Militares forjam atentado para intimidar nacionalistas

Na madrugada do dia 24 de dezembro, a sede da produtora do programa de humor Porta dos Fundos foi atacada com coquetéis molotov.


O ataque foi precedido por uma campanha de difamação do jornalismo de esgoto, Jovem Pan, Band News, Antagonista e outros, que tinha como objetivo preparar o acontecimento.

Em seguida ao ataque, um grupo transmitiu – via whatsapp, onde operam prioritariamente os grupos de apoio ao governo – um vídeo assumindo a autoria. Esse grupo se autodenomina “Insurgência Popular Nacionalista da Família Integralista Brasileira”.

Trata-se de uma cópia falsificada dos integralistas, para gerar desinformação.

Os militares que criaram o nome do grupo tiveram a intenção de difamar a política de insurgência, popular e nacionalista. O “família integralista brasileira” pretendeu apenas disfarçar, porque os Integralistas negaram a autoria.

A palavra ‘insurgência’ é, via de regra, usada e associada às revoltas populares que ocorrem no Chile, Haiti, Colômbia, Equador e outros países, já que as propagandas do AI-5 feita pelo governo não tiveram efeito; a utilização dessa palavra tenta ligar o grupo ao povo e à esquerda. Além disso, o termo ‘nacionalista’ busca associar o fascismo com o nacionalismo: uma tática muito medíocre, previsível, usada por militares.

O vídeo ataca a esquerda – golpeada pelo atual governo já faz 4 anos -, os católicos, os insurgentes, os nacionalistas e até os monarquistas. Os únicos grupos que não foram mencionados são os militares, neoliberais e maçons que estão no poder desde 2016. Os militares que entregam o Brasil para os Estados Unidos sequer são mencionados pelos supostos integralistas. Para eles, os ‘inimigos’ são os comediantes do Porta dos Fundos, que o mundo político pouco conhece. Isto comprova a fraude.

Ao colocar uma bandeira do Império no vídeo, a estratégia dos militares é validar a monarquia, ao mesmo tempo em que a desmoraliza. O objetivo é associar monarquistas e nacionalistas ao terrorismo, já que os militares não aceitam nenhum grupo disputando poder com eles. Porém, a narrativa dos militares é porca, porque monarquistas não podem ser patrióticos por definição, uma vez que sua existência se baseia na herança da família real portuguesa.


Na Europa, monarquistas podem ser nacionalistas. Mas falar disso no contexto das colônias é uma contradição, o que revela que nossos militares são tão despreparados que não sabem sequer criar um grupo falso.

O vídeo está repleto de chavões, difamações, frases de efeito e redundâncias típicas das técnicas de comunicação dos militares.

Caso esse grupo fosse realmente terrorista, saberia que a clareza na comunicação é fundamental. Chamam a atenção as técnicas usadas no vídeo: ninguém quer aparecer, a voz é distorcida, a legenda não é clara, a qualidade do vídeo é péssima, entre outros erros básicos. Fica evidente que o vídeo foi forçado para parecer algo clandestino; mas tornou-se uma caricatura mal feita do ISIS. A operação terrorista não é a bomba, mas a pauta jornalística que a sucedeu.


Iniciou discussões inúteis que não levam ninguém a lugar nenhum. como a defesa da democracia que não existe, debates de grupos identitários, de mais leis punitivistas. Surgem diversos autoproclamados especialistas, que afirmam que só existe o fascismo histórico, e que fazem uma lista de caracterizações para determinar o que é ou não fascismo, não existindo o fascismo moderno, – que já foi institucionalizado desde o fim da Segunda Guerra.


Passa-se a exigir, na sequência de erros, que os terroristas do governo investiguem os terroristas do vídeo, não levando em conta que o ataque foi feito para passar impune. Informações contraditórias e confusão das narrativas levam a inquéritos sem conclusão e falta de investigação. Aí está o caso do assassinato da Marielle como exemplo.


Esses golpistas possuem um largo histórico de forjar atentados, ou seja, false flags. Sempre que os golpistas estão acuados surge algum grupo maluco para reivindicar um crime. Quando Lula decolava nas pesquisas, surgiu o episódio da falsa facada, que sem dúvida foi um elemento importante para o miliciano assaltar a presidência. Depois disso, quando surgiram as mensagens revelando os crimes da Lava-Jato, criaram os hackers de Araraquara do Moro. Quando ocorreram os incêndios na Amazônia, surgiu um suposto grupo ambientalista terrorista e até mesmo uma falsa ameaça das FARC foi apresentada pela imprensa golpista.


Para a esquerda, o ataque foi realizado mesmo pelos Integralistas – que não existem. Isto porque ela não entende nada das operações da CIA. Não foram os integralistas, porque não existe nacionalismo de direita. A ditadura de 1964 destruiu todo tipo de nacionalismo. Os militares são traficantes de drogas, a mídia foi criada com dinheiro do imperialismo e a oligarquia está vinculada ao capital financeiro. Todos eles temem a verdadeira insurreição nacionalista. Ou seja, o conflito está entre Brasil colônia ou Brasil como uma república independente.

