Por que os militares atacam a Presidente Dilma?

Em entrevista ao jornal O Globo, o general Villas Boas, ex-comandante das Forças Armadas e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional [GSI], mentiu e foi desmascarado pela Presidente Dilma Rousseff.

É corriqueiro os militares inventem situações que nunca ocorreram. Dessa vez, o traidor Villas Boas afirmou que, supostamente dois parlamentares teriam perguntado sobre a possibilidade de decretar “Estado de Sítio”. Dilma cobrou que o general apresentasse os nomes dos ditos parlamentares. Até o momento, o mentiroso Villas Boas permanece calado.

A manobra é bem simples, o general traidor tenta jogar para Dilma a pecha de golpista. Porém, Villas Bôas foi peça fundamental no golpe contra Dilma. Ele foi responsável pela eleição do miliciano ao ameaçar o STF com um twitter criminoso. Em conluio com a Lava-Jato, os militares destruíram empresas e as revenderam para os norte-americanos. Como foi o caso da Embraer, que agora se Chama Boeing Brasil, graças aos militares autoproclamados “nacionalistas”. Ainda é desconhecido quanto os militares ganharam nessas transações obscuras, porque o Brasil não teve nenhum ganho com a entrega das empresas.

O twitter contra o habeas corpus do Lula foi justificado pelo general como elemento para “tranquilizar o Exército”. Para esse golpista, é justificável ameaçar todo o país a fim de “tranquilizar sua tropa”.

Na mesma linha, o general também fez demagogia ao manifestar “preocupação” diante da possibilidade do Exército empregar força contra manifestações. Além de mentiroso é um cínico!

Desde o golpe de 2016, o Exército reprimiu a população inúmeras vezes: Intervenção militar no Rio de Janeiro, GLO na Rocinha, Ocupação militar de Brasília, intervenção nos presídios, o fuzilamento do músico com 80 tiros, denúncias de tortura no Complexo da Penha e entre outros crimes. Em todos os casos, Villas Boas nunca manifestou nenhuma preocupação. Ao contrario, faz campanha permanente pelo “excludente de licitude”, ou seja, quer dar carta branca para esses militares torturadores, assassinos e traficantes de cocaína.

Interpretando a Constituição conforme sua conveniência, o general criou três situações que justificariam mais um golpe militar. São nos casos de: primeira, quando convocado por um dos três poderes; segunda, quando há “situação de caos” e terceira, quando não há “legitimidade”. Todas as três estão sob critérios dos militares e não do povo. Segundo ele, essas três possibilidades de golpe viraram uma espécie de “linha de atuação” para as Forças Armadas.

Além dessa propaganda do golpe, Villas Boas delira e diz que o povo brasileiro clamou por “intervenção militar”. Ele oculta que aquelas manifestações de 2015, onde surgiram a pauta de “intervenção militar” foram organizadas pelo próprios militares. Na época, os militares propuseram diversas formas de governo em contraponto à República: Ditadura militar, monarquia, parlamentarismo e semiparlamentarismo.

Somente em 2016, com a colaboração do agente da CIA no Brasil, Norman Duyane, que os militares fecharam questão e formaram uma Ditadura encabeçada pelo GSI. Logo, o esforço de Villas Boas de tenta criar uma distinção entre governo e militares é falso. Pois, o miliciano é usado pelo GSI para dar uma aparência de legitimidade ao golpe de Estado.

Mas por que Villas Boas ataca Dilma? Villas Boas se tornou uma espécie de Porta-Voz dos militares, usando sua doença para se livrar de criticas. Ao atacar Dilma, o general tenta intimidar qualquer iniciativa que vise investigar e punir os militares.

Dilma enfrentou os militares ao criar a Comissão Nacional Da Verdade. Essa comissão, que no primeiro momento visava levantar documentos para esclarecer os crimes da Ditadura, poderia servir para embasar processos futuros de punição aos militares e empresas que financiaram a ditadura.

Os militares não conseguem viver dentro de uma ordem democrática e republicana. Desde a redemocratização, em todo momento os generais estão conspirando e mordendo os calcanhares da República. Anistia para eles não deu certo e política de cooptação também não. Já passou da hora de punir os militares pelos seus crimes de lesa-pátria.

Outro elemento, que passa despercebido, é que recentemente a Presidente Dilma voltou a movimentar seu processo no STF, que visa anular o golpe do Impeachment. Esse ataque não é por acaso. Villas Boas sabe que a anulação do golpe poderia criar o precedente para anular todas as medidas ilegais dos governos golpistas Temer e Miliciano. Por isso, os militares querem intimidar Dilma para que ela desista da campanha da anulação.

Punição aos militares traidores da Pátria! Essa é uma pauta central, quando o Partido dos Trabalhadores volte a governar esse país ou então será novamente golpeado.

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