General Braga Netto, o assassino de Marielle, vira Ministro

Foi anunciado na última quinta-feira, dia 13 de fevereiro, a nomeação do General Walter Souza Braga Netto, como Ministro da Casa Civil. Sua posse está prevista para ocorrer amanhã, dia 18 de fevereiro.

Braga Netto, substitui Onyx Lorenzone (DEM). Com a nomeação do general ao cargo mais importante do governo, agora nove dos 22 ministros são militares.

Com o golpe de Estado de 2016, o Presidencialismo de Coalizão (fundado com a República de 1988), foi substituído pelo governo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O GSI, reúne as principais pastas do Governo e tutela as ações do Presidente da República, que se tornou um holograma que projeta a falsa sensação que ocorreram eleições livres e serve para blindar os militares de críticas dando uma aparência de legalidade.

Hoje o governo de fato do Brasil, o GSI, é encabeçado pelo verdadeiro presidente de república, general Augusto Heleno e mais quatro oficiais das Forças Armadas, são eles: Eduardo Dias da Costa Villas Bôas (Ex-Comandante das Forças Armadas e responsável pelo golpe na Dilma), Joaquim Maia Brandão Junior (Exército), Ricardo Ibsen Pennaforte de Campos (Marinha) e o General Santos Cruz (Exército).

Atrasada em 4 anos, a esquerda vê somente agora um possível golpe militar. Na realidade, a Ditadura Militar, que se esconde sobre a farsa democrática, já existe desde 2016, quando os EUA instrumentalizaram os militares traficantes de cocaína e a Lava-Jato fundamentalista e fascista, na destruição da economia nacional e da derrubada do governo nacionalista do Partido dos Trabalhadores. A esquerda imbecilizada também adere a outra campanha de contra informação que afirma que a nomeação

Walter Souza Braga Netto é ex-Comandante Militar do Leste e foi interventor militar no Estado do Rio de Janeiro entre fevereiro de 2018 e janeiro de 2019. A intervenção militar comandada por ele preparou o terreno para o triunfo do miliciano na fraudada eleição de 2018 (eleição onde o principal presidenciável, o Lula, foi impedido concorrer por causa de um processo fraudulento conduzido pelo então juiz de primeira instância Sérgio Moro que após a prisão de Lula foi recompensado ocupando o atual posto ministro da justiça, chefe da Lava-Jato e Polícia Federal).

Durante a intervenção militar no Rio a violência urbana cresceu, o estado aprofundou sua crise econômica e social, as milicias e o PCC expandiram seu poder político nos territórios. Além disso, sob responsabilidade de Braga Netto, o correu o assassinato da vereadora Marielle Franco, quando ela cordenava a comissão para acompanhar a intervenção militar no Rio e assessorava a criação da Comissão popular da Verdade para apurar crimes dos militares durante a intervenção.

Na intervenção ocorreram denúncias de tortura, desaparecimentos e assassinatos em operações do Exército. Jovens foram sequestrados no Complexo da Penha por militares e levados ao quartel da Vila Militar, onde ocorreram as seções de tortura. E o assassinato do músico, Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, no bairro de Guadalupe, Zona Norte do Rio de Janeiro. O Exército fuzilou com 80 tiros, o carro da família que seguia para um chá de bebê. No carro estava uma criança de 7 anos, filho do casal.

As Forças Armadas realizam uma ocupação na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A operação contou com efetivo de 3,2 mil militares, tanques, drones e helicópteros de combate. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação (SMUIH), há 6,690 habitantes na região. Uma ação nunca antes vista, de proporção de 1 militar para cada 2 civis. Amparados pela lei 13.774/2018 que torna impune os militares que cometem crimes contra civis. Concede que os militares sejam julgados pelos Tribunais Militares.

Por isso, Alto comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Huss emitiu um comunicado ao Brasil. Disse: “Condeno os chamados dos oficiais de alto escalão do Exército para (gozar de) medidas que equivalem, na realidade, a uma anistia preventiva para qualquer tropa que cometa violações de direitos humanos”.

Por tanto, a nomeação do golpista Braga Netto para a casa civil é um gesto de terrorismo de Estado. Um criminoso que pesa contra ele inúmeros atos de violência contra a população, tortura, desaparecimento, e assassinato de civis. O crime político contra de Marielle Franco que teve milicianos contratados para cometer o assassinato. Indica que somente o Alto Comando das Forças Armadas seja capaz de operar. O miliciano Antônio Eugênio de Souza Freitas, de 48 anos, o Batoré, assassinado em junho do ano passado durante uma emboscada no Morro do Dendê quando fugiu com o traficante Fernando Guarabu. E o miliciano Adriano Nobrega, que estava foragido e morto em fevereiro reforça a denúncia que aponta Braga Netto como responsável pela morte da vereadora.

O próprio miliciano, disse que a função de Braga Netto é “coordenar os demais ministros do governo.” Ou seja, o interventor no Rio fez intervenção nacional, tentando garantir a impunidade dos crimes dos militares durante a intervenção militar no RJ.

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