Com essas manobras canhestras, os militares tentam dissuadir o povo de se revoltar e insurgir, pois quem se revoltar será da “família integralista brasileira”, uma tática militar bem compatível com o primarismo intelectual do General Heleno.

O GSI – Gabinete de Seguranças Institucional – foi concebido nos mesmos moldes do Conselho de Segurança dos Estados Unidos. Lá, os militares operam da mesma forma que as Agências de Espionagem dos EUA. Uma dessas táticas é usar o pseudo team. Essa tática nasceu do Império Britânico para administrar suas colônias na África e Ásia, e consiste em: criar uma cópia falsificada de um grupo que você quer destruir, e em seguida utilizar essa cópia para disseminar o caos. Um exemplo dessa tática foi a operação Ajax no Irã. Em 1953, os Serviços de Espionagem dos Estados Unidos e Reino Unido criaram grupos autodeclarados comunistas, promoveram atentados e logo culparam os comunistas e derrubaram o governo nacionalista. A operação abriu caminho para o golpe e a implantação da ditadura de Reza Pahlevi.

Até hoje, a CIA e Mossad, que abriu um escritório em São Paulo, lançam mão dessa tática. Outro exemplo, mais atual, foi haverem formado o chamado Estado Islâmico, um grupo terrorista que usa o discurso contra os “valores do ocidente”, mas que curiosamente não comete nenhum atentado conta o Estado Sionista de Israel.

Entre janeiro e setembro de 2019, o Brasil registrou oficialmente 31 mil assassinatos. No mesmo período, 82 mil brasileiros desapareceram. Com uma polícia montada para massacrar a própria população, a tortura foi institucionalizada no país, segundo a Anistia Internacional. Apenas no Rio de Janeiro, são registrados 3 casos de tortura diariamente.

A violência de Estado é uma das faces que demonstram que o terrorismo é uma prática do Estado Brasileiro. Em nome do suposto combate à “violência”, o Brasil, que tem umas das polícias mais corruptas e narcotraficantes do mundo, se vale de todos os meios para oprimir o povo. O terrorismo nada mais é que o uso sistemático da violência para impor objetivos políticos e econômicos. Usando esse método, os golpistas cometeram um ato de guerra contra o povo brasileiro. Esse ato foi expresso quando o Judiciário, o Congresso Nacional e os militares derrubaram o governo nacionalista de Dilma Rousseff, através de um impeachment sobre bases falsas.

Os golpistas de 2016 impuseram o governo Temer, que aplicou uma série de ataques aos direitos dos trabalhadores, privatizou e entregou nossas riquezas a seus chefes, ou seja, os Estados Unidos e União Européia. Esse golpe foi continuado pelo governo do miliciano, que através de uma política criminosa destrói a vida dos mais pobres, a economia e a soberania do país.

Usando a Lava-Jato, uma operação concebida dentro do Departamento de Estados dos EUA, o Judiciário sabotou a economia, destruiu empresas nacionais que posteriormente revenderam a preço vil para os estrangeiros. Os juízes e procuradores fizeram fortuna com palestras ilegais e acordos de leniência, um nome bonito para uma corrupção institucionalizada do Judiciário.

Apenas com acordos entre três empresas: Petrobras, Odebrecht e OAs, a máfia de Curitiba tentou embolsar 15 bilhões. Contra todos esses crimes de lesa-pátria, o povo brasileiro tem o dever de se revoltar em rebelião popular! Haiti, Chile, Equador, Honduras, Porto Rico, Colômbia e Peru, são alguns países cujos povos disseram ‘basta’ ao projeto neoliberal fascista do golpe que só tem à oferecer ao povo fome, miséria e ideologia venal. A mídia em coro ataca os manifestantes desses países, que muitas vezes contra-atacam símbolos do capitalismo e dos aparelhos de repressão. A mesma grande mídia, porém, nada publica nem comenta das centenas de mortes e do rastro de sangue resultantes das duras repressões nesses países.

Esses golpistas que violentaram a Constituição e derrubaram a República, querem agora colocar uma coleira no povo brasileiro e dizer que o povo só pode se manifestar de forma pacífica e institucional. Esses criminosos traidores da pátria não têm legitimidade alguma para se dizer contra a violência, pois estão no poder através dela e cometem crimes diariamente contra o povo. Com o golpe, um terço da população em idade de trabalhar foi jogada para informalidade, desemprego ou subemprego; a fome voltou a reinar nos nossos lares; o custo de vida disparou, tudo está mais caro. O Brasil, um dos países mais desiguais do planeta, está vendo crescer o abismo que separa os ricos e pobres: apenas 6 bilionários detêm a riqueza de 50% de toda população. Não há violência maior que uma mãe e um pai ter negado o direito de alimentar seus filhos, graças a essa política neoliberal.

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