CIA é inimiga número 1 da Igreja Católica

Documentos revelam que Bispos e fieis católicos são alvos de perseguição da CIA.

DITADURA MILITAR INICIA GUERRA RELIGIOSA NO BRASIL

Em memorando vazado da CIA ( sigla par Agência Central de Inteligência em inglês), elaborado em 1969 e intitulado “A Situação no Brasil“, os Estados Unidos destacavam como inimigo fundamental no Brasil à Igreja Católica.

Segundo a análise da CIA, a Igreja Católica no Brasil era composta por Bispos e Padres chamados pela CIA de “políticos moderados”, que tendiam a divergir do Regime Militar, e os fiéis católicos eram depreciados como “subversivos”, que colocavam em risco a legitimidade da Ditadura.

A agenda social da Igreja Católica, voltada para a caridade, ação social e assistencialismo aos mais pobres está em oposição a projeto neocolonial e neoliberal. O regime de exploração e escravidão imposto pelos Estados Unidos para dividir o Estado nacional brasileiro através da Ditadura Militar [operação Brother Sam] é contrário a existência de qualquer direito.

Esse documento levanta algumas questões que preocupavam a estratégia norte-americana contra o Brasil e que podemos analisar para entender a situação do golpe de 2016, reservada as diferenças históricas e conjunturais.

Durante o papado de João Paulo II, o Vaticano se omitiu ou apoiou às Ditaduras na América Latina. Seu apoio a política neoliberal, de desemprego, precariedade, caristia e fome que agravou a situação social do povo fez decair o prestígio e o poder político da Igreja Católica na região.

O Vaticano ao apoiar a decadente política neoliberal e associada a falta de reformas levaram a redução da base social da Igreja. Sua queda de também se deve ao projeto do imperialismo norte-americano porque operou uma campanha midiática de calúnias contra a Igreja Católica [um exemplo: as denúncias de pedofilia].

Na estratégia de destruir o Brasil, a CIA fomenta a guerra religiosa. A guerra religiosa consiste em diminuir o poder político da Igreja Católica pois ela é um dos pilares fundadores do Estado brasileiro. Nesse sentido, as igrejas neopentecostais atuam para mudar a sociedade e refundar o Estado pela via de uma ditadura teocrática.

Segundo o último senso pulicado pelo IBGE, os evangélicos neopentecostais representam cerca de 22,2% da população. Totalizam cerca de 42.275 milhões de pessoas em todo o país. No entanto, os católicos seguem sendo maioria, com 123.228 milhões, representando 64% de pessoas e todo o país.

Apesar dessa expansão, o vaticanista e especializado em máfias, Eric Frattini, explica que essa conversão está associada ao projeto neoliberal. “Para tornar o neoliberalismo eficiente é necessário pacificar a população, e ai entram os grandes conglomerados religiosos, a maioria com sede nos EUA e Reino Unido”, diz o cientista. Porém, conforme as Igrejas Evangélicas penetra no poder do Estado e destroem a economia nacional, o seu prestigio com a população cai.

A conversão religiosa não é algo contínuo ou estável. Apesar da Igreja Católica ainda estar muito associada ao apoio a colonização, na África o crescimento dos católicos foi de 283%. A agenda social da Igreja, construção de hospitais, escolas, creches e obras de infraestrutura com financiamento do Banco do Vaticano conteve o crescimento dos evangélicos neopentecostais.

Essa guerra religiosa não é nenhuma novidade e está amparada em uma rica quantidade de documentos que estão disponíveis ao público.

Com o passar das décadas, os Estados Unidos foram aperfeiçoando a forma de operar sua guerra contra os países do mundo e avançar na hegemonia global.

Na nova fase de golpes de Estados na América Latina, iniciada em 2009 com o golpe em Honduras, o Departamento de Estado dos EUA utiliza as igrejas evangélicas, a maçonaria, e os judeus sionistas para impulsionar o caos social e politico dos Estados nacionais.

Quando o sentido de promover a guerra religiosa, já que a religiosidade do povo consiste em um pilar fundamental da soberania nacional, essa aliança entre EUA, sionismo, militares e evangélicos é estratégico. Por essa razão, o general Heleno, a mando do Departamento de Estado dos EUA, utiliza a ABIN [agência brasileira de inteligência] para espionar bispos e cardeais, abrindo uma guerra religiosa contra o Vaticano.

Nesse documento, os Estados Unidos reconhecem as operações de tortura, assassinato e sequestro por parte da Ditadura Militar, porém tais ações forçam os civis brasileiros, que faziam uma oposição política à Ditadura, a adotarem a tática da luta armada. Ou seja, as ações repressivas da Ditadura intensificam a radicalidade e a reação da população contra a dominação colonial. Apesar de reconhecerem que a insurgência armada não representava risco imediato ao Regime, as ações repressivas da ditadura alimentavam a oposição e colocava em risco as operações econômicas do imperialismo norte-americano no Brasil.

