Acordo com os EUA deixa o Brasil sem indústria e mais próximo de uma guerra

O sub-presidente da Colômbia, Iván Duque, e o presidente miliciano do Brasil, Bolsonaro, foram convocados para a mansão de Donald Trump, em Miami, para resolver o “problema” da Venezuela. Segundo a imprensa norte-americana, um funcionário de alto escalão dos EUA escutou “empurre o Brasil para um conflito armado com a Venezuela”, durante a reunião.

No dia 08 de março, o governo golpista do Brasil e os Estados Unidos firmaram, em Miami, o Acordo de Pesquisa e Desenvolvimento, Teste e Avaliação (Sigla em inglês RDT&E). O objetivo do acordo é travar o desenvolvimento tecnológico do complexo industrial militar brasileiro.

A integra do acordo está sob sigilo de 25 anos por meio das classificações militares e do governo, porém parte do acordo foi divulgado à imprensa. O documento afirma que os Estados Unidos não criam nenhuma responsabilidade financeira com as pesquisas do Brasil e que qualquer projeto será financiado de forma equivalente entre os países. Além disso, o Brasil fica proibido de assinar qualquer outro acordo de cooperação tecnológica com outros países.

Para supostamente empresas brasileiras participarem de um fundo obscuro, o Brasil abre mão da sua autonomia e é obrigado a aceitar os projetos e funcionários escolhidos pelo Departamento de Estado para supervisionar projetos nacionais.

No dia 07 de março, segundo o jornal norte-americano Washington Examiner, uma fonte de alto escalão do governo Trump afirmou que: “Ele (Trump) anunciou que o próximo passo seria um acordo de associação entre o Brasil e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) semelhante ao que a Colômbia atualmente tem”.

Durante encontro o presidente dos EUA e o Presidente Miliciano, “Bolsonaro chegou a mencionar que se tornaria um membro pleno da OTAN. Isso é algo que seria realmente histórico “, disse a autoridade dos EUA. O miliciano também manifestou interesse em receber uma base militar dos EUA no território Brasileiro.

No mesmo encontro, Brasil e EUA emitiram uma declaração conjunta onde renovaram seu apoio ao golpista Juan Guaidó e apoiaram o golpe de Estado na Bolívia.

No dia 11/03, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, o almirante Craig Faller declarou que os Estados Unidos ampliarão sua presença militar na América Latina. Ele também atacou a Venezuela, Rússia e China.

O Almirante norte-americano também disse que Washington manifesta preocupação com a decisão de Brasília de usar a tecnologia de quinta geração (5G) da China – a rede telefônica desenvolvida pela empresa chinesa Huawei – e anunciou que a referida medida “dificulta ” o desenvolvimento de colaborações de defesa entre os EUA e Brasil.

Dentro do que é o pensamento da Doutrina Monroe, o Secretário de Estados dos EUA, Mike Pompeo, declarou que é preocupante a presença da China e da Rússia na América Latina, especialmente na Venezuela, país ao qual prestam assistência financeira, diplomática e até de segurança ao presidente do país bolivariano Nicolás Maduro.

Com o golpe de Estado de 2016, o complexo industrial de defesa foi atacado. Projetos importantes como a construção de satélites, submarinos e dos caças Gripem foram sabotados pela operação Lava-Jato. A primeira medida do governo do Gabinete de Segurança Institucional, encabeçado pelo general Augusto Heleno, foi entregar a Embraer para a Boeing. Enquanto isso, o governo ataca as universidades, destruindo a pesquisa nacional. Como um golpe que tanto ataca a ciência pode propagar que um acordo de sabotagem pode desenvolver a pesquisa?

ORGANIZAÇÃO DO GOLPE NA VENEZUELA E RESPOSTA DE MADURO

O presidente democraticamente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, vêm denunciando os planos orquestrados pelos Estados Unidos provocar uma intervenção militar contra seu país.

No ano passado, o presidente miliciano destacou que, caso precise se juntar a uma possível incursão militar liderada pelos Estados Unidos, contra o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a decisão de ir ou não, caberia a ele fazê-lo.

“Agora, o que o Brasil pode fazer? Suponha que haja uma invasão militar (EUA) lá. A decisão será minha, mas vou ouvir o Conselho de Defesa Nacional e depois o Parlamento brasileiro para tomar a decisão ”, disse Bolsonaro.

Nesse ano, a Venezuela acusou o governo do miliciano de apoiar ações terroristas contra um quartel, que vitimou letalmente um soldado venezuelano.

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