ 250 mil por mês como executivo da Companhia Siderúrgica Nacional. Quem paga o salário dele é a burguesia, enquanto ele se autoproclama representante do povo brasileiro.

Esse enganador profissional, não foi eleito por ninguém. Qualquer cidadão tem o direito de fazer política. Tem a autoridade de se expressar em três situações: quando ele tem mandato, quando ele representa uma entidade ou por livre vontade.

Ciro não corresponde a primeira situação, porque ele não foi eleito em lugar nenhum. Para Ciro Gomes, o Partido dos Trabalhadores que recebeu mais de 47 milhões de votos, não pode fazer alianças, campanhas e se posicionar politicamente, mas ele, que teve apenas 13 milhões pode.

A segunda situação também não corresponde. Porque no PDT é apenas a figura pública. Desde a morte de Leonel Brizola, o partido se desorganizou, rachou, perdeu base, voto e influência. Nos dois principais estados que tem presença do PDT, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, estão com o partido destruído. Por exemplo, no Rio de Janeiro, na capital do PDT, as suas três sedes estão abandonadas e não há atividades públicas. Internamente, o partido que não se reúne, é voltado completamente para eleições, não dirigem sindicatos, associações de moradores, movimentos sociais e não se posiciona em absolutamente nada relevante na estado.

Para piorar a situação, o PDT defendeu as operações Cadeia Velha e Furna da Onça, que abriram precedentes para à Intervenção Militar no estado. Defendeu a Lava-Jato, que destruiu a economia fluminense e estão nos governos de Crivella e Witzel.

Nacionalmente, o PDT age como base sustentação do governo. Votaram pela entrega da Base de Alcântara, na Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista e elegeram Rodrigo Maia, entre outras traições. Apesar disso, Ciro Gomes vem à público para se manifestar contra algumas medidas do governo, porém seu partido atua de outra forma. Ou seja, Ciro Gomes não manda em nada ou ele é um cúmplice dessa tática, de qualquer forma desqualifica ele como o nacionalista que ele diz ser.

Sabendo disso, Ciro Gomes não corresponde à terceira situação, pois quando se prova que ele é um mentiroso ele perde sua autoridade política.

CIRO GOMES É PARTE DA ESTRATÉGIA DOS MILITARES

Ciro Gomes serve uma tática dos militares. Sua função é alimentar a farsa democrática que sustenta a Ditadura Militar. Com o golpe de 2016, os militares concentraram todo o poder político da nação no Gabinete de Segurança Institucional [GSI].

Uma ditadura implementada à serviço dos Estados Unidos e União Européia para pilhar a nação e escravizar nosso povo. Todos os setores políticos que não denunciam essa estrutura de poder servem para disfarçar a Ditadura atrás da fachada democrática.

Ciro chegou ao absurdo de afirmar que: “os militares acharam que iam tutelar o Bolsonaro, mas estão sendo usados”. Mentiroso! O miliciano foi colocado nessa função para legitimar a farsa das eleições de 2018 e ser o saco de pancada para desviar a atenção dos crimes lesa-pátria dos militares.

Com o golpe, a estrutura de poder no Brasil está sustentada por instituições sem legitimidade e autoproclamados. Entre os sem legitimidade estão: o Congresso, que vota tudo contra o povo; o Judiciário, que rasgou a Constituição com o golpe na Dilma e a Prisão do Lula; o Executivo nas mãos dos militares, que serve ao Departamento de Estado dos EUA; e as Forças Armadas, que deram o golpe, traíram o país, traficam e formam milícias. Entre os autoproclamados estão: o miliciano, Ciro Gomes, Reinaldo Azevedo, Olavo e muitos outros… São pessoas que ninguém sabe de onde vem e aparecem para convencer as pessoas a seguir-los.

CIRO USA O MÉTODO DOS MILITARES PARA TENTAR PAUTAR AS NOTÍCIAS

O método de guerra psicológica usado pelos militares também é aplicado por Ciro Gomes. Esse método consiste em dar declarações escatológicas para desviar a atenção do público para fatos secundários da conjuntura nacional. Ciro não opera dessa forma atoa. Essa atitude é combinada com os generais do Alto Comando.

CIRO GOMES DEIXA ESCAPAR QUE SUA FUNÇÃO É IMPEDIR QUE OS ESTUDANTES SE MOBILIZEM

O movimento da educação é um dos mais fortes do país. Entre as entidades mais mobilizadas estão CNTE, APOESP, UNE, UBES e outras. Desaparecido durante as mobilizações contra o corte na educação, Ciro Gomes diz hoje que seu principal objetivo é: “Criar uma corrente de opinião em especial dentro do ambiente universitário”.

Note o manejo entre a ação dos militares, que é atacar a educação, enquanto Ciro Gomes tenta cooptar os estudantes. Por um lado, o movimento da educação é destruído ou é cooptado, não existe diálogo e isto é uma tática de guerra.

O governo dos militares tem a função de destruir o país e Ciro Gomes tem a função de enganar. Portanto, essa dita corrente de de opinião é uma farsa.

Ao contrário do que Ciro Gomes prega, o grande problema do Brasil não é a polarização e a ausência de diálogo, mas a falta de justiça social. O povo não quer conversar com o inimigo. O povo quer emprego digno, renda, terra, moradia, saúde e uma vida confortável para sua família.

Ciro diz que: “a minha tarefa de cobrar, vigiar, apontar os defeitos e propor”. O bedel do governo. Como representante da Burguesia Paulista, ele quer a educação do fascismo, que eles colocaram no poder. Por exemplo, para Ciro, Paulo Guedes “é uma pessoa respeitável e tratável”.

Para conquistar a justiça social não há outro caminho sem ser o enfrentamento ao golpe de Estado, nesse sentido, Ciro Gomes que não aborda a questão, é inútil.

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