Militares preparam golpe nas eleições municipais de 2020

Na quarta-feira, dia 12 de dezembro, o Tribunal Superior Eleitoral, aprovou uma resolução que permite que as Forças Armadas monitorem as eleições de 2020. A partir de agora, as Forças Armadas irão compor a Auditoria das Urnas.

A lei anterior permitia a participação das seguintes instituições e entidades na fiscalização: partidos políticos, Ministério Publico, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, Controladoria-Geral da União, Polícia Federal, Sociedade Brasileira de Computação, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Ordem dos Advogados do Brasil e os Departamentos de Tecnologia da Informação de universidades.

Agora, com a desculpa de “ampliar a transparência” nas eleições a Presidente da Corte, a ministra Rosa Weber, incluiu além das Forças Armadas, a participação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU) e os Institutos de Criminalística das Polícias Militares. Assim, as Forças policiais e militares criam mais um elemento para contestar o voto popular, como aconteceu na Bolívia.

Essa medida está em sintonia com as “três linhas” de golpe sinalizadas pelo general Villas Boas, que são: Quando convocado por algum dos três poderes, em situação de caos e ou quando não há legitimidade. Com a tutela militar a auditoria das urnas irão questionar sempre a legitimidade do voto do povo.

Já vimos esse questionamento ocorrer nas eleições de 2018. Diversos generais, antes mesmo das eleições, já denunciavam fraude caso o candidato deles, o miliciano, fosse derrotado pelo Partido dos Trabalhadores.

Além desse fato, que tipo transparência pode dar as Forças Armadas [que é a entidade mais obscuras e sem controle da sociedade]? Que tal as Forças Armadas começarem a “transparência” por dentro e abrirem os Arquivos da Ditadura 1964?

Para os golpistas não bastam as leis abusivas da TSE, lei da Ficha Limpa e as campanhas de noticiais falsas, esses traidores preparam a fraude das eleições municipais, para evitar que em 2022 o PT volte aos governo federal.

Mesmo depois de tudo que o país passa com o golpe de Estado, ainda há setores da esquerda que acreditam que a via principal é a institucionalidade. Com a vitória do peronismo na Argentina, essa linha retomou fôlego, porém, o que eles não colocam no seu calculo político é que na Argentina a Lava-Jato foi derrotada. Aqui no Brasil, a Lava-Jato se institucionalizou e o golpe não fecha com a existência do PT no cenário político.

Não há outro caminho que não seja o enfrentamento dos através do movimento de massas. Com esse quadro de tutela militar, pela via exclusivamente eleitoral, estamos condenados a participar novamente de uma eleição fraudada.

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