Militar traficante aceita pena para abafar escândalo do “Aerococa”

Manoel Silva Rodrigues, o militar preso na Espanha carregando 39 kg de cocaína no avião da comitiva da Presidência da República, aceitou a pena de 6 anos de prisão e multa de 2 milhões de euros.

O militar traficante foi julgado hoje, dia 24 de fevereiro de 2020. Em um julgamento relâmpago, a defesa do traficante abriu mão do direto a fala e aceitou a culpa. O fiscal antidrogas da Espanha renunciou a maioria das testemunhas e somente falaram os guardas que prenderam o traficante no aeroporto de Sevilha.

Ao passar a mala na máquina de raio X, o militar disse que se tratavam de tabletes de queijo, porém o conteúdo tinham outro aspecto. Ao descobrirem que se tratava de cocaína, o militar se calou e não respondeu mais nenhuma pergunta, afirmaram os guardas espanhóis. Muito embora, Gabinete de segurança Institucional (GSI) tenha desligado o radar da aeronave para despitar autoridades espanholas.

Em uma rápida declaração diante do Tribunal espanhol, de maneira cínica, o narcotraficante afirmou que devido ao seu baixo salário, em todas suas viagens oficiais, era acostumado a fazer compras, em especial de celulares, para em seguida revender no Brasil. O militar já traficava por um longo tempo, tendo viajado 18 vezes em comitivas com o miliciano presidente.

O traficante disse que está profundamente arrependido e pediu perdão ao povo da Espanha. Porém, nada declarou dos danos causados contra o povo brasileiro.

No final da seção, o advogado do traficante pediu para a Espanha acelerar o processo de extradição para o militar cumprir a pena no Brasil.

A seção relâmpago faz parte de uma manobra entre a defesa do militar traficante e o governo do Gabinete de Segurança Institucional, encabeçado pelo narcotraficante general Augusto Heleno, para evitar repercussão do caso. Assim, os generais querem ocultar as ligações do governo com o narcotráfico internacional, que os sustentam no poder.

O militar foi preso no dia 25 de junho de 2019, dentro da comitiva do Presidente Miliciano, com 39 kg de cocaína com uma pureza de 80%. O avião era controlado pelo general Heleno, chefe da inteligência, que disse não saber de nada sobre existência da cocaína no seu avião.

O Voz Operária vem acompanhando o caso desde o início e continuaremos dando repercussão e investigando esse crime contra o nosso país. A origem da cocaína partiu do morro do Dendê, reduto do traficante Fernando Guarabu morto um dia após à apreensão no Aerococa. A PM realizou operação que terminou com o assassinato de Guarabu também vitimou Antônio Eugênio de Souza Freitas, o Batoré. Ele era braço-direito do líder do TCP , e miliciano integrante do escritório do crime. Após a emboscada, policiais militares capturaram os sete aparelhos de celular que estavam no veículo dos criminosos. E permaneceram por mais de 24 horas sob posse da PM, tempo suficiente para realizar “hard reset” nos aparelhos, gesto que oculta e adultera às provas, uma clara fraude processual para obstruir a justiça e livrar os militares do crime de tráfico. O caso é tratado como “queima de arquivo”.

E o destino da cocaína era Andalucia. Reduto do partido de extrema-direita, Vox. A droga estimada em 5 milhões de euros financiaria a campanha daquele ano ao parlamento europeu.

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