avião presidencial DA DITADURA BOLIVIANA FICOU 16 DIAS TRAFICANDO DROGAS DO BRASIL

Dias após o golpe de estado na Bolívia, que depôs o presidente eleito democraticamente, Evo Morales, o avião presidencial de Jaenini Áñez foi flagrado no Brasil. 

O avião da força aérea boliviana, matrícula FAB001, veio para o Brasil, onde realizou conexões nos aeroportos de brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Amazonas. Permaneceu durante 16 dias percorreu as principais capitais do país antes de retornar a La Paz.

O caso levanta suspeita pois há claro envolvimento da Ditadura Militar brasileira no golpe de Estado na Bolívia. Inclusive, o oposicionista do governo de Morales, o político Fernando Camacho se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo em diversas ocasiões, no inicio e outubro de 2019 para arquitetar o golpe de Estado. Além deles, outros criminosos foram fundamentais para triunfar a guerra não declarada contra a América Latina.

O golpe de Estado teve em primeiro lugar, e a mais evidente, a utilização da rede de “robôs” cedida por Steve Bannon. A direita boliviana utilizou os incêndios da Amazônia como arma de propaganda do golpe. As mídias sociais deram aparência de que havia insatisfação popular contra o Governo. Nas redes, os usuários recebiam uma avalanche de mensagens programadas, mudanças de algoritmos em favor de lideranças da oposição, e os “exércitos” de perfis clonados atacavam a figura do Presidente Evo Morales e massificavam notícias falsas.

O golpe é a consumação da operação da CIA, batizada “Rey Desnudo”, que previa desestabilizar o governo democrático boliviano. Nos últimos anos, a partir da nacionalização dos recursos naturais, a Bolívia empreendeu um processo de desenvolvimento econômico e adesão ao projeto de integração à nova Rota da Seda, promovido pela China e Rússia. A industrialização da exploração do lítio confrontou os interesses das transnacionais e as oligarquias bolivianas vende-pátria.

Em segundo, o apoio das igrejas neopentecostais brasileiras incentivando à guerra religiosa. Lideranças religiosas traçaram a mesma estratégia de assalto ao poder utilizada no Brasil, transformaram suas sedes em comitês contra Evo Morales, colocaram seus bispos e pastores para fazer propaganda pró-golpe.

A guerra religiosa se manifesta a todo momento no movimento golpista boliviano, seja na invasão de Camacho com a Bíblia em mãos no Palácio do Governo, na queima da bandeira de wiphala — que representa os povos indígenas dos Andes — ao som de “viva a Bíblia, carajo” e “Bíblia Sí, Constituición No”, e na perseguição aberta aos católicos e religiões indígenas.

Dados oficiais, 70% da população boliviana se reivindica católica, e 60% é o catolicismo associado a religiões originárias. Nas últimas décadas, os neopentecostais tem se concentrado na conversão de fiéis, fato que Evo tentou proibir com uma lei editada em 2018.

Em terceiro, a participação direta das Forças Armadas que dão sustentação e financiamento aos golpes de Estado. A principal fonte de recurso se dá através do narcotráfico. A Bolívia é o terceiro maior produtor de cocaína do mundo, o Brasil o maior entreposto de drogas do mundo e os Estados Unidos os maiores consumidores. É impossível realizar o tráfico de drogas sem a participação dos militares, uma vez que eles são os únicos a possuírem uma logística capaz de dar conta ao imenso volume das drogas. Além disso, é sabido que os militares utilizam o tráfico de drogas para financiar suas operações golpistas no Brasil e no mundo.

Inclusive, a polícia boliviana participou com prontidão no golpe, justamente por ser sócia dos militares brasileiros no negócio de tráfico de drogas. Evo, porém, expulsou a DEA do seu país, reduziu a produção de folhas de coca em 16% e descriminalizou o cultivo para uso doméstico.

Por que um dia após derrubar o presidente Evo Morales, o avião presidencial da Bolívia foi flagrado no Brasil ?

Embora seja contestado a presidência interina de Jaenini Áñez, e confirmado que durante o período que a aeronave da Força Aérea esteve no Brasil, ela não estava a bordo por que o parlamento não foi comunicado? O regramento democrático impõe que outros membros oficiais do Estado devam representa-lo na ausência da postulante. Então porque o parlamento boliviano não foi notificado para que pudesse ser substituída. Nesse caso, caberia a Senadora, Eva Copa, que pertence ao MAS, partido de Evo Morales.

