A PM é a escória da humanidade

Policiais militares cobram propina de banhistas que furam bloqueio nas praias do Rio

No dia 16 de março, o governador Witzel editou o decreto nº 46980 que institui o estado de exceção no Rio de Janeiro.  Em decorrência da emergência de saúde pública decorrente do “coronavírus” (2019-nCoV). 

O Estado impôs barreiras entre os municípios do Rio de Janeiro, e instaura o isolamento social.  Impede a circulação de pessoas e o funcionamento dos serviços públicos e privados que já dura 15 dias, pode prorrogar por igual período (16/04).  Anunciou uso das Forças Armadas para conter a pandemia, reforçando a tendência de uso político do episódio. 

No decreto diz:

Art. 4º De forma excepcional, com o único objetivo de resguardar o interesse da coletividade na prevenção do contágio e no combate da propagação do coronavírus, (COVID-19), diante de mortes já confirmadas e o aumento de pessoas contaminadas, DETERMINO A SUSPENSÃO, pelo prazo de 15 (quinze) dias, das seguintes atividades:

XV – frequentar praia, lagoa, rio e piscina pública;

Proíbe aglomerações em praias para cumprir as determinações sanitárias de bloqueio em áreas públicas. 

E outorga as Forças de segurança para realizar os bloqueios e cumprir o estado de exceção. 

§ 3º As forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro deverão atuar para manter o cumprimento das disposições do presente Decreto, sendo certo que para tal fim, poderão fotografar e filmar todos aqueles que descumprirem as medidas previstas no presente artigo, a fim de instruir ato de comunicação ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, sem prejuízo da instauração de procedimento investigatório para apurar a ocorrência de crime e infração administrativa. A administração Pública deverá assegurar o sigilo das informações. Dessa forma, fica vedada a divulgação da fotografia e filmagem.

No entanto, segundo denúncias obtidas pelo jornal voz operária, policiais do 31°Batalhão que estão realizando o patrulhamento na Orla da Barra da Tijuca  estão cobrando propina aos banhistas que descumprem o bloqueio. 

Como os policiais pedem a propina. Ao abordar o banhista, em maioria moradores da Barra da Tijuca, se aproximam alertando sobre o bloqueio. E em seguida obriga que seja pago o valor de 15 reais para permanecer na praia sem ser molestado pelos PMs. E distante do olhar de terceiros orienta que o banhista enterre na areia o dinheiro. 

O fim da polícia militar é maneira do povo se livrar das amarras do atraso

A Polícia Militar do Rio de Janeiro traz em seu histórico, a perseguição aos negros libertos e abandonados, o combate às revoltas populares, como a Guerra de Canudos, a Revolta da Chibata; a Guerra do Paraguai, onde participou da Tríplice Aliança; a greve de 1917 e a condecoração pelo apoio ao golpe de 1964.

Essa Polícia Militar que preserva sua história de repressão e extermínio do povo brasileiro desde à monarquia, é incapaz de promover a política de segurança pública no Brasil. Ao contrário, ela um braço que opera o crime e a violência do Estado brasileiro.

A esquerda trouxe à tona, a pauta política da desmilitarização, no intuito de “humanizar” e “civilizar” a polícia militar. Diante do seu passado e presente criminoso, é impossível reformá-la.

É recorrente associar a pauta da segurança pública à “humanização da polícia”, “aumento de receita”, “investimento em inteligência”, “recrudescer o direito penal” tipificando novos crimes… É enganoso essa associação, porque o crime é organizado pelo Estado brasileiro e a violência está vinculada a questão social dado o agravamento da resultante do neoliberalismo no país.

Têm sido amplos os mecanismos usados pelo Estado para sofisticar a violência: licença faroeste, delegacia legal, UPPs, intervenção militar, a institucionalização das milícias, e a carterização do crime através dos militares e da lava jato.

Inegavelmente, somos um país que institucionaliza a milícia e o tráfico como instrumentos do Estado. O golpista Witzel dá carta branca para a polícia, reconhecidamente mais assassina e de maior nível de corrupção do país.  

Não devemos exigir uma postura republicana e institucional da polícia. Não vivemos mais uma democracia, mas um estado de exceção com as mais bárbaras expressões do genocídio do povo negro. Isto exige as medidas mais combativas e organizadas; exige que disseminemos a urgência de nossa autodefesa.

Fim da Polícia Militar

Fim do genocídio negro

Abaixo o golpe

Abaixo a ditadura militar

Pela condenação por crimes contra a humanidade do miliciano Witzel

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