Após quebrarem a Embraer, militares negam possibilidade de reestatização

O Ministro da Infraestrutura, o militar Tarcísio Gomes de Freitas, negou a possibilidade de reestatização da Embraer. O militar afirmou que para ele, “o caminho é pela via do mercado”.

Nesse caminho neoliberal e entreguista, a Ditadura Militar negocia a entrega da empresa para qualquer um, após a quebra da Boeing que levou junto a Embraer. Estão sendo cogitados acordos com empresas de aviação da China, Índia e Rússia, mas o mais provável é a entrega para os canadenses.

Uma das primeiras ações do general Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, logo após o miliciano assumir a presidência com a fraude eleitoral de 2018, foi entregar a Embraer para a Boeing. O acordo foi estimado no valor de US$ 4,2 bilhões, incluindo a entrega do cargueiro KC-390, produzido pela empresa brasileira. Porém, o Brasil não ganhou nenhum centavo. Em dezembro a Embraer mudou de nome para “Boeing-Brasil” e anunciou o fechamento de fabricas.

No início de 2020, a justiça da Etiópia acusou a Boeing pelo acidente aéreo com seu avião 737 MAX, ocorrido naquele país no ano passado, deixando 157 mortos. Após a condenação abriu-se uma crise nos Estados Unidos e vários países cancelaram a compra de aviões da empresa.

O Congresso dos EUA afirmou que as aeronaves da Boeing eram “essencialmente falhas e inseguras”. Foram exigidas mudanças na fiação elétrica dos jatos 737 MAX, revisão dos erros técnicos do design e de certificação de peças.

A Boeing informou que, em função da crise, teve que arcar com US$ 10 bilhões em prejuízos, crise que se aprofundou ainda mais com a pandemia do coronavírus.

Em abril, a Embraer demandou a corte de Nova Iorque a Boeing por quebra de contrato. Por sua vez, a empresa estadunidense cobra multa de US$ 500 milhões à Embraer por descumprir com sua obrigação, e cobra uma indenização pelo não fechamento do negocio.

Em maio, a Embraer pediu socorro ao Estado Brasileiro ante a possibilidade de falência. O BNDES destinou um empréstimo de resgate estimado em R$ 3,3 bilhões.

Enquanto a Ditadura brasileira gasta bilhões de reais em recursos públicos para resgatar uma empresa que eles mesmo quebraram, após um acordo fracassado onde o Brasil perdeu tecnologia, soberania e empregos, a Ditadura ameaça novamente a entrega do que sobrou da empresa.

Nem mesmo com a crise econômica internacional, onde muitos economistas apontam que será pior que aquela de 1929, a Ditadura é incapaz de abandonar a agenda neoliberal e entreguista. Hoje, o Brasil estima uma queda de 7% a 10% do PIB, enquanto os militares entregam o que sobrou do patrimônio nacional a qualquer um.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s