Coronavírus ajuda Estados Unidos na guerra comercial contra a China.

A pandemia do coronavírus é conveniente para a política do imperialismo norte-americano. No dia 09 de março, os mercados internacionais, com o epicentro no Wall Street, operaram em queda. Os principais índices despencaram. Por exemplo, o índice Dow Jones caiu mais de 2 mil pontos, marcando sua maior perda durante um dia desde a crise de 2008.

A crise econômica levou a redução do consumo de carvão nas usinas, queda de 36%; as taxas de operação dos principais produtos siderúrgicos, queda de 15%; Produção de aço bruto, variação de 0%; Produção de carvão no maior porto (Shangai), queda de 29%; Capacidade de refino de petróleo (OPEP), redução de 34% e causaram reduções de produção entre 15% e 40% nos principais setores industriais (global).

Em 4 de março, antes mesmo da queda nas principais bolsas de valores, as autoridades da Arábia Saudita [principal aliado dos EUA] baixaram os preços do petróleo, anunciaram aumentar sua produção e ofereceram descontos a todos os seus clientes, a maior dedução para os países asiáticos.

É uma guerra econômica em torno do petróleo, iniciou-se quando a Rússia se retirou do acordo com a Arabia Saudita na OPEP, fruto da retaliação dos Sauditas ao acordo entre Turquia e Russia no conflito na Síria. Assim, a Arábia Saudita barateou o preço do petróleo para seus parceiros e desfavoreceu o fornecimento de energia para o mercado russo.

Todos esses fatores indicam a tendência da crise capitalista mundial. A mídia imperialista deu a desculpa sobre a pandemia do coronavírus para justificar estas implicações econômicas.

A China tem sido historicamente a maior fonte de crescimento da economia mundial: somente em 2019, sua contribuição foi de 39%. Dado o avanço das medidas de contenção ao vírus, em parceria com Cuba Socialista, o governo chinês anunciou a redução de sua previsão de crescimento do PIB entre 6% e 6,5%.

A China representa mais de 16% do PIB global e é a segunda maior economia do mundo, depois dos Estados Unidos. A China é o principal importador de petróleo no mundo, o que afeta diretamente a demanda mundial, que calcula a média de um consumo diário de 97 milhões de barris por dia.

Paradoxalmente, os mercados entraram em colapso depois que Cuba e China anunciaram a eficácia da utilização antiviral do interferon Alfa 2B, iniciando sua produção desde 25 de janeiro na fábrica Chang-Heber. Até agora, o medicamento curou mais de 1.500 pacientes e é um dos 30 medicamentos escolhidos pela Comissão Nacional de Saúde da China para curar da doença. No último sábado, dia 14 de março, a China relatou apenas 18 novos casos, ou seja, um número extremamente baixo no país ” marco zero ”do surto, com 1,4 bilhão de habitantes.

As operações financeiras das gigantes farmacêuticas americana Eli Lilly, Pfizer, Merck Sharp, Jhonson & Jhonson estão com tendência de alta nas bolsas de valores.

No dia 6 de março, o pacote de emergência do Congresso dos Estados Unidos autorizou gastos de 8,3 bilhões de dólares para conter o avanço da Covid-19.

Situação que abre precedente para a indústria farmacêutica
lucra sobre as vacinas e tratamentos para o coronavírus numa posição bastante favorável na atual pandemia. Enquanto as bolsas de valores despencaram, os principais laboratórios que atuam no controle da pandemia estão com índices em alta nas bolsas de valores.

Em apenas algumas semanas a um preço muito baixo, grandes conglomerados capitalistas poderão comprar grandes quantidades de petróleo em reservas e aumentando seus estoques. Washington manipula as bolsas de valores e utiliza a pandemia para beneficiar sua economia em em ambiente de desaceleração nos mercados mundiais, “comprar barato para vender caro” é um bom negócio.

O pânico claramente infundado na mídia está afetando os mercados em favor dos Estados Unidos, mas, analisando a questão em profundidade, não se deve descartar que essa crise possa ser de fato uma ação claramente especulativa. Ou seja, uma ação que, como efeitos manipulados, reduz os índices e as ações nas bolsas de valores, trazendo ativos de empresas e outros bens (como petróleo) a um preço mínimo, a fim de adquiri-los a um preço baixo e posteriormente aumentarem o valor.

Hoje o coronavírus é conveniente ao desejo da política externa norte-americana. Uma grande “coincidência” que o maior beneficiado dessa pandemia seja justamente os Estados Unidos.

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