Por essa razão, para manutenção da ditadura, o serviço de espionagem dos EUA destacava como fundamental o apoio financeiro aos militares golpistas e as operações econômicas contra o Brasil. Também indicavam que a falta de apoio financeiro poderia melindrar as operações.

Essa tendência nos indica, que seja no passado e atualmente, os donos do golpe de 2016 (Estados Unidos) necessitam dar aporte financeiro para manter o controle geopolítico no Brasil. Hoje, podemos constatar tal apoio através de vários indícios: suporte de espionagem, operações através das redes sociais, apoio militar e o tráfico de cocaína.

No referido documento, o imperialismo norte-americano destacava, que o crescente sentimento nacionalista brasileiro, que vinha se amadurecendo desde 1920, era seu principal inimigo, por nutrir na população um sentimento anti-estadunidense. Dessa forma, isso reforça a tendência geral de uma guerra inevitável (mesmo que a longo prazo) entre o Brasil e os Estados Unidos. Nesse momento se desenvolve através de uma guerra hibrida empreendida pelas filias do imperialismo na nossa pátria, composto pelos Militares, Lava-Jato, grande mídia e sistema financeiro.

A Igreja Católica é promotora do nacionalismo quando cria vínculos com o povo através das ações sociais para o povo, estimula à produção da cultura local, organiza a comunidade nas paróquias, promovem ações em conjunto com o Estado.

Os ataques do golpe contra a Igreja Católina no Brasil.

Tendo em vista que o principal inimigo do imperialismo no Brasil é o sentimento nacionalista do povo Brasileiro, é impresindível destruir a religiosidade do povo. A religião católica consiste em um dos pilares da unidade nacional brasileira.

O Papa Francisco foi conduzido à liderança do Vaticano pelos jesuítas para reconectar a Igreja ao Povo, resgatando na América Latina a pauta social do catolicismo.

Os documentos revelados pelo site The Intercept estão sendo fundamentais para expor a verdade dos fatos e para desgastar a nova Ditadura Militar. Vemos que não existe liberdade de expressão no Brasil, quando autoridade públicas vem ameaçando e criminalizando as atividades de jornalistas.

Em primeiro lugar, é absolutamente ridícula a tese levantada pela direita golpista que sustenta uma suposto “crime cibernético” e que talvez possa ser adulterar e condenando os “vazamentos”que são um hábito da Lava-Jato. Essa narrativa é apenas sustentada pela ínfima parcela fascista no Brasil e não deve ser foco para nenhuma intervenção de trabalho político de conscientização do caso. Pois quem concorda com os crimes da Lava-Jato é igualmente criminoso.

Esse tipo de declaração também tem o objetivo de confundir e acobertar a ação dos Estados Unidos. As evidências, o contexto político e a própria história aponta que os documentos divulgados pelo The Intercept são obra dos Departamentos de espionagem norte-americano, no outro cenário possível, uma participação com elementos da Lava Jato.

O modus operandi da CIA é exatamente criar agentes para determinadas operações e posteriormente descartá-los. Podemos constatar essa forma de atuar em diversas operações da CIA pelo mundo: Saddam Hussein, Manuel Noriega, Talibans, etc.

O enclave do Alto Comando das Forças Armadas, mídia — em especial a Globo—, Lava Jato, Neopentecostais, fascistas e STF, que foi colocado no poder após o golpe de 2016, viabilizou o assalto ao nosso patrimônio pelas transnacionais norte-americanas, mas possuíam um projeto de poder próprio. Esse projeto visa estabelecer uma ditadura militar cada vez mais aberta, fato que desestabilizará o controle dos EUA no Brasil e na América Latina, uma vez que necessitam sustentar ciclos de farsa democráticas para sustentar a ocupação neocolonial da região. Por essa razão, promover expurgos para controlar o regime político é fundamental. Começaram justamente pelo setor que tem ambições mais imediatas de construir um regime político, que é Moro e sua máfia da Lava Jato.

É bom lembrar que a América Latina é área de influência da Igreja Católica, que tem durante as últimas décadas perdido muito prestigio político junto ao povo e espaço para as igrejas neopentecostais. Toda a extrema-direita latino americana que se articula com a Lava Jato e os militares aqui no Brasil tem referencia exatamente no sionismo evangélico, e não no catolicismo. Além disso, a própria Igreja Católica na América Latina sofre uma crise pela atuação de bispos de extrema direita que tentam afastar a agenda da Igreja da pauta social e assistencialista, logo diminuem a popularidade do catolicismo junto à população.

Percebemos que desde o início do golpe a estratégia da extrema direita para manter o poder foi desqualificar o debate político nacional e emburrecer o senso critico da população, implantando e fortalecendo as igrejas neopetecostais nas suas bases sociais. O Vaticano percebeu que a perca de influência no Brasil acarretaria derrotas por todo o continente.

Tudo piorou quando o General Heleno, na sua sandice de perseguir católicos — lembremos que Heleno é maçom —, colocou a ABIN para espionar os bispos católicos e a base de extrema direita começou a atacar a igreja Católica. Logicamente, essa atitude não passaria despercebida pelo Vaticano, que controla a maior rede de espionagem do planeta.

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