CASO NARCOJET DESMASCARA QUE DITADURA NA BOLÍVIA E MANTIDA PELO NARCOTRÁFICO

Segundo autoridades do México e Argentina, 1 tonelada de cocaína pura apreendida na aeronave seria usada para financiar a campanha presidencial na Bolívia de Jaenini Ánez

O Sistema Integral de Vigilância Aérea detectou o bimotor sobrevoando às águas na costa mexicana. Imediatamente, a aeronave de matrícula norteamericana com 1 tonelada de cocaína foi interceptada pela força aérea mexicana quando retornava à ilha de Cuzumel.

Caças da Força Aérea Mexicana obrigaram a aeronave modelo jet Gulfstream Aerospace G-1159A à pousar no aeródromo Majahual em Quintana Roo (México).

As autoridades do país aguardavam com efetivos da 34° Zona Militar, e logo apreenderam a grande quantidade de cocaína que estava dividida em 32 bagagens no interior da aeronave.

Conheça a rota do Narcojet

Segundo o plano de vôo, divulgado pelas Secretaría de la Defensa Nacional (Sedena) e Policía de Seguridad Aeroportuaria (PSA) respectivamente autoridades do México e Argentina, o luxuoso bimotor, fretado como taxí aéreo tinha a seguinte rota.

No dia 27 de janeiro (segunda-feira) partiu da ilha de Cuzumel (México) com destino a Cidade de Salta (Argentina) e retorna ao ponto de origem no dia 28 de janeiro (terça-feira).

Na Argentina, no dia 27 de janeiro, às 20:34 da noite aterrizou o bimotor com matrícula N18ZL. Logo após o pouso, às 21:18, a aeronave foi reabastecida com carga de 13.319 litros de combustível. Permaneceu no aeroporto de Salta até sua decolagem às 05:48 (28 de janeiro).

O voo havia partido do Aeroporto de Salta na madrugada de terça-feira, porém a Polícia local e a Aduana revistaram o avião e não encontraram sinais da droga.

O plano de voo apresentado pelos pilotos às autoridades da Argentina indicava que haviam chegado as 23:00 de segunda-feira à Ilha de Cuzumel e que no dia seguinte voltariam ao mesmo destino sem escala. As investigações conduzidas pela Sedena e PSA periciaram os documentos e confrontaram com os registros das torres de comando dos aeroportos. E constataram o contrário.

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A investigação confirma que escala durou mais de 2 horas depois, sem autorização ou registro, e o narcojet comandada pelos pilotos bolivianos Miguel Ángel Blasquéz Vallejos (51) e Aldo López Matienzo (43) aterrorizou no aeroporto de Guayaramerín (Beni), e permaneceu por 40 minutos.

O Ministério Público boliviano indiciou os 3 funcionários do aeroporto de Guayaramerín que permitiram a aterrizagem e a permanência da aeronave sem autorização.

Segundo a promotoria de Justiça, os agentes foram coniventes com o delito. Para a mesma promotoria foi nesse momento que o bimotor recebeu o carregamento com 1 tonelada de cocaína no aeroporto.

A região é reduto da família da autoproclamada presidente da Bolívia l Jaenini Anez e seria usado para financiaria sua campanha presidencial.

Para a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Bolívia (Felcn), a droga pertence ao cartel de Jalisco e confirma que houve facilitação do exército no crime.

Onde carregou a tonelada de cocaína no narcojet?

Como parte do processo desta investigação, envolve os 3 país, as autoridades argentinas capturaram as imagens das câmaras de segurança do aeroporto de Salta. Não registram nenhum movimento que indique o carregamento contendo as 32 bolsas de drogas.

Narcojet: as 32 bolsas recheadas de cocaína estavam no interior da luxuosa aeronave sem nenhum disfarce.

A caixa preta da aeronave é chave para desvendar o caso e determinar a origem da tonelada de cocaína.

Quem é Jaenine Anez, autoproclamada presidente da Bolívia?

Jeanine Áñez, proclamou-se presidente da Bolívia ocupando a segunda cadeira do Senado, um evento realizado sem quorum para discutir a “renúncia” de Evo Morales.

