Apoio dos militares ao atentado no Irã desmoraliza Brasil no mundo

Mais uma campanha de desinformação se iniciou essa semana. Dessa vez, por meio de matérias na imprensa golpista, tentam criar uma falsa divisão entre governo e cúpula militar. Essa divisão é falsa, pois ambos seguem o mesmo projeto neoliberal e de submissão ao imperialismo.

APOIO DO GOVERNO MILITAR AO TERRORISMO INTERNACIONAL

O governo narco-miliciano emitiu nota, através do Itamaraty, apoiando o atentado terrorista promovido pelos Estados Unidos que vitimou o general iraniano, Qasen Soleimani, e outros militares iranianos, iraquianos e libaneses, no dia 03 de janeiro.

O general Soleimani estava no Iraque a convite do governo daquele país para prestar assessoramento militar. O general era reconhecido internacionalmente pelo combate ao terrorismo, em especial no trabalho de desarticulação do Estado Islâmico, grupo terrorista financiado e fundado pelos serviços secretos de Israel e Estados Unidos.

A nota do Itamaraty, de forma covarde, justifica o suposto combate ao terrorismo apoiando um atentado terrorista. Para consagrar a covardia, o governo afirmou que “não adotou posição mais dura contra o Irã porque não tem o poder bélico dos Estados Unidos”.

A posição do governo golpista repercutiu no mundo e desprestigia ainda mais o Brasil na política internacional, já transformado em linha auxiliar da política de terrorismo internacional dos Estados Unidos e Israel.

O apoio ao atentado terrorista norte-americano ao Irã visa simular atentados, culpar o Irã e posteriormente justificar a repressão da ditadura militar brasileira. Eles tentaram impor essa narrativa com os Integralistas, que foi um fracasso, e agora querem usar o Irã para forçar sua ditadura.

CAMPANHA CONTRA SUPOSTO TERRORISMO SERVE PARA APROFUNDAR TERRORISMO DE ESTADO

Vão usar essa oportunidade para intensificar a Ditadura criando atentados falsos dizendo que são os iranianos. Porque não ganhamos nada apoiando essa medida, além da vassalagem pura.

Mais há um problema nessa tática, a narrativa do terror só funciona em um país pacificado. Mas um atentado terrorista no país onde a própria policia aterroriza a população.Essa narrativa requentada do Departamento de Estado não funciona em país de terceiro mundo.

FALSAS DISPUTAS ENTRE MILITARES E GOVERNO

Para dissimular falso antagonismo, militares de alta patente foram na imprensa dar declarações dúbias questionando o atentado terrorista dos EUA, enquanto expõem o governo para receber as criticas mais duras.

O general Sergio Etchegoyen — cabeça do golpe de Estado contra Dilma, responsável por ter planejado a estrutura do governo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), conjuntamente com o agente da CIA no Brasil Duyane Norman —, disparou: “E se Trump atacar uma instalação do PCC aqui?”

Vemos na entrevista de Sergio Etchegoyen as mesmas técnicas de comunicação usadas em outras situações pelos militares: frase repleta de chavões, difamações, frases de efeito e redundâncias.

Em primeiro lugar, os militares são sócios do PCC no tráfico de drogas. Foi durante a intervenção militar no Rio de Janeiro, comandada pelo general Braga Netto, que o PCC ampliou seu poder econômico e político, com conquista de territórios, de rotas de tráfico, administração de presídios, entre outros.

Essas declarações atacando os EUA serve para forjar ares de um nacionalismo, enquanto as medidas da nova Ditadura Militar provam que eles são traidores da pátria. Não faltam exemplos: entrega da Embraer, do Pré-Sal, da Base de Alcântara, etc.

GOVERNO MILITAR DESPRESTIGIA BRASIL PERANTE O MUNDO

Além de expor o Brasil internacionalmente, a posição do governo militar de assédio ao Irã coloca em risco a economia nacional. A economia brasileira, que vem sofrendo com o desemprego, alto custo de vida e falência de empresas decorrentes da política neoliberal, pode perder mais R$ 9,1 bilhões do comércio entre Brasil e Irã.

Mais uma vez os militares provam que não servem para nada além de traficar cocaína, dar golpes, massacrar seu povo e formar milicias.

Não tardou para a campanha cínica do governo militar do Brasil contra o suposto “terrorismo” se comprovasse uma farsa. Vimos que na semana passada, utilizando-se do suposto atentado à um grupo de comédia, o governo militar tentou associar o terrorismo aos grupos nacionalistas e de esquerda. Agora, o governo apoiou um atentado contra um país soberano e pacífico.

O fato é que os militares brasileiros institucionalizaram as praticas terroristas. No mês de dezembro de 2019, o governo da Venezuela denunciou o envolvimento do governo Brasileiro em um atentado contra quartéis no país. Antes disso, vimos como o governo brasileiro assessorou e apoiou grupos milicianos para dar o golpe contra o Presidente Evo Morales na Bolívia.

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