Isso levanta suspeitas dos vôos repetidos do avião presidencial boliviano para o Brasil que, a princípio, o governo inconstitucional procurou negar. No entanto, dados da empresa de rastreamento de vôo norte-americana FlightAware mostram que a aeronave estava em Brasília nas primeiras horas do primeiro dia do golpe, em 11 de novembro de 2019. Jair Bolsonaro é um dos poucos aliados da golpista Jaenini Áñez. Juntamente com o ex-presidente da Argentina, Mauricio Macri, foram um dos que negaram a existência de uma ruptura institucional na Bolívia.

Fonte: Jornal argentino página 12

 A partir desse momento, o avião da Força Aérea Boliviana, FAB001 – como é chamada a aeronave presidencial – começou a realizar uma série de vôos que poderiam explicar os vínculos dos conspiradores bolivianos com o governo Bolsonaro.

Os golpistas bolivianos utilizaram a aeronave presidencial para transportar drogas e armas no financiamento do golpe, justamente porque durante aquela data, os povos do Estado plurinacional da Bolívia haviam ocupado com barricadas e bloqueios as principais estradas do país, imposibilitando o tráfego das drogas por via terrestre.

De fato, nas primeiras horas de 11 de novembro, quando Áñez ainda não havia assumido a presidência, o FAB001 estava decolando do aeroporto de Campina Grande, em São Paulo, para o aeroporto internacional de Brasília. Segundo os registros da FlightAware, ele ficou quatro dias e, em 15 de novembro, partiu para São Paulo para retornar a Brasília dois dias depois. Em 22 de novembro, ele foi para o Rio de Janeiro e retornou à capital brasileira no dia seguinte. No mesmo dia 23, ele voou para o aeroporto de Manaus, na Amazônia, onde esteve até 26 de novembro. No dia 27, ele finalmente retornou a La Paz. Durante todo esse tempo, Áñez esteve na capital boliviana.

Fonte: Jornal argentino Página 12

Em seus arquivos, as viagens da FAB001 continuaram após o golpe. O que é surpreendente! Os vôos para o exterior do avião presidencial de 11 de novembro de 2019 à 8 de maio de 2020 foram feitos exclusivamente para o Brasil. São registrados 25 vôos sem contar os dias em que a aeronave estava estacionada nos aeroportos brasileiros e sem detalhar os vôos entre diferentes cidades do país. Quanto às transferências no território boliviano, ele praticamente voou para Santa Cruz, o distrito onde nasceu e organizou o golpe contra Morales. A agenda presidencial praticamente não previa visitar o restante dos departamentos bolivianos.

A imprensa local havia divulgado no dia 7 de maio, que o avião presidencial boliviano retornou do Brasil depois de passar vários dias por lá. Naquela época, não havia explicação para a transferência da aeronave para esse país. Além disso, o governo de Áñez considerou essa informação falsa. No entanto, consultando a planilha do FlightAware, pode-se ver que o FAB001 voou para Brasília em 30 de abril e depois se mudou para São Paulo e depois de algumas horas retornou à capital brasileira. O avião boliviano estava em brasília até 8 de maio, quando retornou a La Paz.

Além da rede de conspiração golpista a favor dos EUA para derrubar governos nacionalistas em toda América Latina. Essas ditaduras são financiadas pelo tráfico de drogas. E não é a primeira vez que Jaenini Áñez tem seu nome envolvido em esquemas criminosos. No início do ano foram flagrados no México, 1 tonelada de cocaína em uma aeronave vinda do reduto da golpista, caso é conhecido como “narcojet”.

Curiosamente, a força aérea brasileira não notificou a presença da aeronave presidencial da Bolívia. A FAB dispõe de tecnologia para monitorar e rastrear aeronaves que invadem o espaço aéreo brasileiro, inclusive quando aeronaves trafegam em baixa altitude.

Como não se tratava de missão diplomática, por que o avião percorreu às principais capitais do Brasil? Os dois governos tem histórico recente de tráfico de drogas usando aviões presidencial. E utilizam esses meios sobretudo porque essas aeronaves, por motivo de segurança, não divulgam informações sobre ponto de partida e chegada, e eventualmente desligam os equipamentos de rastreamento (ADSB) para despistar às autoridades. Esse escândalo deve ser apurado a fim de revelar o envolvimento dessas ditaduras com o tráfico internacional de drogas.

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