Militares se reúnem para reprimirem revoltas populares na América Latina

Na República Dominicana, foi realizada a Conferência de Comandantes dos Exércitos Americanos [CCEA]. Essa conferência foi criada em 1960, 4 anos antes do Golpe Militar no Brasil. Ela tem o objetivo de coordenar golpes de Estado na América Latina.

Participam dessa organização 22 países e três organizações militares internacionais, são elas: a Junta Interamericana de Defesa [JID], a Conferência das Forças Armadas da América Central [CFAC] e a Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN].

O encontro contou com a presença de 11 comandantes militares, entre eles, o Comandante das Forças Armadas do Brasil, o general Edson Pujol. Também esteve presente o Chefe do Comando Sul do Exército dos Estados Unidos, Almirante Faller.

Dissimulando suas reais intenções, o general Pujol afirmou que o Exército Brasileiro vai continuar o assedio contra a Venezuela e colaborar na repressão às manifestações populares.

CHILE É O PESADELO DOS MILITARES COVARDES

O Encontro colocou em destaque as mobilizações populares que atingem a maioria dos países do Grupo de Lima. Desde outubro, Equador, Chile, Honduras, Haiti, Colômbia e Peru tem manifestações diárias contra os governos ilegitimos [todos frutos de golpes de Estado].

Os comandantes tentaram justificar as manifestações usando uma suposto agente externo (russos, chineses, cubanos, venezuelanos e até o comunismo que não existe). Com essa retórica falida tentam ocultar que as revoltas são futos das políticas neoliberais e neocoloniais defendidas pelos militares.

POMPEO AMEAÇA POVOS DA AMÉRICA LATINA

Não é mera coincidência que uma semana após o termino da Conferência, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, afirme que irá ajudar na repressão as manifestações no Continente.

Subestimando a capacidade popular, Pompeo voltou acusações contra Venezuela, Cuba, Nicarágua, Rússia e China por supostamente fomentarem as manifestações. Note a combinação de retórica entre Pompeo e os militares marionetes de Washington.

São os Estados Unidos que utilizam a tática de fomentar “manifestações” fictícias para desestabilizar regimes em todo o planeta. Líbia, Ucrânia, Hong Kong e Brasil são alguns exemplos.

Pompeo, na sua sanha doentia ameaço a Venezuela : “O fim vai chegar para Maduro também. Só não sabemos qual será o dia”, disse Pompeo. Ele dá essa declaração semanas após o golpe de Estado na Bolívia, em clara referência à Evo Morales. É uma declaração de culpa do envolvimento dos EUA no golpe.

ALGUNS DESDOBRAMENTOS DA CONFERÊNCIA DE COMANDANTES

Além de representar uma tentativa de intimidar as manifestações populares, o Exército Brasileiro fechou uma agenda de atividades de articulação com os EUA desse encontro. Entre alguns pontos estão: A realização de exercícios militares conjuntos 2020; a presença militar de tropas norte-americanas em solo brasileiro; o repasse de técnicas de combate brasileiras para militares norte-americanos e a compra de novos equipamentos dos Estados Unidos.

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