A senadora golpista fazendo discurso inflamado durante a sessão sem quórum

Sua autoproclamação foi de prontidão reconhecido pelos Estados Unidos e seus governos lacaios do Brasil e da Colômbia. Evidenciando o conluio internacional para derrubar o governo Evo Morales.

Com família envolvida em narcotráfico, em 2017, seu sobrinho Carlos Andrés Áñez foi capturado no Brasil por tráfico de drogas. Ele foi preso pela Polícia em outubro daquele ano na cidade de Mato Grosso, com 480 quilos de cocaína que foram carregados em um avião da Bolívia.

 Sobrinho da senadora Jeanine Añez durante prisão no Brasil

Nas eleições presidenciais de outubro passado, onde Evo Morales venceu, Áñez apoiou a candidatura de Óscar Ortiz, que ficou em quarto lugar. Desde sua aparição no cenário político, ela mostrou uma narrativa supremacista protegida por uma propaganda fundamentalista religiosa.

Sua autoproclamação tenta dar uma aparência de “legalidade” para ocultar a Ditadura mantida pelas Forças Armadas e Policiais, que são os verdadeiros chefes do poder.

A família da evangélica Jaenini Anez também têm outrocaso de envolvimento com o narcotráfico. O marido de Jaenini Anez, o político colombiano, Héctor Hernando Hincapié Carvajal é investigado por ser sócio do cartel de Cali.

O Narcotráfico sustenta os regimes golpistas apoiado pela Casa Branca

O Narcosul está produzindo cocaína de alta pureza na Bolivia e está enviando ao Brasil e Argentina, onde se vende uma parte da droga e o resto é transportada para Europa. Enquanto os colombianos seguem como pioneiros no tráfico internacional de drogas tendo como grande mercado nos Estados Unidos.

No entanto, o Cartel colombiano produz 1 quilo de cocaína por US$2.000 e vende aos Estados Unidos por US$50.000, atualmente a maior parte dos ganhos terminam nas mãos do cartel mexicano.

Precios de la cocaína enviada al mercado
estadounidense desde Colombia

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Precios de la cocaína enviada al mercado
estadounidense desde Bolivia

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dados do Observatório Nacional de Seguridad Ciudadana – Bolívia (ONSC)

Indica que 1 tonelada de cocaína que seria comercializada nos E.U.A está avaliada em US$50 milhões.

Para os Estados Unidos, a troca de comando na Bolívia sempre foi objeto de desejo. Washington nunca aceitou que a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA) ter sido expulsa em 2008 da Bolívia pelo então presidente Evo Morales. Antes, ele já havia expulsado a USAID, agência de cooperação norte-americana e braço civil da CIA.

Eis que Jeanine Áñéz, uma das opositoras ao governo democraticamente eleito de Evo Morales derrubou através do golpe e assume o poder. Os militares e neopentecostais vinculados justamente com o tráfico internacional de drogas dão sustentação ao regime.

Membros do cartel de Lima imediatamente reconheceu seus iguais

Mais do que identificado com os golpistas, o governo Bolsonaro foi o primeiro a reconhecer o “novo governo” e saudou Añes “por assumir constitucionalmente a Presidência da Bolívia”. Declarou o chanceler Ernesto Araújo.

Revelou ser ainda mais profunda quando tornou-se público a colaboração entre os militares do GSI e o setor golpista boliviano.

Segundo áudios divulgados pelo jornal boliviano El Perídico, opositores da direita fascista dizem que o Itamaraty está desde maio do ano em curso em conversas frequentes com o líder opositor Luis Fernando Camacho. Nesses áudios, opositores afirmam que um assessor do miliciano foi enviado para Bolívia para orientar o candidato derrotado à presidencia, Carlos Mesa.

O envolvimento dos milicianos e militares brasileiros no golpe de Estado na Bolívia é tão explícito que não fazem questão de esconder. Camacho se reuniu com Ernesto Araújo em diversas ocasiões, no inicio do ano e no mês passado.

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