Coronavírus: O melhor aliado para os militares genocidas e defensores do golpe de 1964

Em um dia como hoje, 1° de abril, no dia da mentira, há 56 anos, os militares golpeavam o presidente democraticamente eleito João Goulart supostamente para combater a “ameaça comunista”  – que não existia. 

Sob ordens dos Estados Unidos, os militares, que são literalmente o exército do inimigo (EUA) aqui dentro, impuseram 21 anos de regime terrorista, genocida e de repressão política, social e cultural contra o país.

Após o golpe de 1964, perdemos a oportunidade de construir uma pátria soberana. Os Estados Unidos saquearam nossas riquezas, os trabalhadores perderam direitos, o país foi endividado. Abriu-se caminho para o neoliberalismo e explodiu a desigualdade social. 

Segundo o IBGE, o Brasil vive uma explosão da desigualdade social jamais identificada desde o ano de 1960 (quando foi criado o instituto). Com o golpe de 2016, essa desigualdade cresceu sete vezes mais rápido do que na ditadura.

Todos os anos os militares tentam aplicar revisionismo histórico para comemorar a Ditadura de 1964. Porém, o povo brasileiro não aceita essa propaganda mentirosa e genocida.

Recentemente, o “moderado” Mourão (como chamam alguns setores da esquerda golpista) usou sua conta no Twitter para publicar uma mensagem exaltando o golpe e a ditadura militar no Brasil. O mesmo fez o Ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva.

Todos os militares são apoiadores da Ditadura, e o que comprova isso é que não há qualquer voz dissonante que condene a postura apologética do golpe de 1964. Eles apoiam todas as medidas do atual governo, incluindo a destruição do nosso complexo industrial de defesa. 

Os militares que defendem o genocídio do passado são os mesmos que apoiam esse genocídio do povo no presente. Com o apoio dos Estados Unidos, deram novamente um golpe para roubar o patrimônio do povo brasileiro, entregar as riquezas nacionais e destruir o país. Portanto, dentro da doutrina de segurança do departamento de Estado dos EUA – que os nossos militares seguem -, o inimigo interno somos você e todos nós brasileiros! Por isto, para eles é mais importante combater os brasileiros do que a pandemia do coronavírus.

Hoje o Brasil está no caminho de um verdadeiro genocídio organizado pelo governo militar. Após anos de sucateamento do sistema de saúde, o povo simplesmente não consegue ter atendimento.

Com a imposição do trabalho escravo, da precarização das relações de trabalho, o povo brasileiro, oprimido pela desigualdade social, está amontoado, vivendo em favelas, cortiços, assentamentos insalubres, quando não nas ruas. Sem nenhuma assistência do Estado brasileiro, vivendo nessas precárias condições sociais, o isolamento social sugerido pela OMS para combater o coronavírus simplesmente não consegue ser cumprido. Não porque o povo trabalhador não queira preservar sua saúde, mas porque o Estado brasileiro os obriga a não cumprir.

Somado a este fato, o governo militar negligencia a política de isolamento. Para eles é mais importante o lucro dos bancos do que a saúde do povo. O governo não faz nada para conter o alastramento da epidemia, pelo contrário, minimiza a gravidade de uma doença sem cura e sem tratamento ou simplesmente diz que o vírus não existe. Infelizmente, uma pequena parcela da população, os evangélicos neopentecostais e os apoiadores do governo, não cumprem as medidas de isolamento, tentam ideologizar um vírus (dizendo que é parte da estratégia da China para derrubar o governo) e, dessa forma irresponsável, coloca toda a população brasileira em risco.

O número de mortes por COVID-19 aumentou para 201 e 5.017 infectados registrados no Brasil. Porém, o número pode ser muito maior, já que a população não está sendo testada, os testes só ocorrem em casos “moderados”, não há acompanhamento, as equipes médicas não tem acesso à Equipamentos de Proteção Individual e ocorrem subnotificações.

Esse governo militar orquestra um genocídio, e vão continuar aplicando uma política de destruição nacional, contra os interesses populares, deixando para o povo apenas duas opções: ou morrer de doença ou morrer de fome. Para o povo sua unica arma é a luta organizada!

O governo militar diante da pandemia menospreza a vida das pessoas sob o pretexto de salvar a economia. Na verdade, a economia mundial já demonstrava sinais de recessão muito antes da pandemia se alastrar pelo mundo. Quem parou a economia brasileira foi o golpe, e isso é provado quando apresentamos os dados: 341 mil empresas fechadas em 4 anos, 40,7% da população na informalidade e 65,7 milhões procurando emprego. Por isso, falar que “a economia não pode parar” é outra falácia típica dos golpistas nesse primeiro de abril!

O relatório de 2019, do Fórum Econômico Mundial mostra como as tensões políticas prejudicam a colaboração dos países em caso de uma crise mundial. Entre elas questões geopolíticas, a ascensão de governos de extrema-direita, e o protecionismo econômico, que leva para guerras comerciais.

De acordo com o documento aprovado em Davos, essas questões estão levando a uma redução do crescimento das economias desenvolvidas. Os países ricos deveriam atingir o PIB (produto interno bruto) em apenas 2,1% em 2019, frente a 2,4% registrado em 2018. Estima-se que nos Estados Unidos, em 2019, será de 2,3%, com previsão de 2% este ano e 1,7% em 2021.

Na zona do euro, a previsão é ainda pior, em 2019 em 1,2% e para 2020, 1,3%. O setor industrial na Alemanha e Espanha retrai ainda mais esta tendência.

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O FMI estimou o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, em 2020, uma queda de 0,4 ponto percentual em relação a previsão de 2%. No relatório “World Economic Outlook”, a projeção para o desempenho da atividade econômica do país em 2019 era de 0,9% e o Banco Central confirmou esta expectativa.

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A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou ontem (31/03) que este ano deverá registrar uma recessão “pelo menos tão ruim quanto durante a crise financeira global, ou pior”. Embora haja um agravamento com o novo coronavírus, havia uma tendência que indicava a recessão econômica mundial antes mesmo da pandemia.

Em 2008, a crise teve epicentro nos EUA, agora a crise é da economia da dívida, ou seja, prestes a atingir o mercado financeiro – a “crise dos bancos”. Portanto para o Estado capitalista desenvolvidos não se sabe que rumo tomar na política-econômica, a não ser prosseguir para uma nova rodada de crise, expoliando os países pobres enquanto a humanidade caminha para o abismo. 

É urgente defender que o Partido dos Trabalhadores apresente um programa patriótico e se coloque na construção de um governo de emergência, apontando a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte. É importante chamar o povo para uma insurreição patriótica, para aplicar medidas em defesa dos trabalhadores e da saúde do povo. 

Abaixo os militares e o governo do Gabinete de Segurança Institucional!

Abaixo o golpe!

Por um governo do Partido dos Trabalhadores e de libertação nacional!

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