Política externa de Ernesto Araújo é a continuação da política do PSDB

Ernesto Araújo, um fascista-neoliberal que vomita propaganda de desinformação de funcionário do Departamento de Estado dos EUA (Olavo de Carvalho), voltou a falar em “comunavírus”. Sob controle do Departamento de Estado, o Itamaraty vem reforçando a narrativa anti-china encabeçada por Mike Pompeo e Steve Bannon.

Essa histeria é um escárnio para o Brasil. Com o golpe de Estado de 2016, os Estados Unidos colocaram as pessoas mais medíocres, incompetentes e idiotas em posições de poder exatamente para falarem abobrinha e distraírem o povo, enquanto isso, a CIA pilha nosso país.

No esforço de reabilitar os neoliberais-fascistas do PSDB, a imprensa deu repercussão ao bate-boca entre Fernando Henrique Cardoso e Ernesto Araújo. FHC é autor de alguns livros que defendem a política de vassalagem eterna do Brasil aos EUA, foi ele que privatizou a Vale, responsável por soterrar duas cidades no barro (Brumadinho e Mariana) e entre outros crimes de lesa-pátria.

O objetivo dessas reportagens repercutidas pela imprensa golpista é criar uma moralidade artificial para gente sem poder junto as massas e desprezada pelo povo brasileiro. Esse governo foi criado por toda essa gente que deu o golpe de 2016. Todos eles concordam com a vassalagem do Brasil aos EUA, em tornar o nosso país em “fazendão” colonial, com as privatizações das Estatais, com a destruição dos direitos trabalhistas, com a destruição da indústria bélica, da Odebrecht, da Andrade Gutierrez e tantas outras empresas, com a venda da Embraer para Boeing, com a entrega da Base de Alcântara e com o desmonte do SUS. Quem a imprensa tenta enganar dizendo que o PSDB tem preocupação com a pauta democrática e com o coronavírus, quando foram eles que deram o golpe e apoiam o Estado policial montado pela Lava-Jato?

O falso antagonismo entre PSDB contra o miliciano (Bolsonaro) é roubo de narrativa. O PSDB é governo, tanto apoiando sua agenda neoliberal como parte do golpe e da fraude eleitoral, portanto, não faz sentido o governo atuar contra si mesmo. Essas falsas brigas fazem parte da tentativa de dividir a oposição ao governo existente entre eles mesmos, para impor que as forças nacionalistas e de esquerda abaixem a guarda, levando estas à adesão e apoio a algum tipo de frente com os neoliberais fascistas.

Em 2016, quando o PSDB assumiu o Ministério das Relações Exteriores, a primeira medida do então ministro Aluísio Nunes foi viajar à Washington. Posteriormente, o PSDB criou o Grupo de Lima, apoiou a sabotagem da Venezuela, votou contra a Palestina na ONU, fechou embaixadas na África, assassinou a Unasul e seguiu os ataques ao direito internacional. Ernesto Araújo é a continuidade da política do PSDB, mas agora mais grotesca e menos eficiente.

Não é possível fazer uma comparação qualitativa entre as políticas externas do governo do GSI (Gabinete de Segurança institucional) e dos tucanos. Ambas correspondem as situações históricas, sociais, econômicas e geopolíticas do seu período. Por exemplo, a intensidade da vassalagem da política externa comanda por Serra e Aluísio Nunes foi muito maior que a do governo FHC.

Com o aprofundamento da crise econômica, social e sanitária fica evidente que o miliciano nunca teve popularidade. O objetivo dos golpistas é criar duas oposições que eles controlam, dividir a oposição entre eles, entre neoliberais fascistas (PSDB, DEM, STF, Congresso e outros) e fascistas neoliberais, tomando o espaço político com suas próprias oposições e impedindo o avanço de qualquer liderança, em especial do PT e de Lula.

Enquanto o governo estimula a extrema-direita histérica e enraivecida, em sincronia com o General Vilas Boas que ameaça os ministros da Suprema Corte, renovando a histeria e cooptando mais neoliberais para ambos movimentos deles. O perigo dessa tática é que ela não cria capital político novo, mas apenas recicla o lixo.

Moro, o chefão da máfia Lavajteira, tenta obter glamour com vazamentos para ter seu próprio “Watergate”. Interessante notar o esforço de roubar a narrativa dos vazamentos, depois do pau que eles tomaram com o The Intercept. Não é a primeira vez, lembrando do caso grotesco dos “hackers bolsonaristas de Araraguara”. Mais interessante ainda é que o vazamento de Moro não trata de nenhum assunto importante, mas só de propaganda pseudo autofágica dizendo que “não está à venda” depois de ter roubado mais de 12 bilhões em acordos de leniência com empresas arroladas na Lava-Jato, de ter sido pago com o Ministério da Justiça após condenar sem provas o principal adversário do seu chefe e entre outras tramoias.

Mas não nos enganemos, quando os verdadeiros problemas surgirem eles voltam todos a serem amigos. Foi assim no caso da Amazônia ou na prisão do Lula.

Os golpistas vão para o lixo e vão fazer de tudo para sair do lixo, o problema é quem está colocando eles na lada de lixo são os próprios Cafetões da CIA. O Brasil já está desprestigiado no mundo, a partir do momento quando os golpistas começarem a se tornar o problema não tenhamos dúvida que eles serão saigonizados (termo referente a queda de Saigon, quando os mercenários aliados dos EUA foram abandonados e deixados para serem massacrados pelas forças vietnamitas). 

O Brasil já foi atrasado em pelo menos 50 anos, não é contraditório iniciar uma fase de golpe de Estado para abrir caminho para novos ataques contra a soberania.

Não podemos dar atenção aos contrassensos e giros contraditórios que confundem a cabeça dos idiotas. O que os golpistas querem é roubar tempo da gente. A questão é, em meio a todo esse caos e genocídio que eles montaram, o “grande acordo nacional, com supremo com tudo”, prova que os militares, PSDB, governo, Congresso, STF conspiraram com um governo estrangeiro para forçar a mudança de regime e pilhar nosso patrimônio, portanto eles cometeram crime de traição e crime capital.

Nesse sentido é preciso organizar a classe trabalhadora que vem mostrando diversos sinais de descontentamento com a situação, mostrar com clareza para os trabalhadores por meio de denuncias políticas as manobras da burguesia para prejudicá-los e aprofundar a ditadura, que tem o objetivo de jogar sob nossas costas o ônus da crise econômica e sanitária que foi ocasionada pela impossibilidade do imperialismo de responder a altura. Pois será apenas através da organização dos trabalhadores entorno da necessidade de derrubar o governo dos militares capachos do imperialismo norte-americano, que colocaremos fim à esse processo de saque que todo o país está submetido.

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